"Divulgar conhecimentos, pesquisas e tecnologias relacionados com a Educação estimulando a troca, difusão do conhecimento e o debate entre estudiosos. A partir da produção de contribuições criativas e inéditas decorrentes de estudos e pesquisas acadêmicas..."
/====================================================================/
O Desenvolvimento da Música na Educação
Infantil e Ensino Fundamental
A Arte de Musicalizar
Mestranda Prof. Deize Eliane de Souza.
REFLEXÃO
“O Brasil precisa de educação, de uma educação que não seja de pássaros empalhados em museus, mas vôos amplos no céu da arte”.
(H. V. Lobos)
INTRODUÇÃO.
l A música além de contribuir para deixar o ambiente escolar mais alegre, pode ser usada para proporcionar uma atmosfera mais receptiva a chegada dos alunos, também pode ser usada como um período de aprendizado nas diversas disciplinas.
l É possível realizar um trabalho produtivo musicalmente, articulando com as artes visuais teatro e dança realizando atividades entre ritmo baseadas num trabalho de percussão corporal e de instrumentos de sucatas realizadas pelos alunos.
INTERESSE E PREOCUPAÇÃO DOS EDUCADORES
No ambiente escolar, dificuldades existentes de professores em desenvolver trabalhos com a música em alguns lugares da B. Fluminense, RJ.
No trabalho monográfico, trabalhei o Tema:
A música na infância e sua influência, na conclusão do curso de Pedagogia.
Minha pesquisa em campo proporcionou vários contatos com professores, orientadores e diretores escolares de Educação Infantil e Ensino Fundamental que demonstraram preocupações e dificuldades no trabalho com a música nas escolas, e a expectativa nos acontecimentos recentes.
Assim pude prosseguir neste trabalho com clareza para trabalhar o tema, sendo a música parte do meu cotidiano, contribuindo para professores que estão dispostos a trabalhar a música como uma ferramenta educacional.
EVENTO
O tema - Ensino da Música na Educação Básica perspectivas, institucionais, pedagógicas e legais, aconteceu na cidade de Três Corações, MG., UNINCOR no VI Encontro Regional ABEM-Sudeste, 2009
Na oportunidade apresentei o trabalho na modalidade de Pôster:
A influência da música na infância e suas características na sala de aula.
Onde pude encontrar muitos professores e estudantes empenhados neste trabalho atuando nos conservatórios de Minas Gerias e alguns de outras partes do País.
A música é uma arte de expressão que utiliza o som, através de suas propriedades
l O som é a vibração do ar que é percebida pelos nossos ouvidos.
(Existem diferentes definições que foram propostas ao longo da história da humanidade sobre o termo som)
l Para que uma música seja executada com fidelidade de expressão as propriedades tem de ser representadas na escrita musical.
PROPRIEDADES DO SOM
l Intensidade – É o que determina se o som é mais fraco ou mais forte
l Altura – Determina ser um som mais grave ou mais agudo
l Duração – É o tempo de produção do som
l Timbre – Determina o que dá origem ao som e é por ele que distinguimos o som dos instrumentos – é chamado de a cor do som.
ELEMENTOS DA MÚSICA
l Ritmo – É primordial e provém da noção de duração (uma forma ordenada e regular de medir o tempo)
l Melodia – É formada por uma sucessão de sons que variam de acordo com a duração, altura e intensidade
l Harmonia – É a ciência dos sons expressos simultaneamente.
MUSICALIZAÇÃO INFANTIL
l Nós, seres humanos, desde recém-nascido utilizamos o som (grito), o ritmo (respiração) e expressão (movimento), que são os três elementos básicos da música, os quais musicalizar irá aprimorar esses sentidos.
l Musicalizar envolve a música através de todas as artes, além de despertar na criança o sentido de escutar a música ao invés de apenas ouvi-la, através de expressões corporais, desenhos canto e produzindo alguns de seus próprios instrumentos.
l Todas essas experiências musicais desenvolve na criança a sensibilidade auditiva, sensibilidade musical, sensibilidade artística, sociabilidade, alfabetização, inteligências múltiplas, capacidade inventiva, senso crítico, expressividade, coordenação motora e ainda pode corrigir desvios de ordem física (fala) e psicológica da criança.
l A criança é um ser sincrético, ou seja, sua percepção do mundo é multidimensional e simultânea, está sempre aberta a todos os canais, vivem intensamente cada descoberta, colocando-se por inteira em cada situação.
SUGESTÃO PARA DESENVOLVER TURMAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL
Atividades englobando os aspectos musicais e práticos, trabalhando os seguintes itens:
l Ritmo – Através de instrumentos e utilizando o próprio corpo como fonte de som.
l Expressão corporal – Através de danças folclóricas, danças antigas e experiência transmitida pela música escutada.
l Teatro – Encenações usando a criação de cada criança através das músicas trabalhadas.
l Canto – Utilizando músicas de diversas culturas e também de outros países, músicas folclóricas, músicas pedagógicas entre outras.
l Percepção auditiva – Está presente em todas as outras atividades, além de observar a diversidade de sons como altura, intensidade, diferença entre instrumentos e dos elementos destes instrumentos e também a escuta musical.
l Socialização – Em todo início de aula poderá haver uma confraternização entre as crianças para incentivar o respeito mútuo,
a solidariedade e a comunicação não verbal (abraço, sorriso, aperto de mãos).
l Criatividade – Estará presente em todas as atividades.
l Teoria Musical – engloba identificação de notas musicais, claves valores musicais, leitura de partitura, associação entre som e a nota e treinamento auditivo.
l Trabalhos manuais – Confecção de instrumentos percussivos, confecção de fantasias, entre outras atividades.
l Filmes: Pedro e o Lobo, da Coleção Meus Contos Favoritos (Disney); DVDs do Cirque du Soleil. Coleção de Aniversário. Sony Pictures. Entre outros.
ORIENTAÇÕES SIGNIFICATIVAS
l É um erro pensar que trabalhando somente a letra da música você está fazendo educação musical. Nesse caso você apenas está trabalhando a poesia.
l É um equívoco trabalhar a música apenas em ocasiões especiais, sem que se faça um planejamento a longo prazo.
l Evite usar a música somente para formar hábitos e atitudes – como lavar as mãos, escovar os dentes – ou ensinar música para crianças sem ser músico. Não é complicado mas trabalhoso.
DEDICAÇÃO
l É necessário aprender coisas novas, enfrentar a barreira do medo e quebrar o paradigma do dom.
l Se você não é muito afinado, pode usar uma gravação ou convide alguém que saiba tocar algum instrumento, essa pessoa pode fazer um bom acompanhamento.
l Observar também as características rítmicas, os silêncios, os instrumentos e o uso da voz, mesmo não sendo especialista no assunto.
BIBLIOGRAFIA
l BRASIL. Lei n. 11769 de 18 de agosto de 2008. torna obrigatório o ensino da música na educação básica.
l BRITO, T. A. Musicas na Educação Infantil. São Paulo: Petrópolis, 2003
l PAREJO, Enny J.P. Estorinhas para ouvir – a prendendo a escutar música. 1 ed., 2001
l Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Conhecimento do Mundo. Vol. 3 Brasília. MEC, 2000
l SHAFER, Murray. O ouvido pensante: São Paulo. Editora Unesp, 1991.
l (créditos - algumas imagens da internet).
"ABEM – Associação Brasileira de Educação Musical"
l É uma entidade nacional sem fins lucrativos, fundada em 1991, com o intuito de congregar profissionais e de organizar, sistematizar e sedimentar o pensamento crítico, a pesquisa e a atuação na área da educação musical. Ao longo dessa trajetória, a Associação vem promovendo encontros, debates e a troca de experiências entre pesquisadores, professores e estudantes da educação musical dos diversos níveis e contextos de ensino. A ABEM está vinculada à Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM) e é membro da ISME (International Society for Music Education).
Este trabalho é resumo de algumas atividades realizados no ano de 2009.
Prof. Deize Eliane de Souza
Agradecimentos aos Professores e Alunos participantes.
Publicado em 16/01/2017 12:03
=======================================
OPORTUNIZANDO O ENSINO DA MÚSICA - A TERCEIRA IDADE BENEFICIANDO VÁRIOS ASPECTOS DO SEU COTIDIANO
Deize Eliane de Souza
Mestranda em Ciências da Educação.
RESUMO: Este estudo tem a pretensão de intensificar o Ensino da Música para a terceira idade discutindo os benefícios decorrentes desta prática, tendo como objetivo oportunizar a clientela desta faixa etária sendo muitas vezes excluída desses ensinamentos, provocando a melhoria de sua autoestima onde no passado não tiveram no seu cotidiano estas oportunidades. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica considerando as contribuições de autores como GAINZA (1998), NERI (2008), WERNECK (1991), entre outros. Baseado em várias fontes de pesquisa de várias áreas é possível constatar esta importância, destacando a Educação Musical com a finalidade de aumentar a qualidade de vida na terceira idade contribuindo como um exercício cognitivo e desafiador, sendo estes resultados aplicados no cuidado de idosos fazendo com que o cérebro esteja mais apto e mais capaz de acomodar os desafios do envelhecimento, tendo um forte significado para as pessoas idosas, exercendo um papel fundamental nesta faixa etária e para os que com os mesmos convivem proporcionando bem-estar e qualidade de vida mais saudável. Palavras-chave: Música. Desafio. Maturidade Introdução
O presente trabalho tem a finalidade de oportunizar as vidas com a música e tem a pretensão de priorizar a terceira idade onde percebo que esta faixa etária necessita de maior atenção em relação ao trabalho musical. As questões que nortearam este trabalho foram: Qual a insuficiência de práticas de ensino musical para este grupo e da exclusão que ele mesmo sofre? Sendo a população idosa atualmente de maior crescimento no País como deve proceder o educador musical?
1 Formada com Licenciatura em Pedagogia pela UNIGRANRIO; Especialista em Met. do Ensino de Artes (UNINTER) e Especialista em Educação Musical pela UCAMP-Minas. O presente artigo foi tema do trabalho de conclusão do curso de Especialização em Educação Musical pela Universidade Candido Mendes (2014). Atualmente cursando o Programa de Pós-Graduação Mestrado em Ciências da Educação pela Faculdade de Integração Humanística.
2 Quando damos prioridade a terceira idade, dá-se importância em investigar o papel do Educador Musical, o grupo e o processo de ensino- aprendizagem numa educação formal e não-formal. Há indícios de que a música desenvolve habilidades físicas e básicas na terceira idade. Baseado em várias fontes de pesquisa das áreas da psicologia da música, psicobiologia, neuropsicologia, gerontologia, medicina, entre outras, constata-se que a música é uma grande ferramenta para uma boa qualidade de vida na terceira idade. Através de alguns embasamentos, a educação musical mostra um campo fértil de atuação junto a diversos grupos sociais e nos traz resultado de um aproveitamento não só do conteúdo mas da vivência musical, com um trabalho que envolva fala, movimento, corpo, respiração e toda a linguagem sensorial. Uma metodologia musical como a oficina de música, canto coral dentre outros, são exemplos práticos que podem nortear este educador. Conforme Gainza Toda atividade musical é uma atividade projetiva, algo que o indivíduo faz e mediante a qual se mostra; permite, portanto, que o observador treinado observe tanto os aspectos que funcionam bem no indivíduo, como aqueles aspectos mais incompletos ou em conflito, seus bloqueios, suas dificuldades. Esse dado é de fundamental importância para a educação musical porque, a partir daí, o professor poderá organizar sua estratégia, elaborar seu plano de operações (GAINZA, 1988, p. 43). Neste contexto, o objetivo primordial deste estudo é oportunizar a terceira idade a participação de uma educação interagindo com o grupo aumentado a sua autoestima e contribuindo para o ensino-aprendizagem e ainda para contribuir de análise para o educador musical em outras melhores formas de trabalhos, por esta situação nos cabe como educadores musicais, levarmos até os mesmos a música. A maturidade e a música O termo “terceira idade” foi criado na década de 60 na França, por ocasião dos primeiros cursos para idosos na Universidade de Toulouse. Com as várias mudanças entre elas a melhoria das condições de saúde dos idosos, tal conceito 3 passou a designar a faixa etária de transição entre a vida adulta e a velhice. Outras metáforas acerca do envelhecimento foram criadas como, “amadurecer”, “idade madura” e “maturidade” (Neri e Freire, 2000; Neri, 2013). Muitos fatores podem contribuir para a maior disponibilidade para o estudo e novas experiências, a possibilidade de inserção do ensino da música é promissora. No que nos remete à ideia de uma educação musical atenta para as transformações da sensibilidade musical. Esta temática vislumbra, não só a necessidade de inserção da música e das linguagens artísticas, em contextos diversos, como também os efeitos que esta ação pode propiciar aos que são submetidos a tais experiências. Questionando até que ponto há importância em estabelecermos relações casuais entre a música e outras áreas pode ser interessante e possuem algum valor se tomarmos um ponto de vista científico-teórico. Entretanto, raramente ocorre e diversos problemas decorrem da aplicação das relações casuais entre e outros contextos ou áreas, e no caso específico da educação musical, impondo razões educacionais, sociais, políticas e econômicas que frequentemente transcendem à própria razão de ensinarmos música. Assim, muitos estudos das relações de transferência cognitiva entre as áreas servem razões muito mais econômicas que propriamente psicológicas ou educacionais. Se por um lado os estudos sobre os prováveis benefícios extra - musicais da música parecem fomentar argumentos promissores para a educação musical, sobretudo em um país como o nosso que luta pela inserção da música como disciplina obrigatória na educação básica, os mesmos estudos transformam a música em um meio e não em um fim em si. Aprovada em 2008 a lei 11.769 que altera a Lei das diretrizes e bases, garantindo a obrigatoriedade da música na educação básica.
Ressalto que pode parecer que esta imposição não seja boa, e conforme diz o ditado popular “Tudo que é obrigado não é bom”. Mas quando se trata de música, podemos refletir que se for adequadamente ensinada, contribuirá para a formação de valores, aproximação entre as pessoas e desenvolvimento do senso estético e crítico. A música tem valor próprio e há muitas razões que justificam a sua inserção na escola e a aplicação também na educação não-formal. Em primeiro lugar, a música constitui uma importante forma de comunicação e expressão humana e praticamente todos os povos do mundo possuem algum tipo de música.
Em segundo 4 lugar, a música carrega traços de história, cultura e identidade social que são transmitidos e desenvolvidos através da educação musical. Em terceiro lugar, o fazer musical da aula de música envolve diversas formas de aprendizagem contidas em atividades como audição, canto, representação, reprodução, criação, composição, improvisação, movimento, dança e execução instrumental entre outras. Isso resulta, no exercício dessas formas de aprendizagem que os alunos podem ter, uma sensação de realização pessoal, de bem estar e de prazer. No desenvolvimento das faculdades intelectuais e sensoriais e a busca de uma interação enriquecedora entre ambas, por este fato existe a necessidade de trabalhar com a terceira idade permitindo oportunidades que talvez em épocas anteriores de suas vidas não puderam participar de alguma atividade musical. Conforme Neri (2004) a população idosa é a de maior crescimento hoje no País. Berquó (1996) expõe que ao final do século a população idosa chegaria a 8.658.000 e que 1 em cada 20 brasileiros teria 65 anos ou mais e que em 2020 este número crescerá para 16.224.000. Sendo assim, 1 em cada 13 pessoas pertencerá a população idosa. Portanto, o ensino da música na educação por pessoas devidamente especializadas, é de suma importância para proporcionar uma melhor integração do indivíduo na família e na sociedade. Através das iniciativas de educação para as pessoas idosas forma-se uma consciência de que o potencial humano não se extingue na velhice, pois mesmo as restrições sobre o corpo, devido a idade não são empecilhos à realização de atividades motoras. A prática de exercícios explorados por educadores musicais pode resultar de um aproveitamento não só do conteúdo, mas na vivência musical, com um trabalho que envolva corpo, movimento, respiração, fala e toda a linguagem sensorial; resultando estas associações de elementos em subsídios para atividades criativas, improvisadas voltadas para a experimentação, onde o ensino musical com este escopo, pode aliar ação e reflexão aos aspectos vivenciados. Segundo Werneck (1991) o objeto de estudo do educador é o encadeamento de experiências e vivências do educando. O homem toma consciência de si mesmo, refletindo sobre sua história e realizando um intercâmbio de influencias com o meio em que vive. Isto é, o educador deve se inserir no contexto do grupo da terceira idade que é instrumento para elaboração das aulas, associando a vida do ensino a um propósito coerente com as necessidades do cotidiano. Para Tame (1997) há 5 exemplos que fortalecem a crença de que a música tem uma força que interfere em todos a nossa volta e que esta força pode ter um caráter físico, visível e audível e até mesmo místico. Conforme Tatit Por sua natureza utilitária e imediata a voz que fala é efêmera. Ela ordena uma experiência, transmite-a e desaparece. Sua vida sonora é muito breve. Sua função é dar formas instantâneas a conteúdos abstratos e estes sim devem ser aprendidos. (TATIT, 1996). Quando cantamos a voz potencializa a intensidade da voz falada, fazendo com que esta mantenha sua carga emocional através dos elementos corporais e ainda consegue dar uma fixação ao conteúdo da voz falada. O indivíduo ao utilizar da canção como forma de expressão encontra nesta algo que diferencia a forma de expressão do momento, tem na canção um instrumento que viabiliza a recuperação da experiência com a carga subjetiva do momento. No sentido cultural e social dessa aprendizagem, um conhecimento prático musical vai sendo construído,de modo que imagens sonoras dos estilos em questão são interiorizadas. A oportunidade de começar ou dar continuidade ao estudo na terceira idade não é uma característica apenas eminentemente educacional, decorrente do aumento das instituições com o fulcro de proporcionar o ensino à terceira idade; mas deve resultar também, de uma consciência sociológica a respeito. Nas atividades de percepção, vivência e estudos musicais pode-se verificar no idoso, limitações de ordem física ou psíquica. A atividade musical como diagnóstico de problema foi explicitada, Gainza (1988) salienta que alguma dificuldade rítmica, provavelmente, decorrente de um desequilíbrio emocional, relacionado a uma patologia, nesta situação, a disfunção musical mostra a existência de problemas desta ordem. Segundo Dep (2003) em sua pesquisa sobre instituições que abrigam idosos, constatou que o ócio é motivo de descontentamento em grande parcela de indivíduos, mostrando ainda, que uma atividade pode conferir ao indivíduo um significado existencial, produzindo responsabilidade, compromissos somados ao bem-estar, a ajuda mútua, propiciados pelo convívio social. Na teoria das inteligências múltiplas encontra-se sugestões que existe um conjunto de habilidades chamadas de inteligências e que cada indivíduo as possuem 6 em grau e em combinações diferentes. Segundo Gardner (1996, p. 21): “Uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural”. São a princípio sete: linguística, musical, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, interpessoal e intrapessoal. A inteligência musical é caracterizada pela habilidade para reconhecer sons e ritmos, gosto em cantar ou tocar um instrumento musical. Referente aos que os idosos têm dentro de si e trazem como colaboração para as aulas, sendo possível fazer um trabalho muito criativo e real. Partindo da vida deles, de suas lembranças de seus hábitos cotidianos, o professor deve ouvir o que eles têm a contar para que se encontrem e se descubram como pessoas, formando uma consciência de que o potencial humano não se extingue na velhice, e assim os mesmos poderão contribuir construindo algo, transformando através de sua vivência essas histórias em música. Considerando que o ensino musical para a terceira idade pode trazer benefícios não só na melhoria da qualidade de vida do grupo, como também pode promover aspectos de desenvolvimento criativo e expressivo do ser. A carência e necessidade do trabalho musical com a terceira idade, as iniciativas de formação de Universidades Abertas à Terceira Idade são demonstrações de que o indivíduo não encerra na velhice seus anseios de esperança de vida em busca de uma participação na sociedade. Para aqueles idosos que não tiveram oportunidades de frequentar uma Universidade no passado é um excelente meio de inserir neste ensino, mas existem ainda aqueles que não tem como frequentar a mesma e existem vários motivos que podem interferir este indivíduo. Observando que um trabalho formal e não-formal, através de centros sociais, espaços culturais, locais cedidos por ONGS, em que todos possam participar das atividades, através de oficinas com canto e formação de corais, instrumentos musicais, compartilhando o maior intercâmbio entre música, ciência e técnica, acreditando que toda pessoa é talentosa, procurando despertar no estudante sua sinceridade de emoção, sua intensidade de observação, sua fantasia e criatividade, reforça que a música pode contribuir para o equilíbrio emocional, psicológico e social e principalmente um desafio tanto para o educador musical como também para o educando, proporcionando uma melhor integração do indivíduo na família e na sociedade.
Conclusão:
Neste estudo a proposta, utilizou-se como recurso metodológico, a pesquisa bibliográfica, realizada a partir da análise pormenorizada de materiais já publicados na literatura e artigos científicos divulgados no meio eletrônico. Na realização da revisão bibliográfica sobre o tema, buscou-se perspectiva para a atuação do educador musical no contexto da terceira idade. Visando questionar também a inclusão da terceira idade nas investigações do ensino musical.
____________________________________________________________
REFERÊNCIAS
BERQUÓ, E. Considerações sobre o envelhecimento no Brasil. In: NERI, Anita Liberalesso. Velhice e sociedade. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 2004.11-40. BRASIL. Lei n.9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. www.presidencia.gov.br/legislaçao. BRASIL. Lei n.10.048 de 8 de novembro de 2000. Dá prioridade de atendimento às pessoas idosas e dá outras providências. Diário oficial da União, Brasília, DF, 9 nov. 2000. BRASIL. Lei n.11769, de 18 de agosto de 2008. Torna obrigatório o ensino da música na educação básica. www.presidencia.gov.br/legislaçao. DEPS, V. L. A ocupação do tempo livre sob a ótica de idosos residentes em instituições: análise de uma experiência. In: NERI, Anita Liberalesso (org.). Qualidade de vida e idade madura. 5. Ed. Campinas, SP: Papirus, 2003, 91-211. FONTERRADA, M. T. O diálogo interáreas: o papel da educação musical na atualidade. Revista da ABEM, Porto Alegre, v.18, p. 27 – 33, out. 2007. GAINZA, Violeta. H. de. Estudos de Psicopedagogia Musical. Buenos Aires: Summus; 1988. 8 GARDNER, Howard. A nova ciência da mente. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 1996. NERI, A. L. Conceitos e teorias sobre envelhecimento, In : MALLOY- DINIZ, Leandro F; FUENTES Daniel; CONSENZA Ramon M. (orgs). Neuropsicologia do envelhecimento: uma abordagem multidimensional. Porto Alegre, Artmed, 2013. NERI, A. L; YASSUDA, M. S. Velhice bem sucedida: Aspectos Afetivos e Cognitivos. Campinas: Papirus, 2008. TAME, D. O. O poder oculto da música.
Publicado em 01/12/2016 03:32
==================================================================
Publicado em 16/01/2017 12:03
=======================================
"A influência da música na infância e suas características na sala de aula"
Artigo apresentado no VI Encontro Regional da ABEM Sudeste em Três Corações, MG. 2009. Foi ainda embasamento para o Artigo final do curso de Especialização em Artes, 2010. Intitulado: A arte de Musicalizar.
Deize Eliane de Souza
Resumo
O texto aborda posicionamentos de educadores e alunos de escolas situadas em uma localidade do Estado do Rio de Janeiro. Citando momentos de distúrbios, escola, família, musicalização e ainda dos benefícios que se estendem por toda a vida da criança. Tendo a pretensão de contribuir para diminuir a ansiedade de educadores na transmissão da educação musical para os educandos, apresentando a dificuldade de professores de escolas públicas e privadas, devido a falta de recursos financeiros e algumas influências contrárias. Contribui também com experiências vividas por vários professores em que a música das muitas maneiras, das melhores às piores está sempre presente no cotidiano da escola, nas atividades comemorativas, mas não em ensino de música. Aborda ainda as ansiosas expectativas dos educadores devido o Projeto de Lei aprovado recentemente que dispõe a obrigatoriedade do ensino da música na Educação Básica, na existência de questionamentos na relação criança, música e desenvolvimento. O começo para perceber que o processo consiste em construir sentidos e significados usando os sons e o silêncio ou tocar as notas musicais e a realização de trabalhos que prioriza a autonomia das crianças em um sistema de compartilhar experiências, em que todos constroem o conhecimento juntos.
Palavras chave: infância, música, escola
______________________________________________
Introdução
O presente texto é resultado do meu trabalho monográfico - A música na infância e sua influência, do curso em Pedagogia e ainda experiências realizadas de atividades musicais no cotidiano escolar, além de vivências desde a infância em participações de trabalhos musicais de ensino formal, não-formal e informal. Baseada nesses fatos comecei a estudar o contexto social e cultural no qual os alunos estavam inseridos, para isso desenvolvi um trabalho na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. Utilizei na pesquisa qualitativa, descrições, comparações e interpretações juntamente com os participantes e a pesquisa de caráter teórico que foi fundamentada em algumas obras de autores. Este trabalho tem a pretensão de contribuir para professores que estão dispostos a trabalhar a música como uma ferramenta educacional.
Na concepção de Snyders (1992), a música contribui para tornar o ambiente mais alegre e favorável à aprendizagem, pois aproxima o aluno do conteúdo de uma forma mais tranquila, colabora na concentração no momento das práticas e o faz interagir com o colega:
[...] propiciar uma alegria que seja vivida no presente é a dimensão essencial da Pedagogia, e é preciso que os esforços dos alunos sejam estimulados, compensados e recompensados por uma alegria que possa ser vivida no momento presente. (SNYDERS, 1992, p.14).
Ensino da música ou aulas com música?
Quanto a situação da educação musical em algumas escolas públicas e privadas situadas em uma localidade do Estado do Rio de Janeiro, apesar da educação musical formal ainda não fazer parte das experiências escolares, algumas escolas abordadas possuíam algum tipo de educação musical extracurricular. Sendo que a menor parte dos professores por tais atividades, são indiferentes a formação em música. Foram apontadas algumas dificuldades prioritárias na realização de trabalhos musicais, dentre elas: falta de recursos financeiros para materiais de instrumentos adequados, falta de incentivo para a realização de trabalhos musicais, falta de conhecimentos de metodologias de ensino da música. Muitos professores entendem que a música é uma ferramenta que permite ao educador trabalhar de maneira lúdica, mas se sentem desorganizados em sala de aula, já que nos primeiros anos escolares existe um trabalho mecânico nas escolas, tornando a idéia que a música na educação existe em função de outras áreas, usando este método para desenvolver hábitos e atitudes infantis como: canções quando chegam ou saem da escola, canções para a hora do lanche, canções para as datas comemorativas. Assim, música sendo usada para conscientizar as crianças de outros conteúdos.
Algumas situações não são favoráveis à educação musical, como: professores que não sabem como ensinar, deixando uma música tocar num CD, e as crianças repetem o que ouvem enquanto preparam outra atividade, ou então deixa a criança cantar o que ela gosta, influenciada no que ouvem na mídia e pelo que demonstra de seu convívio familiar, que muitas vezes não contribui para uma educação musical, provocando confusão no ambiente escolar fazendo com que a criança seja agitada e agressiva, e o professor muitas vezes não consegue controlar a situação. Estudos mais detalhados sobre o assunto, revelam que esse tipo de prática musical é uma forma camuflada da escola exercer seu “poder-pudor”. Ou seja, a escola desenvolve mecanismos disfarçados de comando, para manter o controle do tempo e do espaço e, assim, preserva a tradição de fazer-se obedecer (Fuks, 1991).
Outrossim, encontrei professores leigos sabendo que, música não é só ordenação das escalas e que com simples jogos de improvisação é possível realizar ótimas atividades. Esses professores compreendem que as canções aprendidas na escola são lembranças e permanecem guardadas para sempre num cantinho da memória e do coração. Neste fato, na existência de muitos alunos não terem oportunidades de seguir uma carreira musical, nem acesso a instrumentos e cursos, pois vivem em região onde esse tipo de alimento cultural não é prioridade, alguns professores poderiam explorar conceitos de composição, realizando atividades entre ritmo baseadas em trabalho de percussão corporal e de instrumentos de sucata realizadas pelos alunos.
Constantemente alguns professores fazem atividades interessantes com as crianças, existem também, outros educadores que acham o texto do Referencial complicado e não conseguem desenvolver uma boa atividade, acham que trabalhar com a música com seus alunos é dificílimo. Na realidade esse trabalho não apresenta facilidades portanto, não pode ser forçado para os educadores e alunos, ocasionando preocupação para muitos na área da educação musical.
Encontrei uma contribuição valorosa em uma escola pública da região com uma professora que é formada em música e trabalha na classe especial com crianças autistas. Descobri o quanto o seu trabalho é precioso para toda a comunidade escolar se estendendo ainda aos pais dos alunos, chamando a atenção dos mesmos para a importância e a influência que a música proporciona a vida da criança, sendo assim realizado, a formação de valores, aproximação entre as pessoas e desenvolvimento do senso estético, contribuindo muito para o desenvolvimento emocional, psicomotor, cognitivo, como também no campo da linguagem e interação social. Na questão que aflige muitos professores, quando a criança chega agitada ou mesmo desmotivada e apática, recebe na música ótima influência, segundo a professora, cabe ao educador saber dosar e inserir a música certa no momento em que a sala se encontra, porque existem vários ritmos, e é importante conhecê-los para evitar maiores problemas em sala.
Também encontrei além de professores, diretores escolares preocupados e com uma certa ansiedade sobre o novo Projeto de Lei nº 11.769 de 2008 que altera a LDB 9.394/96, dispondo a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. Pude então, compartilhar com os mesmos sobre o fato, que esta é uma conquista e finalmente a Educação Musical irá retorna as escolas. É a oportunidade para os professores que se agradam e já tem alguma formação musical, desenvolverem melhor o trabalho, pois os resultados dos benefícios de uma prática musical regular e consistente surgem ao longo de toda vida.
Comparando com o ensino da linguagem, (Villa Lobos, 1997) chama a atenção para a criança que muito antes de dominar as regras de gramática já utiliza com fluência palavras e fórmulas, frases com entoação. A linguagem é para ela uma coisa viva e não regras no papel; o mesmo caminho, porém, deve-se adotar com a música. As mudanças na pedagogia musical eclodiram rapidamente, implicando no repensar e no rever de toda uma prática musical até então desenvolvida, portanto, é impossível reformular sem conhecer bem as novas descobertas e aquisições, e em música estas proporções crescem desmedidamente, podendo dizer que não há reformulação sem uma grande vivência e experiência do novo, sem um sério questionamento em nível de ideias.
A organização de conteúdos para o trabalho na área de música nas instituições de educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, necessita acima de tudo, respeitar o nível de percepção e desenvolvimento das crianças em cada fase, bem como as diferenças socioculturais entre os grupos de crianças das muitas regiões de todo país. Haja visto que, o ensino da música não é apenas para ler e escrever notas, o trabalho de educar musicalmente muito cedo com as gerações mais novas sobretudo nas crianças é indispensável. Seus fins não são os de criar artistas nem teóricos de música, mas de cultivar o gosto pela mesma e ensinar a ouvir. Todos tem capacidade para receber esses ensinamentos, pois sendo capaz de emitir sons para falar, pode emiti-los também para cantar; assim como tem ouvidos para escutar palavras e sons, também os terão para a música. A música para existir, precisa ter sentido, alma e vida, deste modo, o ensino da música deve ser desde o começo uma força viva.
Na realização de atividades com as crianças vejo sempre o deslumbramento nos olhares, atenciosos voltados aos procedimentos da atividade musical, isto é: “vejo”, porque as reações das crianças são sempre as mesmas, nas expectativas que irão participar de algo novo, porque o trabalho com a música torna-se um ponto de partida seguro quando visamos à educação expressiva, criadora e reflexiva, à qual a atividade musical poderá sempre oferecer uma contribuição significativa.
Conclusão
Contudo, trabalhar com a música é necessário ter um pouco e/ ou total vocação, para o trabalho ter bons resultados. Para aqueles que tem experiências em atividades musicais escolares sabem que para a realização de um trabalho satisfatório é preciso entender que a mesma tem valor próprio e há muitas razões que justificam sua inserção na escola, dentre elas: a música constitui uma importante forma de comunicação e expressão humana e praticamente todos os povos do mundo possuem algum tipo de música.
Nos dias atuais, com toda evolução tecnológica, as cantigas de roda, os jogos musicais, parlendas, atividades que simbolizam a infância não serão substituídas pois contribuem para o desenvolvimento pleno da criança. Visto que a música não pode estar descartada do processo de ensino-aprendizagem da escola e que a vivência musical para a criança, em geral é extremamente agradável, ela marca os bons momentos tornando-se eterna com o som de qualidade que educa, acalma, disciplina, forma valores, em forma de expressão e de organização do pensamento, aproximando e desenvolvendo o senso estético, influenciando de maneira positiva no rendimento escolar.
Deize Eliane de Souza - Mestranda em Ciências da Educação. Faculdade de Integração Humanística.
Referências Bibliográficas
ÁLVARES, A. L. Sergio. A educação musical nas escolas regulares do Brasil: a dictomia entre o direito e o fato. Revista da Abem 12 (2005): 57- 64
BRASIL. Lei n. 11.769 de 18 de agosto de 2008. Torna obrigatório o ensino da música na educação básica. Presidência da República
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, DF. 2001
CIT, Simone; Tavares, Isis. Linguagem da Música. Curitiba: Xibpex, 2009
FUKS, Rosa. O discurso do silêncio. Rio de Janeiro: Enelivros, 1991.
Lições contra o isolamento – crianças autistas. O Dia, 19 de outubto de de 2008. Baixada, caderno 6
Música na Escola. Instrumentos e expressão sonora. Um projeto de Educação musical para professores alfabetizadores. Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. RJ, Didática, 2001
PAZ, Ermelinda Azevedo. Pedagogia Musical Brasileira no Séc. XX – Metodologias e Tendências. Brasília: Editora Musimed, 2000
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Conhecimento do Mundo. Vol. 3. Brasília. MEC, 2000
RENGEL, L. Dicionário Laban. São Paulo: Annablume, 2003
VILLA-LOBOS, H. Villa-Lobos, o Educador. Revista da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea, Goiânia, ano 4, nº 04, 1997
SNYDERS, G. 1992. A escola pode ensinar as alegrias da música? São Paulo: Cortez, 1992.
Publicado em 14/01/2017 12:45
==============================================================
Deize Eliane de Souza
Mestranda em Ciências da Educação.
RESUMO: Este estudo tem a pretensão de intensificar o Ensino da Música para a terceira idade discutindo os benefícios decorrentes desta prática, tendo como objetivo oportunizar a clientela desta faixa etária sendo muitas vezes excluída desses ensinamentos, provocando a melhoria de sua autoestima onde no passado não tiveram no seu cotidiano estas oportunidades. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica considerando as contribuições de autores como GAINZA (1998), NERI (2008), WERNECK (1991), entre outros. Baseado em várias fontes de pesquisa de várias áreas é possível constatar esta importância, destacando a Educação Musical com a finalidade de aumentar a qualidade de vida na terceira idade contribuindo como um exercício cognitivo e desafiador, sendo estes resultados aplicados no cuidado de idosos fazendo com que o cérebro esteja mais apto e mais capaz de acomodar os desafios do envelhecimento, tendo um forte significado para as pessoas idosas, exercendo um papel fundamental nesta faixa etária e para os que com os mesmos convivem proporcionando bem-estar e qualidade de vida mais saudável. Palavras-chave: Música. Desafio. Maturidade Introdução
O presente trabalho tem a finalidade de oportunizar as vidas com a música e tem a pretensão de priorizar a terceira idade onde percebo que esta faixa etária necessita de maior atenção em relação ao trabalho musical. As questões que nortearam este trabalho foram: Qual a insuficiência de práticas de ensino musical para este grupo e da exclusão que ele mesmo sofre? Sendo a população idosa atualmente de maior crescimento no País como deve proceder o educador musical?
1 Formada com Licenciatura em Pedagogia pela UNIGRANRIO; Especialista em Met. do Ensino de Artes (UNINTER) e Especialista em Educação Musical pela UCAMP-Minas. O presente artigo foi tema do trabalho de conclusão do curso de Especialização em Educação Musical pela Universidade Candido Mendes (2014). Atualmente cursando o Programa de Pós-Graduação Mestrado em Ciências da Educação pela Faculdade de Integração Humanística.
2 Quando damos prioridade a terceira idade, dá-se importância em investigar o papel do Educador Musical, o grupo e o processo de ensino- aprendizagem numa educação formal e não-formal. Há indícios de que a música desenvolve habilidades físicas e básicas na terceira idade. Baseado em várias fontes de pesquisa das áreas da psicologia da música, psicobiologia, neuropsicologia, gerontologia, medicina, entre outras, constata-se que a música é uma grande ferramenta para uma boa qualidade de vida na terceira idade. Através de alguns embasamentos, a educação musical mostra um campo fértil de atuação junto a diversos grupos sociais e nos traz resultado de um aproveitamento não só do conteúdo mas da vivência musical, com um trabalho que envolva fala, movimento, corpo, respiração e toda a linguagem sensorial. Uma metodologia musical como a oficina de música, canto coral dentre outros, são exemplos práticos que podem nortear este educador. Conforme Gainza Toda atividade musical é uma atividade projetiva, algo que o indivíduo faz e mediante a qual se mostra; permite, portanto, que o observador treinado observe tanto os aspectos que funcionam bem no indivíduo, como aqueles aspectos mais incompletos ou em conflito, seus bloqueios, suas dificuldades. Esse dado é de fundamental importância para a educação musical porque, a partir daí, o professor poderá organizar sua estratégia, elaborar seu plano de operações (GAINZA, 1988, p. 43). Neste contexto, o objetivo primordial deste estudo é oportunizar a terceira idade a participação de uma educação interagindo com o grupo aumentado a sua autoestima e contribuindo para o ensino-aprendizagem e ainda para contribuir de análise para o educador musical em outras melhores formas de trabalhos, por esta situação nos cabe como educadores musicais, levarmos até os mesmos a música. A maturidade e a música O termo “terceira idade” foi criado na década de 60 na França, por ocasião dos primeiros cursos para idosos na Universidade de Toulouse. Com as várias mudanças entre elas a melhoria das condições de saúde dos idosos, tal conceito 3 passou a designar a faixa etária de transição entre a vida adulta e a velhice. Outras metáforas acerca do envelhecimento foram criadas como, “amadurecer”, “idade madura” e “maturidade” (Neri e Freire, 2000; Neri, 2013). Muitos fatores podem contribuir para a maior disponibilidade para o estudo e novas experiências, a possibilidade de inserção do ensino da música é promissora. No que nos remete à ideia de uma educação musical atenta para as transformações da sensibilidade musical. Esta temática vislumbra, não só a necessidade de inserção da música e das linguagens artísticas, em contextos diversos, como também os efeitos que esta ação pode propiciar aos que são submetidos a tais experiências. Questionando até que ponto há importância em estabelecermos relações casuais entre a música e outras áreas pode ser interessante e possuem algum valor se tomarmos um ponto de vista científico-teórico. Entretanto, raramente ocorre e diversos problemas decorrem da aplicação das relações casuais entre e outros contextos ou áreas, e no caso específico da educação musical, impondo razões educacionais, sociais, políticas e econômicas que frequentemente transcendem à própria razão de ensinarmos música. Assim, muitos estudos das relações de transferência cognitiva entre as áreas servem razões muito mais econômicas que propriamente psicológicas ou educacionais. Se por um lado os estudos sobre os prováveis benefícios extra - musicais da música parecem fomentar argumentos promissores para a educação musical, sobretudo em um país como o nosso que luta pela inserção da música como disciplina obrigatória na educação básica, os mesmos estudos transformam a música em um meio e não em um fim em si. Aprovada em 2008 a lei 11.769 que altera a Lei das diretrizes e bases, garantindo a obrigatoriedade da música na educação básica.
Ressalto que pode parecer que esta imposição não seja boa, e conforme diz o ditado popular “Tudo que é obrigado não é bom”. Mas quando se trata de música, podemos refletir que se for adequadamente ensinada, contribuirá para a formação de valores, aproximação entre as pessoas e desenvolvimento do senso estético e crítico. A música tem valor próprio e há muitas razões que justificam a sua inserção na escola e a aplicação também na educação não-formal. Em primeiro lugar, a música constitui uma importante forma de comunicação e expressão humana e praticamente todos os povos do mundo possuem algum tipo de música.
Em segundo 4 lugar, a música carrega traços de história, cultura e identidade social que são transmitidos e desenvolvidos através da educação musical. Em terceiro lugar, o fazer musical da aula de música envolve diversas formas de aprendizagem contidas em atividades como audição, canto, representação, reprodução, criação, composição, improvisação, movimento, dança e execução instrumental entre outras. Isso resulta, no exercício dessas formas de aprendizagem que os alunos podem ter, uma sensação de realização pessoal, de bem estar e de prazer. No desenvolvimento das faculdades intelectuais e sensoriais e a busca de uma interação enriquecedora entre ambas, por este fato existe a necessidade de trabalhar com a terceira idade permitindo oportunidades que talvez em épocas anteriores de suas vidas não puderam participar de alguma atividade musical. Conforme Neri (2004) a população idosa é a de maior crescimento hoje no País. Berquó (1996) expõe que ao final do século a população idosa chegaria a 8.658.000 e que 1 em cada 20 brasileiros teria 65 anos ou mais e que em 2020 este número crescerá para 16.224.000. Sendo assim, 1 em cada 13 pessoas pertencerá a população idosa. Portanto, o ensino da música na educação por pessoas devidamente especializadas, é de suma importância para proporcionar uma melhor integração do indivíduo na família e na sociedade. Através das iniciativas de educação para as pessoas idosas forma-se uma consciência de que o potencial humano não se extingue na velhice, pois mesmo as restrições sobre o corpo, devido a idade não são empecilhos à realização de atividades motoras. A prática de exercícios explorados por educadores musicais pode resultar de um aproveitamento não só do conteúdo, mas na vivência musical, com um trabalho que envolva corpo, movimento, respiração, fala e toda a linguagem sensorial; resultando estas associações de elementos em subsídios para atividades criativas, improvisadas voltadas para a experimentação, onde o ensino musical com este escopo, pode aliar ação e reflexão aos aspectos vivenciados. Segundo Werneck (1991) o objeto de estudo do educador é o encadeamento de experiências e vivências do educando. O homem toma consciência de si mesmo, refletindo sobre sua história e realizando um intercâmbio de influencias com o meio em que vive. Isto é, o educador deve se inserir no contexto do grupo da terceira idade que é instrumento para elaboração das aulas, associando a vida do ensino a um propósito coerente com as necessidades do cotidiano. Para Tame (1997) há 5 exemplos que fortalecem a crença de que a música tem uma força que interfere em todos a nossa volta e que esta força pode ter um caráter físico, visível e audível e até mesmo místico. Conforme Tatit Por sua natureza utilitária e imediata a voz que fala é efêmera. Ela ordena uma experiência, transmite-a e desaparece. Sua vida sonora é muito breve. Sua função é dar formas instantâneas a conteúdos abstratos e estes sim devem ser aprendidos. (TATIT, 1996). Quando cantamos a voz potencializa a intensidade da voz falada, fazendo com que esta mantenha sua carga emocional através dos elementos corporais e ainda consegue dar uma fixação ao conteúdo da voz falada. O indivíduo ao utilizar da canção como forma de expressão encontra nesta algo que diferencia a forma de expressão do momento, tem na canção um instrumento que viabiliza a recuperação da experiência com a carga subjetiva do momento. No sentido cultural e social dessa aprendizagem, um conhecimento prático musical vai sendo construído,de modo que imagens sonoras dos estilos em questão são interiorizadas. A oportunidade de começar ou dar continuidade ao estudo na terceira idade não é uma característica apenas eminentemente educacional, decorrente do aumento das instituições com o fulcro de proporcionar o ensino à terceira idade; mas deve resultar também, de uma consciência sociológica a respeito. Nas atividades de percepção, vivência e estudos musicais pode-se verificar no idoso, limitações de ordem física ou psíquica. A atividade musical como diagnóstico de problema foi explicitada, Gainza (1988) salienta que alguma dificuldade rítmica, provavelmente, decorrente de um desequilíbrio emocional, relacionado a uma patologia, nesta situação, a disfunção musical mostra a existência de problemas desta ordem. Segundo Dep (2003) em sua pesquisa sobre instituições que abrigam idosos, constatou que o ócio é motivo de descontentamento em grande parcela de indivíduos, mostrando ainda, que uma atividade pode conferir ao indivíduo um significado existencial, produzindo responsabilidade, compromissos somados ao bem-estar, a ajuda mútua, propiciados pelo convívio social. Na teoria das inteligências múltiplas encontra-se sugestões que existe um conjunto de habilidades chamadas de inteligências e que cada indivíduo as possuem 6 em grau e em combinações diferentes. Segundo Gardner (1996, p. 21): “Uma inteligência implica na capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comunidade cultural”. São a princípio sete: linguística, musical, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, interpessoal e intrapessoal. A inteligência musical é caracterizada pela habilidade para reconhecer sons e ritmos, gosto em cantar ou tocar um instrumento musical. Referente aos que os idosos têm dentro de si e trazem como colaboração para as aulas, sendo possível fazer um trabalho muito criativo e real. Partindo da vida deles, de suas lembranças de seus hábitos cotidianos, o professor deve ouvir o que eles têm a contar para que se encontrem e se descubram como pessoas, formando uma consciência de que o potencial humano não se extingue na velhice, e assim os mesmos poderão contribuir construindo algo, transformando através de sua vivência essas histórias em música. Considerando que o ensino musical para a terceira idade pode trazer benefícios não só na melhoria da qualidade de vida do grupo, como também pode promover aspectos de desenvolvimento criativo e expressivo do ser. A carência e necessidade do trabalho musical com a terceira idade, as iniciativas de formação de Universidades Abertas à Terceira Idade são demonstrações de que o indivíduo não encerra na velhice seus anseios de esperança de vida em busca de uma participação na sociedade. Para aqueles idosos que não tiveram oportunidades de frequentar uma Universidade no passado é um excelente meio de inserir neste ensino, mas existem ainda aqueles que não tem como frequentar a mesma e existem vários motivos que podem interferir este indivíduo. Observando que um trabalho formal e não-formal, através de centros sociais, espaços culturais, locais cedidos por ONGS, em que todos possam participar das atividades, através de oficinas com canto e formação de corais, instrumentos musicais, compartilhando o maior intercâmbio entre música, ciência e técnica, acreditando que toda pessoa é talentosa, procurando despertar no estudante sua sinceridade de emoção, sua intensidade de observação, sua fantasia e criatividade, reforça que a música pode contribuir para o equilíbrio emocional, psicológico e social e principalmente um desafio tanto para o educador musical como também para o educando, proporcionando uma melhor integração do indivíduo na família e na sociedade.
Conclusão:
Neste estudo a proposta, utilizou-se como recurso metodológico, a pesquisa bibliográfica, realizada a partir da análise pormenorizada de materiais já publicados na literatura e artigos científicos divulgados no meio eletrônico. Na realização da revisão bibliográfica sobre o tema, buscou-se perspectiva para a atuação do educador musical no contexto da terceira idade. Visando questionar também a inclusão da terceira idade nas investigações do ensino musical.
____________________________________________________________
REFERÊNCIAS
BERQUÓ, E. Considerações sobre o envelhecimento no Brasil. In: NERI, Anita Liberalesso. Velhice e sociedade. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 2004.11-40. BRASIL. Lei n.9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. www.presidencia.gov.br/legislaçao. BRASIL. Lei n.10.048 de 8 de novembro de 2000. Dá prioridade de atendimento às pessoas idosas e dá outras providências. Diário oficial da União, Brasília, DF, 9 nov. 2000. BRASIL. Lei n.11769, de 18 de agosto de 2008. Torna obrigatório o ensino da música na educação básica. www.presidencia.gov.br/legislaçao. DEPS, V. L. A ocupação do tempo livre sob a ótica de idosos residentes em instituições: análise de uma experiência. In: NERI, Anita Liberalesso (org.). Qualidade de vida e idade madura. 5. Ed. Campinas, SP: Papirus, 2003, 91-211. FONTERRADA, M. T. O diálogo interáreas: o papel da educação musical na atualidade. Revista da ABEM, Porto Alegre, v.18, p. 27 – 33, out. 2007. GAINZA, Violeta. H. de. Estudos de Psicopedagogia Musical. Buenos Aires: Summus; 1988. 8 GARDNER, Howard. A nova ciência da mente. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo. 1996. NERI, A. L. Conceitos e teorias sobre envelhecimento, In : MALLOY- DINIZ, Leandro F; FUENTES Daniel; CONSENZA Ramon M. (orgs). Neuropsicologia do envelhecimento: uma abordagem multidimensional. Porto Alegre, Artmed, 2013. NERI, A. L; YASSUDA, M. S. Velhice bem sucedida: Aspectos Afetivos e Cognitivos. Campinas: Papirus, 2008. TAME, D. O. O poder oculto da música.
Publicado em 01/12/2016 03:32
==================================================================
A Formação do professor e sua preparação para a Docência.
( Osias Martins de Lima Martins)
Formar profissionais competentes nos cursos de graduação sintonizados com as demandas do mundo Actual, que tenham senso de justiça social e uma identidade profunda com a cidadania democrática é tarefa que exige dos docentes universitários muito mais do que repassar os conteúdos de sua área específica. Dada a relevância da actividade dos professores nos cursos de graduação, no actual contexto em que as universidades, instituições educativas, sofrem inúmeras pressões para se tornarem ‘universidades de mercado’, este livro dispõe aos professores das diversas modalidades de ensino superior – universidades, centros universitários, faculdades – textos que lhes permita analisar, discutir, compreender os determinantes que interferem em suas atividades de formar os estudantes que ora têm acesso a esse nível de ensino. E assim, se valorizar e valorizar a docência que os identifica como professores.
De acordo com Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva o caráter formativo da docência vem sendo cada vez mais reconhecido na sociedade atual, apontando a necessidade de se superar os discursos que a consideram fruto de uma mera vocação ou transposição das actuações exitosas no campo de atuação profissional. Ensinar é uma complexa, que requer compreender profundamente a área específica a ser ensinada e seu significado social; a organização do currículo
como percurso formativo; o planeamento mais amplo no qual a disciplina se insere; o método de seu ensino, as acções pedagógicas; os recursos adequados para o alcance dos objectivos; os modos de relacionamento com os alunos e destes com o saber; a avaliação. Esses e outros temas estão presentes neste livro.
A finalidade da educação universitária é a participação no processo de desenvolvimento, a partir da criação e difusão cultural, incentivo à pesquisa, colaboração na formação continuada de profissionais e divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos.
_Pimenta e Almeida denunciam que o comportamento da universidade e de Formar profissionais competentes nos cursos de graduação sintonizados com as demandas do mundo actual, que tenham senso de justiça social e uma identidade profunda com a cidadania democrática é tarefa que exige dos docentes universitários muito mais do que repassar os conteúdos de sua área específica. Dada a relevância da actividade dos professores nos cursos de graduação, no actual contexto em que as universidades, instituições educativas, sofrem inúmeras pressões para se tornarem ‘universidades de mercado’, este livro dispõe aos professores das diversas modalidades de ensino superior – universidades, centros universitários, faculdades – textos que lhes permita analisar, discutir, compreender os determinantes que interferem em suas actividades de formar os estudantes que ora têm acesso a esse nível de ensino. E assim, se valorizar e valorizar a docência que os identifica como professores.
De acordo com Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva o carácter formativo da docência vem sendo cada vez mais reconhecido na sociedade actual, apontando a necessidade de se superar os discursos que a consideram fruto de uma mera vocação ou transposição das actuações exitosas no campo de actuação profissional. Ensinar é uma acção complexa, que requer compreender profundamente a área específica a ser ensinada e seu significado social; a organização do currículo
como percurso formativo; o planeamento mais amplo no qual a disciplina se insere; o método de seu ensino, as acções pedagógicas; os recursos adequados para o alcance dos objectivos; os modos de relacionamento com os alunos e destes com o saber; a avaliação. Esses e outros temas estão presentes neste livro.
A finalidade da educação universitária é a participação no processo de desenvolvimento, a partir da criação e difusão cultural, incentivo à pesquisa, colaboração na formação continuada de profissionais e divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos,
Pimenta e Almeida denunciam o comportamento da universidade e de Formar profissionais competentes nos cursos de graduação sintonizados com as demandas do mundo actual, que tenham senso de justiça social e uma identidade profunda com a cidadania democrática é tarefa que exige dos docentes universitários muito mais do que repassar os conteúdos de sua área específica. Dada a relevância da atividade dos professores nos cursos de graduação, no actual contexto em que as universidades, instituições educativas, sofrem inúmeras pressões para se tornarem ‘universidades de mercado’, este livro dispõe aos professores das diversas modalidades de ensino superior – universidades, centros universitários, faculdades – textos que lhes permita analisar, discutir, compreender os determinantes que interferem em suas actividades de formar os estudantes que ora têm acesso a esse nível de ensino. E assim, se valorizar e valorizar a docência que os identifica como professores.
De acordo com Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva o carácter formativo da docência vem sendo cada vez mais reconhecido na sociedade actual, apontando a necessidade de se superar os discursos que a consideram fruto de uma mera vocação ou transposição das atuações exitosas no campo de atuação profissional. Ensinar é uma acção complexa, que requer compreender profundamente a área específica a ser ensinada e seu significado social; a organização do currículo
como percurso formativo; o planeamento mais amplo no qual a disciplina se insere; o método de seu ensino, as ações pedagógicas; os recursos adequados para o alcance dos objectivos os modos de relacionamento com os alunos e destes com o saber; a avaliação. Esses e outros temas estão presentes neste livro.
A finalidade da educação universitária é a participação no processo de desenvolvimento, a partir da criação e difusão cultural, incentivo à pesquisa, colaboração na formação continuada de profissionais e divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos,
Pimenta e Almeida denunciam o comportamento da universidade e de seus formadores frente ao quadro estabelecido e reivindica uma outra lógica profissionalizante desses profissionais, sustentada numa formação que trabalhe as competências de concepção e contextualização da acção profissional e com capacidade crítica.
Professor universitário pode produzir transformações eu sua prática docente? A pesquisa-acção, quando trabalhada numa perspectiva formativa, permite a professores e alunos o desenvolvimento do questionamento crítico a respeito das próprias práticas de ensinar e aprender, bem como da capacidade de transformá-las.
Percebe-se que uma das principais questões relacionadas à actuação do professor universitário refere-se à relação entre ensino e aprendizagem. Trata-se de um assunto bastante polémico, apesar de alguns autores considerarem-no uma falsa questão. Uma das mais importantes opções feitas pelo professor dá-se entre o ensino que ministra ao aluno e a aprendizagem que este adquire.
Para Eunice M. L. Soriano de Alencar e Denise de Souza Fleith nos chamam a atenção para a necessidade de se promover melhores condições ao desenvolvimento da criatividade nos cursos universitários, observa-se escassez de estudos empíricos avaliando a extensão em que comportamentos docentes, que favorecem a expressão da criatividade, têm sido apresentados por professores universitários e em que frequência. Nota-se também uma carência de instrumentos padronizados que visem a avaliar a extensão em que
professores vem apresentando comportamentos e práticas docentes que favorecem o desenvolvimento e expressão das habilidades criativas de seus estudantes.
Muitos professores, ao se colocarem à frente de uma classe, tendem a se ver como especialistas na disciplina que leccionam a um grupo de alunos interessados em assistir a sua as aulas. Dessa forma, as acções que desenvolvem em sala de aula podem ser expressas pelo verbo ensinar ou por correlato, como: instruir, orientar, apontar, guiar, dirigir, treinar, formar, amoldar, preparar, doutrinar e instrumentar. A actividade desses professores, que, na maioria das vezes, reproduz os processos pelos quais passaram ao longo de sua formação, centraliza-se em sua própria pessoa, em suas qualidades e habilidades. Assim, acabam por demonstrar que fazem uma inequívoca opção pelo ensino.
De acordo com Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva o caráter formativo da docência vem sendo cada vez mais reconhecido na sociedade atual, apontando a necessidade de se superar os discursos que a consideram fruto de uma mera vocação ou transposição das actuações exitosas no campo de atuação profissional. Ensinar é uma complexa, que requer compreender profundamente a área específica a ser ensinada e seu significado social; a organização do currículo
como percurso formativo; o planeamento mais amplo no qual a disciplina se insere; o método de seu ensino, as acções pedagógicas; os recursos adequados para o alcance dos objectivos; os modos de relacionamento com os alunos e destes com o saber; a avaliação. Esses e outros temas estão presentes neste livro.
A finalidade da educação universitária é a participação no processo de desenvolvimento, a partir da criação e difusão cultural, incentivo à pesquisa, colaboração na formação continuada de profissionais e divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos.
_Pimenta e Almeida denunciam que o comportamento da universidade e de Formar profissionais competentes nos cursos de graduação sintonizados com as demandas do mundo actual, que tenham senso de justiça social e uma identidade profunda com a cidadania democrática é tarefa que exige dos docentes universitários muito mais do que repassar os conteúdos de sua área específica. Dada a relevância da actividade dos professores nos cursos de graduação, no actual contexto em que as universidades, instituições educativas, sofrem inúmeras pressões para se tornarem ‘universidades de mercado’, este livro dispõe aos professores das diversas modalidades de ensino superior – universidades, centros universitários, faculdades – textos que lhes permita analisar, discutir, compreender os determinantes que interferem em suas actividades de formar os estudantes que ora têm acesso a esse nível de ensino. E assim, se valorizar e valorizar a docência que os identifica como professores.
De acordo com Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva o carácter formativo da docência vem sendo cada vez mais reconhecido na sociedade actual, apontando a necessidade de se superar os discursos que a consideram fruto de uma mera vocação ou transposição das actuações exitosas no campo de actuação profissional. Ensinar é uma acção complexa, que requer compreender profundamente a área específica a ser ensinada e seu significado social; a organização do currículo
como percurso formativo; o planeamento mais amplo no qual a disciplina se insere; o método de seu ensino, as acções pedagógicas; os recursos adequados para o alcance dos objectivos; os modos de relacionamento com os alunos e destes com o saber; a avaliação. Esses e outros temas estão presentes neste livro.
A finalidade da educação universitária é a participação no processo de desenvolvimento, a partir da criação e difusão cultural, incentivo à pesquisa, colaboração na formação continuada de profissionais e divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos,
Pimenta e Almeida denunciam o comportamento da universidade e de Formar profissionais competentes nos cursos de graduação sintonizados com as demandas do mundo actual, que tenham senso de justiça social e uma identidade profunda com a cidadania democrática é tarefa que exige dos docentes universitários muito mais do que repassar os conteúdos de sua área específica. Dada a relevância da atividade dos professores nos cursos de graduação, no actual contexto em que as universidades, instituições educativas, sofrem inúmeras pressões para se tornarem ‘universidades de mercado’, este livro dispõe aos professores das diversas modalidades de ensino superior – universidades, centros universitários, faculdades – textos que lhes permita analisar, discutir, compreender os determinantes que interferem em suas actividades de formar os estudantes que ora têm acesso a esse nível de ensino. E assim, se valorizar e valorizar a docência que os identifica como professores.
De acordo com Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva o carácter formativo da docência vem sendo cada vez mais reconhecido na sociedade actual, apontando a necessidade de se superar os discursos que a consideram fruto de uma mera vocação ou transposição das atuações exitosas no campo de atuação profissional. Ensinar é uma acção complexa, que requer compreender profundamente a área específica a ser ensinada e seu significado social; a organização do currículo
como percurso formativo; o planeamento mais amplo no qual a disciplina se insere; o método de seu ensino, as ações pedagógicas; os recursos adequados para o alcance dos objectivos os modos de relacionamento com os alunos e destes com o saber; a avaliação. Esses e outros temas estão presentes neste livro.
A finalidade da educação universitária é a participação no processo de desenvolvimento, a partir da criação e difusão cultural, incentivo à pesquisa, colaboração na formação continuada de profissionais e divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos,
Pimenta e Almeida denunciam o comportamento da universidade e de seus formadores frente ao quadro estabelecido e reivindica uma outra lógica profissionalizante desses profissionais, sustentada numa formação que trabalhe as competências de concepção e contextualização da acção profissional e com capacidade crítica.
Professor universitário pode produzir transformações eu sua prática docente? A pesquisa-acção, quando trabalhada numa perspectiva formativa, permite a professores e alunos o desenvolvimento do questionamento crítico a respeito das próprias práticas de ensinar e aprender, bem como da capacidade de transformá-las.
Percebe-se que uma das principais questões relacionadas à actuação do professor universitário refere-se à relação entre ensino e aprendizagem. Trata-se de um assunto bastante polémico, apesar de alguns autores considerarem-no uma falsa questão. Uma das mais importantes opções feitas pelo professor dá-se entre o ensino que ministra ao aluno e a aprendizagem que este adquire.
Para Eunice M. L. Soriano de Alencar e Denise de Souza Fleith nos chamam a atenção para a necessidade de se promover melhores condições ao desenvolvimento da criatividade nos cursos universitários, observa-se escassez de estudos empíricos avaliando a extensão em que comportamentos docentes, que favorecem a expressão da criatividade, têm sido apresentados por professores universitários e em que frequência. Nota-se também uma carência de instrumentos padronizados que visem a avaliar a extensão em que
professores vem apresentando comportamentos e práticas docentes que favorecem o desenvolvimento e expressão das habilidades criativas de seus estudantes.
Muitos professores, ao se colocarem à frente de uma classe, tendem a se ver como especialistas na disciplina que leccionam a um grupo de alunos interessados em assistir a sua as aulas. Dessa forma, as acções que desenvolvem em sala de aula podem ser expressas pelo verbo ensinar ou por correlato, como: instruir, orientar, apontar, guiar, dirigir, treinar, formar, amoldar, preparar, doutrinar e instrumentar. A actividade desses professores, que, na maioria das vezes, reproduz os processos pelos quais passaram ao longo de sua formação, centraliza-se em sua própria pessoa, em suas qualidades e habilidades. Assim, acabam por demonstrar que fazem uma inequívoca opção pelo ensino.
Texto investigativo, De Osias Martins de Lima, Aluno Mestrando em Ciências da Educação e colaborador desta Revista Cientifica.
OBRAS ANALISADAS:
1. Pedagogia Universitária: Caminhos para a formação de Professores. Selma Garrido Pimenta e Maria Isabel de Almeida.
2. Os Professores Universitários, sua Formação Pedagógica e suas Necessidades Formativas. Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva.
3. Inventário de Práticas Docentes que Favorecem a Criatividade no Ensino Superior. Eunice M. L. Soriano de Alencar e Denise de Souza Fleith.
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Política Públicas para a Educação
Vamos começar com um entendimentos sobre a educação mundial e o impacto tecnológico , gerenciamento do trabalho , cidadania em sociedades plurais e multi-informatizadas.
O que poderá ser feito ?
1. Escola plural: modelo inovador de educação publica implantado em Belo Horizonte (1993-1996) apesar de ser uma excelente proposta esbarrou na progressão automática e os alunos eram aprovados sem critérios.
Enfim, e o professor?
(A Professora Pascale Silva Souza e Mestranda em Ciências da Educação e colaboradora desta Revista digital.)
OBRAS ANALISADAS:
1. Pedagogia Universitária: Caminhos para a formação de Professores. Selma Garrido Pimenta e Maria Isabel de Almeida.
2. Os Professores Universitários, sua Formação Pedagógica e suas Necessidades Formativas. Alvanize Valente Fernandes Ferenc e Ana Cláudia Lopes Chequer Saraiva.
3. Inventário de Práticas Docentes que Favorecem a Criatividade no Ensino Superior. Eunice M. L. Soriano de Alencar e Denise de Souza Fleith.
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Política Públicas para a EducaçãoVamos começar com um entendimentos sobre a educação mundial e o impacto tecnológico , gerenciamento do trabalho , cidadania em sociedades plurais e multi-informatizadas.
Afinal de que estamos falando?
Frente ás novas tendências mundiais que surgem a todo instante podemos crer que os novos desafios dos modelos educacionais passam pela informatização além é claro das mudanças provocadas pelos novos padrões de comportamento social em uma sociedade em busca de constantes paradigmas. O que temos hoje na realidade educacional brasileira?
Nos países desenvolvidos reconhece se que o preparo da população se dá através do conhecimento e da criatividade incluindo os fatores cognitivos que colaboram para a formação de competências educacionais e promovem o ajuste das competências sociais.
A Educação é a ferramenta que esclarece e capacita para que um país avance e seja capaz de enfrentar todas as mudanças sociais, políticas e éticas. A educação contribuiu para um juízo critico de valores e auxilia no engajamento social de novas competências políticas e atuais. Contribuiu de forma significativa para a aquisição dos valores críticos e incentiva as mudanças positivas e norteadoras de um novo caminho social.
Na América Latina as dificuldades econômicas, políticas e sociais ainda resultante da cultura colonizadora e até recentemente das ditaduras existentes, deixaram um marco de desvalorização da educação. A prioridade de sobrevivência impele a maioria dos jovens a procurar sub-empregos para se manterem ou mesmo para se submeterem a ideologias importadas de outras culturas onde se valoriza o tênis da marca tal, não se importando o seu valor monetário muitas vezes estratosférico .
A educação é relegada a um segundo plano apenas para se obter um certificado que permitirá fazer um curso profissionalizante.Mas a educação assim sendo compreendida não avança enquanto ferramenta de promoção do entendimento da libertação do jugo ideológico, promovido por artimanhas de um mercado interessado em mão de obra barata e sem esclarecimento.
Essa nova sociedade tecnológica que surge interessada na maximização do tempo e caracterizada pelo aparato tecnológico. Mas que ao mesmo tempo sendo competitiva exige não a individuação mas sim ao trabalho em equipe que seja ao mesmo tempo autonômico e individual, flexível e integral no sentido de corresponder ás expectativas funcionais desse novo modelo .
A nova visão do perfil gerenciador das realidades tecnológicas requerem pessoas capazes de gerir e resolver problemas de alta complexidade em tempo mínimo.
Mas o pensamento racional nesta nova modalidade não poderá ser meramente técnico e diretivo. Também deverá ser subjetivo , abstrato e analítico além de flexível. A capacidade de comunicação e liderança são superiores aos feixes tecnológicos .
O homem tem que estar acima dos sistemas que ele criou para auxilia-lo em suas necessidades funcionais.Desta forma as realidades desafiantes como agora surgem , direito do consumidor , preservação do meio ambiente e direitos humanos são resultantes de uma sobreposição aos métodos puramente tecnológicos.
Caberá a escola implementar em sua realidade social uma educação voltada para o futuro, evitando assim a fragmentação do exercício profissional resultante da pratica pedagógica puramente essencial. Assumir uma capacitação humanizada e humanística para que se forme um novo profissional critico e produtivo.
O crescimento econômico por si apenas melhora a Educação?
Incrível é o fato de que o crescimento econômico brasileiro não trouxe mudanças significativas na educação fundamental e nem mesmo conseguiu de fato extinguir as diferenças sociais de modo significativo. Aquele que detém melhor capital financeiro não conseguirá dele usufruir senão for educado para tal.
Elevados padrões sociais embasados no consumismo exacerbado e acrítico , fundamentado no modismo, sem aplicação de uma visão ética e moderada refletem uma falha histórica na educação. É a fartura dos recursos e a falta da educação para usufruir que promove o desperdício . Educação para o consumo, esclarecimento sobre o fetiche da mercadoria e sobre a supervalorização de um produto que vende a ideologia e não a matéria prima. Quem pode comprar está inserido no mercado e quem não pode está excluído do mesmo. Uma consciência critica mercadológica seria contrária ao capitalismo? A menos que o que se pretenda seja o lucro superlativo e alienador em uma sociedade sem valores de base. Isso não ocorreria em uma sociedade mais igualitária e de valorização do ser humano .
E o impacto tecnológico ?
Se a escola está atenta e se prepara para novas mudanças não há o que temer.
Mas se ao contrario ela é elitizada e não está interessada na inclusão social continuará a formar caracteres específicos de uma era tecnológica puramente capitalista e exclusivista. Além do mais correrá o risco de tentar excluir ou ignorar os que não podem a ela aderir. Mas o direito á educação não pode ser de alguns apenas. É exatamente o modelo democrático abrangente reformulador e inclusivo que irá caracterizar a educação . Através de sua contribuição poderá formar elementos sociais hegemônicos e produtivos de bom nível e de similar competências.
É a educação a atividade de base que permite a formação de uma consciência critica facilitadora e mantenedora dos novos modelos sociais organizadores e seletivos. Não se pode crer ingenuamente que somente a Educação seja capaz de transformar as realidades adversas que são resultantes de modos culturais, dominações ideológicas e necessidade de sobrevivência, onde muitas vezes o instinto fala mais alto. Porém há de se convir que a educação possui uma importante chave para a construção de uma sociedade mais justa.
SEGUNDA PARTE;
Mediante todo o aparato de transformações sociais , políticas e tecnológicas perguntamos:
Como está a educação fundamental no Brasil?
Parece haver uma distancia quilométrica entre a educação básica e o ensino médio.
Além do mais o ensino superior e a investigação cientifica e as novas realidades tecnológicas aumentam por assim dizer toda essa distância. Quantitativamente houve aumento funcional no número de vagas. O projeto da escola integral no entanto parte do principio de algumas horas a mais na escola. Mas por educação integral entenda se um conjunto de ações que permitam o aproveitamento máximo dessas horas a mais na escola. A escola integral deverá oferecer algo a mais além da extensão da carga horária. Algo que enriqueça o currículo e aumente a satisfação de se permanecer na escola, do contrário será apenas um sacrifício a mais, sem utilidade proveitosa.
O modelo hermético e tradicional de ensino sendo um publico e outro particular, cria duas realidades distintas. A demagogia política aliada de um sarcasmo burocrático e tendencioso que busca a produção em massa de consciências inertes e aliadas em justificativas de pseudo-educação. Na tentativa de melhoria da educação apareceram muitos projetos que falharam. A escola plural que não reprovava apresentou em seus resultados alunos que sequer sabiam fazer uma redação e não tinham nenhuma consciência critica do que quer que seja. Não passavam em concursos, não sabiam preencher currículos. Hoje a maioria deles resgatou o atraso em atualizações ou fizeram estudos á parte. Muitos vivem de sub-empregos, poucos alcançaram a faculdade e muitos tiveram desempenho inferior aos demais.
Parece ressonar ainda hoje os resquícios da ditadura onde se impunham as decisões a nível central, restando para as escolas apenas obedecerem. As delegacias de ensino como eram chamadas, nome estranho que se refere ao mesmo tempo a instituições de combate ao crime . Hoje são as superintendências e secretarias.
Um mal planejamento educacional onde a inserção escolar se dá nas primeiras series de forma estratificada facilitando assim a perpetuação de um sistema quase falido que muito deixa a desejar. A distribuição dos recursos humanos nos trabalhos extra-classes poderiam a principio priorizar o ajuste psicopedagógico.
Hoje em dia observa-se maior facilidade de acesso ao curso superior. No entanto a qualidade dos cursos de graduação deixam muito a desejar. O crescimento econômico, o dito milagre brasileiro não se importou em estruturar bases para uma sociedade mais igualitária, interessou se em mostrar números que alavancassem a próxima eleição política. O resultado é claro: sabe se usar o smartfhone mas não sabe redigir e interpretar um texto. Passa se o ensino fundamental minimizado, atravessa o ensino médio e ingressa se na faculdade sem a formação de consciências criticas e de valores formadores de opinião e de conceitos.
Haverá algum aferidor do aproveitamento do ensino fundamental no Brasil?
Egressos da sub-escolarização puderam ingressar na faculdade deslumbrados com as facilidades jamais vistas. Um frágil sistema educacional desde as suas bases até a universidade refletiram o modelo de ensino fragmentado e desconectado do governo federal, estadual e municipal.
No entanto vinte anos se passaram desde essa pesquisa da professora Guiomar. O quadro que se apresenta hoje (2014) é menos grave porem ainda deixa muito a desejar. Os interesses políticos sobrepõem aos educacionais. A falta de infra-estrutura na porta de entrada do ensino brasileiro que é o ensino fundamental deixa como resultado o alto índice de fracasso escolar traduzidos em mal aproveitamento, repetências e evasão escolar.
Afinal o que há de errado com o ensino fundamental no Brasil?
Embora o pais avance em equidade social há alguns graves problemas que não puderam ser solucionados ainda. Os baixos salários e as péssimas condições de trabalhos dos professores. Os desvios de verbas da educação. A desestruturação familiar, o uso de drogas disseminado, além da importação de ideologias de consumo aliados a falha na educação dos princípios, parecem ser fatores importantes na deficiência do ensino brasileiro. Hoje em dia não se fala mais em greve na educação, porém as paralizações embora de curta duração apontam a possibilidade de uma parada prolongada nas atividades caso não haja acordo. Há paralizações freqüentes que interrompem o fluxo educacional empobrecendo o ensino. Como educar assim?
Ao se matricular na escola fundamental o que se espera a principio será a alfabetização. Essa sempre ocorre pois a criança pequena não é tão trabalhosa e os aspectos psicológicos são compensadores. Mas a medida que ao series avançam aumenta as dificuldades de toda ordem. Falta de tudo desde insumos básicos até material didático. Os recursos humanos se esgotam e os professores adoecem emocionalmente e fisicamente. Desistem da profissão ou nela continuam como autômatos programados para passar o conteúdo.
Há um distanciamento entre o corpo de ensino e a secretaria de educação. Parecem ser duas realidades diferentes. Além disso observa-se um estranho tropismo de escolas melhores assistidas onde há um maior de poder aquisitivo.
O preenchimento de todas as vagas não é garantia de sucesso escolar. Muitos serão excluídos do processo educativo não alcançando melhores resultados e não conseguirão acompanhar os progressos sociais e tecnológicos, formando uma população de pseudo-escolarizados. Estando fragilizado o ensino fundamental publico percebe se um sistema pré concebido que dificilmente será combatido e que formará pessoas com menor chance de uma educação sólida e abrangente.
A escola publica fundamental devolve para a sociedade o que dela recebe. Neste circulo vicioso e fortemente estabelecido com premissas que parecem ter sido calculadas por um sistema indigno ao qual somente através de um trabalho progressivo e duradouro de uma reforma integral e autentica é que poderá se iniciar uma nova historia da educação fundamental.
TERCEIRA PARTE:
O que poderá ser feito ?
O certo é que entre as idéias e a efetivação das mesmas há uma distancia muito grande. Os que conseguem chegar ao curso superior podem contribuir para um país melhor e com uma estrutura educacional mais solida. Não se diz respeito aqui apenas á questão tecnológica e científica, mas também em termos de humanidades.
O quadro que agora se apresenta em termos de fracasso do ensino fundamental está legitimado pela falência do sistema educacional publico, bem como dos problemas sociais de toda ordem, violência, drogas e desestruturação familiar.
A saída de curto prazo parece ser estabelecer prioridades urgentes e nelas investir.
Neste contexto a seguinte pergunta deverá ser feita: O que se espera da escola ?
Qual ensino é viável segundo a condição social de cada município? Desta forma as primícias devem ser como inserir no ensino fundamental os valores indispensáveis para o exercício da cidadania. Como elaborar o conhecimento cognitivo em prol de um desenvolvimento educacional integral , cientifico e humanitário.
Educar para a era tecnológica não será apenas prezar o binômio industria/consumo mas também que se oriente na formação de bons hábitos voltados para a pratica consciente do consumo critico . Os recursos naturais também se acabam .
Temos a imprensão que a pirâmide educacional está invertida, ou seja : a base que são os primeiros 9 anos não se sustenta . Confere certificado de conclusão ao aluno que mal dá conta da leitura e escrita. Cálculos ,noções básicas de ciências e relações humanas ficam a dever. A solução além de ser a consolidação de um núcleo solido de disciplinas seria também de anexar no tempo extra-classe as disciplinas ou atividades formadoras e auxiliadoras no processo educativo. Começa se agora no Brasil a falar em educação integral. Esta nova proposta se bem acompanhada de respeito ás diversidades culturais, regionalismos e heterogenia social bem poderá contribuir para que a educação integral se consolide de forma real e proveitosa.
Não obstante a extensão territorial brasileira seja um dificultador da homogenia do ensino, por isso mesmo será necessário um plano nacional de estudos de todas as realidades escolares. Poderia começar a fornecer um currículo solido e preparatório para que o jovem aos 14 anos recém saído do ensino fundamental já apresentasse uma boa aquisição de conhecimentos . O ENEM( exame nacional do ensino médio) também deveria ter um similar no ensino fundamental . Assim a atuação da educação seria em redes sustentáveis de aferição de valores. Uma base solida desde o ensino fundamental até o nível superior.
E quanto a questão das repetências?
A principio seria necessário avaliar quais são os fatores que geram repetência. Esses motivos já sabemos vão desde a desnutrição até aos problemas familiares, sociais e educacionais. Sabemos que os motivos de repetência no Rio De Janeiro não são os mesmos da Amazônia.. O estudo minucioso e sistemático da reprovação bem como da aprovação são necessários para que se trace paralelos e tragam uma compreensão maior. De nada adiantara atitudes estranhas como aquela que foi adotada a um tempo atrás chamada de Escola Plural1 . Tal atitude somente piora a desigualdade no ensino. Quem concluiu a escola plural fundamental terá que se esforçar e muito para conseguir prosseguir nos estudos. A interferência do Estado não deve ser de uma metodologia isolada. Além de todos os investimentos básicos deverá haver uma conectividade que possibilite a interação organizacional interativa e participativa de todos os setores envolvidos no processo educacional.
A legitimação autonômica de cada unidade escolar conferindo lhe o poder de gerir a si mesma construindo assim a sua identidade institucional e embora ainda submetida a verticalização e hierarquização é um setor independente e autonômico podendo assim estruturar se em bases solidas o seu próprio programa de ensino, com base em suas realidades regionais , sociais e econômicas.
Esta autonomia das escolas fundamentais poderá ser usufruída com os mesmos critérios das universidades federais do Brasil, onde a liberdade pedagogica é própria e livre , mas que também possui o seu próprio método de avaliação e aferição dos resultados e aproveitamentos. Para um plano de ação de tal magnitude será necessário rever inclusive os processos burocráticos e participativos da comunidade de forma objetiva e co-participativa nas praticas docentes. Obviamente não se pode acreditar que somente a educação seja a cura de todos os males sociais do Brasil e que a simples presença dos pais nas reuniões seja suficiente para uma tomada de consciência educativa. Caso não haja uma estrutura interna de nada valerá as resoluções tomadas e também não se poderá querer que a escola resolva os problemas que não lhe dizem respeito como questões de alimentação, saúde e drogas. Mas nada impede que dentro do seu espaço físico seja feito nos horários extra curriculares intervenções para minimizar tais problemas.
O Estado por sua vez deve manter o custeio e tentar reduzir as desigualdades sociais e regionais. Investir na formação do docente além de elaborar um currículo sólido respeitando as diferenças regionais, porém com um núcleo bem estruturado de acordo com uma formação integral e realista , condizente com as exigências escolares e sociais. Não se pode esquecer da qualificação e capacitação do professor para que ele consiga acompanhar e gerir esta mudança.
1. Escola plural: modelo inovador de educação publica implantado em Belo Horizonte (1993-1996) apesar de ser uma excelente proposta esbarrou na progressão automática e os alunos eram aprovados sem critérios.
Entretanto a colaboração mutua entre Estado, município e União se vê prejudicada pelo partidarismo político e as verbas destinadas á educação sofrem atrasos e vergonhosamente temos que admitir sofrem extravios.
Comenta se hoje que no Brasil que todos tem acesso á educação fundamental. No entanto de qual educação estamos falando? Salas de aulas lotadas, professores mal remunerados e ameaçados pela violência. Falta de insumos básicos e professores mal capacitados . Assim a classe na medida que avança em series vê deixar para trás um grande numero de alunos e os que heroicamente permanecem formam se sem uma educação de qualidade. A menos que por outros métodos como aulas particulares puderam acrescentar em seus currículos os conhecimentos mais aprofundados. Infelizmente ainda se vê aqueles que apesar de estarem no ensino médio mal sabem ler e escrever e não conseguem redigir uma redação de qualidade, muito menos interpretar um texto com uma complexidade maior.
Ao final do ensino fundamental , médio e superior receberá um certificado de pouca credibilidade no mercado e será um profissional medíocre. A isso tudo somam se os alunos de escolas particulares que de certa forma apresentam um aprendizado de melhor qualidade. Há então duas modalidades de ensino, quem pode pagar e aprende melhor e quem não pode pagar e aprende menos.
A educação publica sempre esteve submissa ao poder político e por vezes é slogan da campanha de eleição. Quando entra em cena o fator monetário e político aparecem os interesses escusos e estranhos á educação. Discursos demagógicos são proferidos . Disfarçadamente escondem uma manipulação oportunista na qual a Educação qualitativa é apenas uma ferramenta para se conseguir mais votos na urna eleitoral.
QUARTA PARTE:
Diante de tudo isso o que fazer?
Parece então que a educação fundamental brasileira está deficitária e de forma crônica. Neste momento a capacidade de auto-gestão seria o sinalizador da autonomia . No entanto somente poderá ser conseguida com uma rede de apoio entre professores , funcionários e comunidade. A estabilidade do profissional também proporciona para a escola uma experiência mais consolidada.
Alguns fatos como boa escolha da direção como sendo alguém com um perfil político bem enajado e inovador. A visão globalizada política e ética bem como conhecimento de todo processo de custeio de uma escola ,aliada a uma visão critica e motivadora, irá influenciar na hora da escolha da direção. O plano de ação do candidato eleito deverá ser examinado durante seu mandado . Instrumentos de aferição de progresso escolar ajudará na avaliação dos resultados pedagógicos.
Em se tratando de capacitar docentes não basta programas rígidos e pré-fabricados. Há de se considerar as vastas possibilidades pedagógicas vivenciadas .
Educar o docente para que ele eduque melhor. Avaliar através de respostas pedagógicas se houve acréscimo positivo no desenvolvimento escolar do aluno.
Outra questão é o livro didático que ainda é usado em larga escala nas escolas publicas. Desde que esse artigo foi publicado (1991) pouca coisa mudou e o livro digital embora já seja utilizado em algumas escolas publicas é uma minoria . O livro didático tradicional além de ser muito importante representa a parte material do ensino . Possibilita que alunos carentes tenham direito a possuirem livros.Mas em algumas vezes o conteúdo pedagógico é menor que o necessário e devido a vários fatores nem sempre seus estudos são levados até o termino. O livro didático com sua capacidade de estimulo á leitura e apoio técnico é uma prioridade na vida escolar e deveria chegar juntamente com outras provisões. O conteúdo dinâmico bem como a qualidade de produção e durabilidade contribuem de forma significativa no processo cognitivo e devem ser valorizada tanto a sua produção qualitativa composta de um material pedagógico de boa qualidade condizente com uma educação de qualidade que deverá ser respeitada. O momento mágico em que a criança abre um livro sentindo lhe a textura e as cores é de vital importância para que se desperte o interesse do aprendizado. Entre os alunos de menor favorecimento social é o livro que permitirá a entrada para o mundo das significações e das competências didáticas.
E além das demandas pedagógicas?
No que se refere ao tempo extra-classe esse poderia ser utilizado para oferecer prestação se outros serviços como reforço escolar, educação informal de assuntos ligados a dependência química, sexualidade e saúde. Obviamente tudo isso de acordo com a comunidade e com custeio extra de recursos humanos e financeiros.
Enfim, e o professor?
Sabidamente os alunos de licenciatura provem das classes menos favorecidas da sociedade , geralmente trabalham de dia e estudam á noite. As vagas nas licenciaturas sobram de fato e assim é mais fácil ingressar na faculdade. Porem esse quadro vem mudando com a grande oferta de empregos no Brasil(2014)
Hoje em dia poucos jovens se arriscam na carreira do magistério. Não há incentivo, os salários são baixos e emocionalmente é massacrante. Desta forma as vantagens de ser tornar professor deveriam ser bem especificas . Monetariamente , intelectualmente e compensadora emocionalmente. Mas o que se observa é o contrario. Sem uma reforma verdadeira na educação que vá desde os recursos financeiros até uma política inovadora que invista no ensino fundamental que é a base de todo o ensino não haverá mudança possível. Vocação apenas não será suficiente para solucionar os problemas do exercício profissional. Salário digno, estimulo, capacitação e valorização do magistério ligados á uma mudança na mentalidade social poderão ajudar na reforma da educação. É alarmante mas é verídico, já começa a faltar professores no Brasil. Um ciclo vicioso se instalou e os professores adoecem, desistem da carreira e até em uma atitude de defesa ensinam de qualquer jeito ou do jeito que conseguem. Não será possível dessa maneira mudar em nada o atual quadro . Sem a cooperação da sociedade que por sua vez tem o direito de estabelecer critérios de cobrança. A educação não pode ficar isolada Debates públicos e inclusão nos orçamentos participativos além de uma exposição realista na mídia. Tudo isso poderá sensibilizar a sociedade . Devido a uma cultura estranha as noticias de crimes tem sido melhor acompanhadas do que as noticias sobre a educação. Sem uma mudança radical nos padrões de valores e de comportamentos não haverá como transformar o atual quadro da educação no Brasil e então a base da pirâmide educacional que é o ensino fundamental continuará deixando um vazio pedagógico que posteriormente fará diferença para quem deseja prosseguir nos estudos ou conseguir boas colocações no mercado de trabalho.
CONCLUSÃO:
A corrupção política aliada a uma burocracia partidária com desvalorização do docente além das dificuldades sócio educativas existentes no Brasil contribuem para a manutenção da base fragilizada da pirâmide educacional.
Apesar de já termos avançado muito nos últimos anos não se pode esquecer que o Brasil é um pais de dimensões continentais e que a heterogenia social dificulta uma melhor avaliação de todo o sistema de ensino.
A repetição de um sistema falido não ajudará a encontrar novos caminhos. Porem se não encontrar uma saída em breve não haverá mais professores .
Como toda sociedade apresenta transição de valores e progride, a educação fundamental também haverá de encontrar novos caminhos que lhe possibilitem a dignidade e solidez necessária ao seu bom andamento.
O PNE( Plano Nacional de Educação ) que pretende equiparar a educação brasileira com a educação dos países mais desenvolvidos nos próximos anos compromete se em mudar o atual panorama .
O tempo dirá se as novas medidas serão levadas ao termino até que se consolide uma nova educação. Do contrario como foi bem colocado no trabalho de Guiomar Namo de Mello, a educação fundamental brasileira estará de costas para o futuro.
O tempo dirá se as novas medidas serão levadas ao termino até que se consolide uma nova educação. Do contrario como foi bem colocado no trabalho de Guiomar Namo de Mello, a educação fundamental brasileira estará de costas para o futuro.
(A Professora Pascale Silva Souza e Mestranda em Ciências da Educação e colaboradora desta Revista digital.)
Referencias : GUIOMAR,Mello de Namo. Politicas públicas de educação.Estudos avançados.1991.(Artigo).
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Mensagem da Coordenação.
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Mensagem da Coordenação.
A equipa da Associação Artística Cultural de Ensino e Pesquisa,responsável por esta revista electronica, retoma suas actividades hoje dia 06/01/2014, esperando receber muitas contribuições de trabalhos para cada vez mais enriquecer nossos conteúdos.
A revista eletrônica de Educação aborda questões relativas à busca de rigor na pesquisa em educação. Mostra que as mudanças nos referenciais, nos contextos e nas metodologias dos estudos, nos últimos anos, suscitaram questionamentos sobre a natureza dos conhecimentos produzidos, sobre os critérios de julgamento dos trabalhos científicos e sobre os pressupostos dos métodos e técnicas. Além disso, analisa as condições reais que os pesquisadores enfrentam na produção de conhecimento científico e conclui pela necessidade de lutar pela melhoria dessas condições.
Também é instrumento de produção de novos conhecimentos desenvolvidos pelos nossos alunos do programa de mestrado em Ciências da Educação.Tais produções,apontam para a qualidade dos nossos mestrandos,sendo uma porta de entrada para os novos pesquisadores , investigadores e gestores educacionais de relevante qualidade que estão sendo formados por nossas instituições de ensino.
Esta versão eletrônica foi idealizada atendendo demandas de Portugal,Brasil,Espanha e África . Conta com a revisão e aprovação de conteúdo feita por professores orientadores do Instituto Erasmo de Rotterdam.
Desejamos a todos um ano de realizações e sucesso.....Feliz 2014 com muitas pesquisas e estudos.
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Assim, novos processos educacionais deveriam exigir professores universitários com habilidades e competências para liderar seus alunos de forma a trabalhar com uma nova visão de se interpretar, aplicar, alterar, e repensar qualquer tipo de conhecimento.Segundo Koontz e O’Donnell (1978), do mesmo modo que a motivação e a comunicação, a liderança é um meio de direcção.
Nos léxicos, os sinónimos para o verbo liderar são “guiar, conduzir, dirigir e preceder”. Essas acepções identificam o líder como parte de um grupo e, contudo, são distintas dele. O líder age para ajudar um grupo a alcançar Objectivos mas nunca perde sua própria identidade.
A Liderança e a comunicação como competências académicas
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO
"Abordagem feita em uma actividade de Mestrado em Ciências da Educação de autoria da Professora Mestranda ADRIANA RUANOBA SCARZELLA, que também é colaboradora desta Revista Científica de Educação do Instituto Erasmo de Rotterdam.
1 INTRODUÇÃO
Antes de entrar no tema, seria bom conhecer um pouco mais sobre o autor. Edgar Morin, nasceu em Paris em 8 de Julho 1921. É um sociólogo e filósofo francês e um dos principais pensadores sobre complexidade.
É considerado um dos pensadores mais importantes do século XX.
Para Morin, os sete saberes necessários à educação do futuro não têm nada a ver com não têm relação alguma com programas educacionais nem com níveis de estudo, e sim, com o que ele chama de “buracos negros” da educação que são, - segundo ele-, ignorados, subestimados ou fragmentados nos programas educativos.
O primeiro, refere-se ao conhecimento. O ensino dá conhecimentos, porém, não ensina o que é conhecimento.
Nas palavras de Morin, o conhecimento não é um espelho da realidade, e sim uma tradução seguida de uma reconstrução dela. E as traduções e as reconstruções são um risco de erro.
Outras causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem.
O problema do conhecimento, portanto, não deve ser um problema restrito aos filósofos, e sim um problema de todos. Cada um deve levá-lo em conta muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a realidade.
O segundo buraco negro é que não ensinamos as condições de um conhecimento pertinente, ou seja, um conhecimento que não mutila o seu objeto.
O terceiro aspecto é a identidade humana, sendo que nossa identidade é completamente ignorada pelos programas de instrução.
O quarto “buraco”, é sobre a compreensão humana. Nunca se ensina sobre compreender uns aos outros, como compreender nossos vizinhos, nossos parentes, nossos pais. E não é menos importante, a ideia de compreender a si mesmo.
O quinto aspecto é a incerteza. É necessário mostrar em todos os domínios o surgimento do inesperado
O sexto aspecto é a condição planetária, na era da globalização no século XX, assim como o planeta e seus problemas, a aceleração histórica, e a quantidade de informação que não conseguimos processar e organizar.
E finalmente o último “buraco negro” é o que ele chama de antropo-ético, refere-se aos problemas da moral e da ética que diferem entre culturas e na natureza humana.
2 RESENHA DO LIVRO DE EDGAR MORIN
Morin começa falando do que todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. O conhecimento não pode ser considerado uma ferramenta ready made, que pode ser utilizada sem que sua natureza seja examinada. Da mesma forma, o conhecimento do conhecimento deve aparecer como necessidade primeira, que serviria de preparação para enfrentar os riscos permanentes de erro.
A educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja, em algum grau, ameaçado pelo erro e pela ilusão.
E ele fala do erro de percepção e do erro intelectual.
O desenvolvimento do conhecimento científico é poderoso meio de detecção dos erros e de luta contra as ilusões, por conseguinte, a educação deve-se dedicar à identificação da origem de erros, ilusões e cegueiras.
A própria memória é também fonte de erros inúmeros. Nenhum dispositivo cerebral permite distinguir a alucinação da percepção, o sonho da vigília, o imaginário do real, o subjetivo do objetivo.
Existem, às vezes, falsas lembranças que julgamos ter vivido, assim como recordações recalcadas a tal ponto que acreditamos jamais as ter vivido.
Assim, a memória, pode ela própria estar sujeita aos erros e às ilusões.
Ele menciona também os erros intelectuais, já que está na lógica organizadora de qualquer sistema de ideias resistir à informação que não lhe convém ou que não pode assimilar.
Fala também dos erros da razão, sendo a racionalidade é a melhor proteção contra o erro e a ilusão.
Existe a racionalidade construtiva que elabora teorias coerentes, verificando o caráter lógico da organização teórica, a compatibilidade entre as ideias que compõem a teoria, e, por outro lado, há a racionalidade crítica exercida particularmente sobre os erros e ilusões das crenças, doutrinas e teorias.
Decorre daí, a necessidade de reconhecer na educação do futuro um princípio de incerteza racional: a racionalidade corre risco constante, caso não mantenha vigilante autocrítica quanto a cair na ilusão racionalizadora.
Isso significa que a verdadeira racionalidade não é apenas teórica, apenas crítica, mas também autocrítica.
O paradigma instaura relações primordiais que constituem axiomas, determina conceitos, comanda discursos e/ou teorias. Organiza a organização deles e gera a geração ou a regeneração.
É assim que um paradigma pode, ao mesmo tempo elucidar e cegar, revelar e ocultar. É no seu seio que se esconde o problema-chave do jogo da verdade e do erro.
Ele fala do termo “imprinting”, proposto por Konrad Lorenz para dar conta da marca indelével imposta pelas primeiras experiências do animal recém-nascido, dizendo que o imprinting cultural marca os humanos desde o nascimento. Primeiro com o selo da cultura familiar, da escolar em seguida, e depois prossegue na universidade ou na vida profissional.
Devemos estar bem conscientes de que, desde o alvorecer da humanidade, encontra-se a noção de noosfera — a esfera das coisas do espírito —, com o surgimento dos mitos, dos deuses, e diz, que o extraordinário levante dos seres espirituais impulsionou e arrastou o Homo sapiens a delírios, massacres, crueldades, adorações, êxtases e sublimidades desconhecidas no mundo animal.
Morin diz que o inesperado surpreende-nos. Não podemos jamais prever como se apresentará, mas deve-se esperar sua chegada, ou seja, devemos esperar o inesperado.
E quando o inesperado se manifesta, é preciso ser capaz de rever nossas teorias e ideias, em vez de deixar o fato novo entrar à força na teoria incapaz de recebê-lo. a incerteza, que mata o conhecimento simplista, é o desintoxicante do conhecimento complexo.
Devemos compreender que, na busca da verdade, as atividades auto-observadoras devem ser inseparáveis das atividades observadoras, as autocríticas, inseparáveis das críticas e os processos reflexivos, inseparáveis dos processos de objetivação.
Necessitamos estar permanentemente atentos para evitar idealismo e racionalização. Necessitamos de negociação e controle mútuos entre nossa mente e nossas ideias. Necessitamos de intercâmbio e de comunicação entre as diferentes zonas de nossa mente. Necessitamos desenvolver nova geração de teorias abertas, racionais, críticas, reflexivas, autocríticas, aptas a se auto-reformar.
Para ele, o conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempo intelectual e vital. Para articular e organizar os conhecimentos e assim reconhecer e conhecer os problemas do mundo, é necessária a reforma do pensamento.
Ele diz que tornam-se invisíveis:
• O contexto
• O global
• O multidimensional
• O complexo
Para que o conhecimento seja pertinente, a educação deverá torná-los evidentes.
E o conhecimento das informações ou dos dados isolados é insuficiente, sendo preciso situar as informações e os dados em seu contexto para que adquiram sentido.
Para ter sentido, a palavra necessita do texto, que é o próprio contexto, e o texto necessita do contexto no qual se enuncia.
E diz que Bastien (1992), acrescenta que “a contextualização é condição essencial da eficácia (do funcionamento cognitivo)”.
O global é mais que o contexto, é o conjunto das diversas partes ligadas a ele.É preciso recompor o todo para conhecer as partes.
Daí se tem a virtude cognitiva do princípio de Pascal (1976), segundo o qual a educação do futuro deverá se inspirar:
“sendo todas as coisas causadas e causadoras, ajudadas ou ajudantes, mediatas e imediatas, e sustentando-se todas por um elo natural e insensível que une as mais distantes e as mais diferentes, considero ser impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, tampouco conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes”.
“sendo todas as coisas causadas e causadoras, ajudadas ou ajudantes, mediatas e imediatas, e sustentando-se todas por um elo natural e insensível que une as mais distantes e as mais diferentes, considero ser impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, tampouco conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes”.
Para Morin, a educação deve favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver problemas essenciais a fim de estimular o uso total da inteligência geral. Na missão de promover a inteligência geral dos indivíduos, a educação do futuro deve ao mesmo tempo utilizar os conhecimentos existentes, superar as antinomias decorrentes do progresso nos conhecimentos especializados e identificar a falsa racionalidade.
Diz que a hiperespecialização3 impede tanto a percepção do global quanto do essencial. Impede até mesmo tratar corretamente os problemas particulares, que só podem ser propostos e pensados em seu contexto. Entretanto, os problemas essenciais nunca são parcelados e os problemas globais são cada vez mais essenciais.
Ao mesmo tempo, o recorte das disciplinas impossibilita apreender “o que está tecido junto”, ou seja, o complexo.
O conhecimento especializado é uma forma particular de abstração. A especialização extrai um objeto de seu contexto e de seu conjunto, rejeita os laços e as intercomunicações com seu meio, introduz o objeto no setor conceptual abstrato que é o da disciplina compartimentada, e como nossa educação nos ensinou a separar, compartimentar ,isolar e, não, a unir os conhecimentos, o conjunto deles constitui um quebra-cabeças ininteligível.
Daí decorre o paradoxo: o século XX produziu avanços gigantescos em todas as áreas do conhecimento científico, assim como em todos os campos da técnica, produzindo, ao mesmo tempo, nova cegueira para os problemas globais, fundamentais e complexos. E esta cegueira gerou inúmeros erros e ilusões, por parte dos cientistas, técnicos e especialistas.
Por quê? Porque o parcelamento e a compartimentação dos saberes impedem apreender “o que está tecido junto”.
No capítulo III, ele diz que “Quem somos?” é inseparável de “Onde estamos?”, “De onde viemos?”, “Para onde vamos?”
O humano é um ser a um só tempo plenamente biológico e plenamente cultural.
O homem é, um ser plenamente biológico, mas,se não dispusesse plenamente da cultura, seria um primata do mais baixo nível.
O homem somente se realiza plenamente como ser humano pela cultura e na cultura. Não há cultura sem cérebro humano, mas não há mente - capacidade de consciência e pensamento -, sem cultura. Considero esta uma das afirmações mais importantes e verdadeiras do texto.
A complexidade humana não poderia ser compreendida dissociada dos elementos que a constituem: todo desenvolvimento verdadeiramente humano significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana.
Cabe à educação do futuro cuidar para que a ideia de unidade da espécie humana não apague a ideia de diversidade e que a da sua diversidade não apague a da unidade. A educação deverá ilustrar este princípio de unidade/diversidade em todas as esferas.
Na esfera individual, existe unidade/diversidade genética enquanto na esfera da sociedade, existe a unidade/diversidade das línguas.
Morin diz, que o mundo torna-se cada vez mais um todo. Cada parte do mundo faz, mais e mais, parte do mundo e o mundo, como um todo, está cada vez mais presente em cada uma de suas partes.
O mundo, cada vez mais, torna-se uno, mas torna-se, ao mesmo tempo, cada vez mais dividido. Os antagonismos entre nações, religiões, entre laicização e religião, modernidade e tradição, democracia e ditadura, ricos e pobres, Oriente e Ocidente, Norte e Sul nutrem-se uns aos outros, e a eles mesclam-se interesses estratégicos e econômicos antagônicos das grandes potências e das multinacionais voltadas para o lucro.
Todos os humanos, desde o século XX, vivem os mesmos problemas fundamentais de vida e de morte, por isso, é necessário aprender a “estar aqui” no planeta.
Aprender a estar aqui significa: aprender a viver, a dividir, a comunicar, a comungar. Devemo-nos dedicar não só a dominar, mas a condicionar, melhorar, compreender.
Devemos inscrever em nós:
• a consciência antropológica, que reconhece a unidade na diversidade;
• a consciência ecológica, ou seja, a consciência de habitar, com todos os seres mortais, a mesma esfera viva (biosfera);
• a consciência cívica terrena, isto é, da responsabilidade e da solidariedade para com os filhos da Terra;
• a consciência espiritual da condição humana que decorre do exercício complexo do pensamento e que nos permite, ao mesmo tempo, criticar-nos mutuamente e auto criticar-nos e compreender-nos mutuamente.
A unidade, a mestiçagem e a diversidade devem-se desenvolver contra a homogeneização e o fechamento.
O capítulo V fala do surgimento do novo. E diz que o surgimento do novo não pode ser previsto, senão não seria novo.
O surgimento de uma criação não pode ser conhecido por antecipação, senão não haveria criação.
As grandes transformações são criadoras de formas novas que podem constituir
verdadeiras metamorfoses.
Porém, ele diz que não existem apenas inovações e criações. Existem também destruições. E menciona que os avanços da técnica, da indústria e do capitalismo levaram à destruição de civilizações tradicionais.
Quando uma nova consciência começa a surgir, o homem deve aprender a enfrentar a incerteza.
É por isso que a educação do futuro deve se voltar para as incertezas ligadas ao conhecimento pois existe:
• Um princípio de incerteza cérebro-mental, que decorre do processo de tradução/reconstrução próprio a todo conhecimento.
• Um princípio de incerteza lógica: como dizia Pascal: “Nem a contradição é sinal de falsidade, nem a não-contradição é sinal de verdade.”
• Um princípio de incerteza racional, já que a racionalidade, se não mantém autocrítica vigilante, cai na racionalização.
• Um princípio da incerteza psicológica: existe a impossibilidade de ser totalmente consciente do que se passa na nossa mente. Existe, portanto, a dificuldade do autoexame
crítico, para o qual nossa sinceridade não é garantia de certeza, e existem limites para qualquer autoconhecimento.
A realidade não é facilmente legível, e sendo que as ideias e teorias traduzem a realidade, elas podem traduzi-la de maneira errônea posto que nossa realidade e nossa ideia da realidade. Isto nos mostra que é preciso saber interpretar a realidade antes de reconhecer onde está o realismo.
O conhecimento é, pois, uma aventura incerta que comporta em si mesma, permanentemente, o risco de ilusão e de erro.
El ele repete um pensamento já dito no livro: o conhecimento é a navegação em um oceano de incertezas, entre arquipélagos de certezas. E a grande incerteza a enfrentar decorre do que ele chama de ecologia da ação, que compreende três princípios:
- O circuito risco/precaução; o princípio da incerteza provém da dupla necessidade do risco e da precaução. Para toda ação empreendida em meio incerto, existe contradição entre o princípio do risco e o princípio da precaução, sendo um e outro necessários.
- O circuito fins/meios; como os meios e os fins inter-retro-agem uns sobre os outros, é quase inevitável que meios sórdidos a serviço de fins nobres pervertam estes e terminem por substituí-los.
- O circuito ação/contexto; a ação também pode ter três tipos de consequências insuspeitas, segundo Hirschman: o efeito perverso (o efeito nefasto inesperado é mais importante do que o efeito benéfico esperado); a inanição da inovação (quanto mais se muda, mais tudo permanece igual); e a colocação das conquistas em perigo (quis-se melhorar a sociedade, mas só se conseguiu suprimir liberdade ou segurança).
Pode-se, considerar ou calcular os efeitos de uma ação em curto prazo, mas seus efeitos em longo prazo são imprevisíveis; nenhuma ação está segura de ocorrer no sentido de sua intenção.
Deve-se lutar contra as incertezas da ação; pode-se mesmo supera-las em curto ou em médio prazo, mas ninguém pretende tê-las eliminado em longo prazo.
O problema da compreensão tornou-se crucial para os humanos. Por este motivo, deve ser uma das finalidades da educação do futuro.
A comunicação não garante a compreensão. A informação, se for bem transmitida e compreendida, traz inteligibilidade, condição necessária, mas não suficiente, para a compreensão.
Morin diz que há duas formas de compreensão: a compreensão intelectual ou objetiva e a compreensão humana intersubjetiva. A compreensão intelectual passa pela inteligibilidade e pela explicação.
Já a compreensão humana vai além da explicação. Compreender inclui, necessariamente, um processo de empatia, de identificação e de projeção.
A compreensão do sentido das palavras de outro, de suas ideias e de sua visão do mundo está sempre ameaçada por todos os lados:
Existe o “ruído” que parasita a transmissão da informação, cria o mal-entendido ou o não-entendido.
Existe a polissemia de uma noção que, enunciada em um sentido, é entendida de outra forma.
Existe a ignorância dos ritos e costumes do outro, especialmente dos ritos de cortesia, o que pode levar a ofender inconscientemente.
Existe a incompreensão dos valores imperativos propagados no seio de outra cultura, como o são nas sociedades tradicionais o respeito aos idosos, a obediência incondicional das crianças, a crença religiosa ou, ao contrário, em nossas sociedades
democráticas contemporâneas, o culto ao indivíduo e o respeito às liberdades.
Existe a incompreensão dos imperativos éticos próprios a uma cultura, o imperativo da vingança nas sociedades tribais, o imperativo da lei nas sociedades evoluídas.
Existe muitas vezes, a impossibilidade de compreender as ideias ou os argumentos de outra visão do mundo.
Existe, sobretudo, a impossibilidade de compreensão de uma estrutura mental em relação a outra.
Os obstáculos à compreensão são múltiplos e multiformes.
A ética da compreensão é a arte de viver que nos demanda, em primeiro lugar, compreender de modo desinteressado. Demanda grande esforço, pois não pode esperar nenhuma reciprocidade: A ética da compreensão pede que se compreenda a incompreensão.
Compreender é também aprender e reaprender incessantemente.
3 CONCLUSÃO
Todo saber envolve um compromisso sério com o conhecimento, e este um compromisso com a realidade.
O que se podemos observar na filosofia analítica Morin, é uma tendência a potencializar a complexidade do processo de ensino-aprendizagem.
A função da escola é fazer com que os conceitos espontâneos, informais, que os estudantes adquirem na convivência social, evoluam para o nível dos conceitos científicos, sistemáticos e formais, adquiridos pelo ensino. E o professor é o mediador.
O texto de Morin nos apresenta e mostra um caminho que – segundo ele-, devemos seguir.
O livro começa falando que o erro vem da nossa percepção, através da visão. O conhecimento que obtemos está sobre os conhecimentos anteriores, e tudo que nos vem é através da palavra, de leituras, de percepções, por isso estamos mais propícios a cometermos equívocos.
Os sete saberes necessários à educação do futuro” pretende “expor problemas centrais ou fundamentais que permanecem totalmente ignorados ou esquecidos.
Mas o que não devemos esquecer e que não da para negar, ou ignorar, é que a relação entre saber e conhecimento é fundamental, já que todo e qualquer saber, envolve um sério compromisso com o conhecimento.
Edgar Morin nos apresenta sete saberes que, segundo ele, são ignorados e subestimados pelo ensino e pelas escolas contemporâneas, são os “sete buracos negros da educação” e não se tratam especificamente de nenhum nível escolar, mas sim programas que deveriam ser colocados no centro da educação para formar bons cidadãos.
Porém, a grande questão que envolve todos os saberes é o de civilizar o mundo.
Ele faz essa exposição numa linguagem simples, com exemplos concretos e bastante conhecidos. Seu objetivo é unir o que hoje se encontra fragmentado, causando a invisibilidade de muitos problemas.
Isso tudo porque o próprio planeta encontra-se unido e fragmentado ao mesmo tempo, um estado de caos, que só pode ser superado através da civilização.
Esta, por sua vez, só será alcançada através de uma educação eficiente que leve em conta estes sete pontos acima e que hoje são ignorados.
4 REFERÊNCIAS
BASTIEN, Claude, “Le décalage entre logique et connaissance”, in Courrier du CNRS,nº 79, Sciences cognitives, outubro 1992.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro, São Paulo :
Cortez ; Brasília, DF : UNESCO, 2000.
PASCAL, Pensées (texto estabelecido por Leon Brunschwicg). Ed. Garnier Flammarion, Paris, 1976.
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
*Por Fernanda Oliveira
Ser professor de ensino superior significa trabalhar com uma gama de habilidades relacionadas às relações interpessoais e competências distintas, dentre elas, liderança e comunicação académicas, trabalhando com pro actividade comprometimento, abertura às novas ideias e ao diálogo, reformulando valores e relações sociais. Estas competências são fundamentais para o sucesso e o desempenho esperado na relação docente-discente.
Liderança.
Os professores como líderes, devem conduzir seus alunos, transformando-os em uma equipe académica que gera resultados individuais e colectivos Neste sentido, devem motivar e influenciar os discentes, de forma ética e participativa, contribuindo entusiasticamente para que objectivo académico, pessoais e profissionais sejam alcançados.
Portanto, necessitam desenvolver novas habilidades e novas competências, trabalhando com atitudes inovadoras com relação ao acompanhamento e à orientação de seus alunos. Estas competências devem estar ainda, direccionadas ao fomento da pesquisa educacional, ferramenta fundamental para a formação dos universitários, uma vez que, nos dias actuais eles esperam uma nova postura de seus professores.
Neste processo desenfreado de globalização do qual somos parte integrante, o professor de ensino superior, com o papel de simplesmente agente de transmissor de informações, precisa ser substituído por aquele que lidera seus alunos, ou seja, o que facilita, organiza e influencia.
Liderança não é um assunto simples de se definir e, com o advento do processo de globalização das três últimas décadas, conceituá-la ficou ainda mais complicado. Este novo momento da humanidade requer novas análises e reflexões.
Nos léxicos, os sinónimos para o verbo liderar são “guiar, conduzir, dirigir e preceder”. Essas acepções identificam o líder como parte de um grupo e, contudo, são distintas dele. O líder age para ajudar um grupo a alcançar Objectivos mas nunca perde sua própria identidade.
Liderança académica significa ser proativo, estar comprometido e aberto a novas ideias, ao diálogo, com capacidade de reformular valores, estratégias e relações sociais dentro das instituições de ensino superior.
Comunicação.
Comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando experiências, ideias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade na qual estejam inseridas.
Chiavenato (2004) define comunicação como a troca de informações entre pessoas, o que significa tornar comum uma mensagem ou informação. Constitui um dos processos fundamentais da experiência humana e da organização social.
Na chamada era do conhecimento, em que o processo de globalização faz com que o diferencial competitivo seja o conjunto de competências e habilidades das pessoas, cada vez mais se faz necessário, através de um bom processo de comunicação, envolver e influenciar positivamente os alunos universitários para, deste modo, motivar e garantir que cada um entregue o melhor de si, ou seja, que possam utilizar plenamente todo o seu potencial, muitas vezes desconhecido por eles mesmos, graduandos em quaisquer áreas do conhecimento, dentro de um mercado cada vez mais competitivo e que exige competências diferenciadas, habilidades múltiplas, conhecimento contínuo e resultados rápidos e constantes.
A boa comunicação foi definida pela “The American Society of Training Director” como o intercâmbio de pensamento e informações para criar compreensão mútua e confiança ou boas relações humanas. Alunos motivados e envolvidos nas actividades académicas auxiliam a sua própria sobrevivência bem como a da instituição de ensino superior. Deste modo, uma das atribuições essenciais dos professores universitários é justamente a de se comunicar bem com o seu alunado.
Deste processo de comunicação depende não só a aprendizagem, mas, sobretudo, a relação e o respeito mútuos, a interação, a participação, a cooperação, a criatividade e, consequentemente, os resultados esperados por todos, professores, alunos e instituição de ensino superior.
Há de se salientar que existam fatores que possam influenciar, negativamente, o processo de comunicação acadêmica entre docente e discente:
1. O professor de ensino superior, geralmente, não se apercebe que seja um mau comunicador e isso pode causar ruídos entre as relações comunicativas entre ele e seus discentes;
2. O professor não tem características como o desembaraço e não usa o humor na conversação com os alunos;
3. Ele, normalmente, se preocupa mais em expor o conteúdo de sua aula, ou seja, em apenas falar ou “tentar” transmitir as informações. Em outras palavras, ele não desperta atenção e interesse, não consegue mobilizar as competências do aluno, não o induz à expressão e ao diálogo. Ele crê que sua função consista, simplesmente, em transmitir informações e que seja função do discente ouvir, compreender e transformá-las em conhecimento;
4. O professor gesticula demasiadamente em aula e usa trocadilhos com frequência;
5. Ele pode, ainda, estar com suas ideias desorganizadas e, consequentemente, suas mensagens serão transmitidas de forma confusa e insegura. Neste caso, os discentes terão dificuldade para entender e se apropriar do assunto. Por outro lado, se ele estiver com suas ideias exageradamente organizadas, poderá não gostar de ser interrompido, tampouco aceitar contribuições dos discentes, evitando quaisquer ameaças que possam interromper sua ordem mental;
6. O professor usa tons agressivos e não permite que os alunos falem ou intervenham durante as suas explanações;
7. O professor dá a sua aula pressupondo que, se os melhores alunos entendem o que ele diz, os outros todos também entenderão, não verificando se isto, de fato, aconteceu ou não;
8. O professor faz uso de palavras, expressões, conceitos ou termos que ainda não sejam comuns ao conhecimento ou às experiências de seus alunos;
9. O professor não fomenta a possibilidade de ampliar o vocabulário dos discentes, o que poderia ser feito explicando os significados e diversas aplicações de novas palavras ou expressões; 10. O professor apresenta aos alunos diversos conceitos ou ideias em cada exposição e apenas alguns deles conseguem ser compreendidos ou assimilados pelos alunos;
11. Alguns professores falam tão rapidamente ou pronunciam tão mal as palavras que os alunos não conseguem perceber as ideias apresentadas;
12. Há professores que falam em voz muito baixa ou em tom monótono e, consequentemente, não atraem a atenção dos discentes e
13. O professor tende ao monólogo, traduzindo sua falta de interesse pela participação efectiva dos alunos. À medida que os discentes sejam mais passivos, mais felizes terá sido o professor em sua aula.
Baseado em Municucci (1995), o professor universitário talvez não tenha oportunidade de verificar seu comportamento verbal, seu estilo de comunicação. Os outros, melhor do que ele poderá fazê-lo. Por isso, seria interessante que esse professor pedisse a outrem que respondesse a um questionário para saber o seu estilo de comunicação e, consequentemente, as possibilidades de ruídos dentro dela.
Como ter uma comunicação eficaz?!
1) Quanto mais contacto se estabelece entre professores e alunos, em profundidade, mais a comunicação terá possibilidade de ser autêntica.
2) Quanto mais a expressão de se conseguir integrar a comunicação verbal e a não verbal, mais a troca com o aluno terá condições de ser autêntica.
3) Quanto mais a comunicação se estabelecer de pessoa a pessoa para além das personagens, das máscaras, do status e das funções, mais terá possibilidade de ser autêntica.
4) Quanto mais as comunicações intra-grupos em sala de aula forem abertas, positivas e solidárias, mais as comunicações terão possibilidades, em consequência, de serem autênticas e de não servirem de evasão ou de compensação a uma falta de comunicação.
*O conceito actual de competência engloba três esferas:
· O saber (conhecimento em si),
· O saber fazer (conhecimento aplicado)
· O querer fazer (atitude).
Chiavenato (2004) diz que, diante dos desafios do mundo globalizado, o líder, para ser bem sucedido, precisa desenvolver três competências duráveis: o conhecimento, a perspectiva e a atitude. Sem a devida influência dos professores, dificilmente se conseguirá a atitude dos alunos universitários.
Vive-se em uma era na qual não se pode mais ignorar a influência dos sentimentos e das interações humanas, na capacidade de executar tarefas, independentemente da consciência que se tenha disto. Assim, cresce a importância das competências de liderança e de comunicação do professor de ensino superior, que influencia, directa ou indirectamente seus alunos, bem como as maneiras com as quais são mantidos os processos de comunicação entre docentes e discentes e como tratar esta díade como competência académica.
Esta questão, de liderança e de comunicação como competências académicas tem sido analisada a partir de inúmeros enfoques, desde os traços predominantes dos professores, passando por seu comportamento, capacidade de se adaptar às situações académicas e aos mais variados perfis dos alunos, até sua função estratégica e transformadora.
O papel do professor, como aquele que simplesmente comanda a sala de aula e que dá ordens, está sendo substituído pelo que lidera. Em outras palavras, aquele que facilita o entendimento dos alunos através de um processo de comunicação eficiente e adequado.
Para que um professor de ensino superior exerça, efectivamente o papel de líder, é necessário que sejam observadas algumas características:
1. Identificar e analisar o potencial de cada aluno, porque as mudanças do mundo globalizado passaram a exigir que o foco do aprendizado esteja baseado em novidades, e o professor deve fomentar e direccionar o desenvolvimento de novos métodos didácticos além de ter uma nova postura académica em relação aos seus discentes;
2. Estimular o seu auto desenvolvimento ou seja, tornar sólida a condição do conhecimento e da busca incessante de novas informações para assegurar aos alunos segurança suficiente para enfrentar os novos desafios em suas carreiras.
Esta segurança vem do nível de conhecimento individual sobre o que cada aluno tem maior interesse e aptidão, sendo o professor responsável pelo direccionamento e incentivo do discente para a realização de Actividades académicas que possam motivá-lo e satisfazê-lo, tornando possível atingir, o mais rapidamente possível, suas metas pessoais e profissionais e
3. Saber ouvir e saber ensinar, em um processo de troca contínuo, cuja atenção e cuja percepção sobre as necessidades do alunado sejam instrumentos de suma importância para o professor. Diversos são os problemas identificados por quem ouve com atenção. Não obstante estar atento àquilo que é apresentado é preciso identificar o que está sendo pedido como ajuda pelo aluno, implícita ou explicitamente.
Assim, é necessário que o professor ouça com atenção e interesse, sobretudo nas ocasiões nas quais aquilo dito pelo aluno seja diferente da sua opinião. O professor precisa estar aberto e saber transmitir conhecimentos através de um processo de comunicação adequado e eficaz, sem ter receio de que aquilo que for ensinado possa ser uma ameaça para ele mesmo, precisa, portanto, buscar frequentemente o seu próprio desenvolvimento, agregando cada vez mais conhecimentos, para actualizar se e poder transmitir essas informações aos seus alunos.
Os professores de ensino superior devem pensar, efectivamente como educadores para as mudanças, ou seja, que além de seus conceitos e de suas habilidades, que se proponham a desaprender o que não seja mais útil, se adequando a uma nova realidade, inexorável, o que implica em analisar e rever suas ansiedades, suas atitudes, sobretudo as defensivas e aceitar, corajosamente, o rompimento com os modelos e paradigmas de uma cultura académica ultrapassada e iniciar um novo processo, utilizando novas competências.
Estas mudanças, portanto, devem começar pelo comportamento do professor que lidera, comunica, influencia e que serve como modelo aos seus alunos um professor de ensino superior que é líder não apenas informa; ele forma e se torna um exemplo, um modelo.
Fernanda Oliveira: Mestranda em Ciências da Educação pela Faculdade Humanística Instituto Erasmo de Rotterdam Lisboa - Portugal, e colaboradora da Revista Cientifica Digital, pós-graduada em Educação, pós-graduada em Psicopedagogia, professora e coordenadora do curso de Administração da Universidade do Minho- Campos de Gualtar Braga.
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Belo Horizonte, Fev de 2013 - Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) – DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR: Webometria e leituras que orientam a formação teórica dos profissionais / Vilmar Luiz de Sousa. Palavras-chave: Docência no ensino superior, webometria, Metodologia, formação, pesquisa educacional. CDU 378.124sionais.
*Por Vilmar Luiz de Sousa.
*VILMAR LUIZ DE SOUSA é Mestrando em Ciências da Educação pelo Instituto Erasmo de Rotterdam em parceria com a Faculdade Humanística de Lisboa na linha de pesquisa Sujeitos, Formação e Aprendizagem, sublinha Formação de professores. Formado em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Minas Gerais, atualmente atua na educação fundamental e formação de professores para a educação infantil.
Resumo:
A webometria é o procedimento aqui empregado para conhecer os autores e obras mais influentes na área de estudo e formação discursiva relativa à “Docência no ensino superior” e podemos dizer que esse campo é composto estruturalmente pelas publicações da área, assim queremos conhecer também seus limites e alcances teóricos visando apontar quais são os autores e obras mais citados na disciplina investigando em que bases, e tangencialmente de que forma, está se dando a leitura e o preparo teórico do professor da educação superior num trabalho feito apenas em ambiente on line no mês de janeiro de 2013 experimentando um sistema procedimental e metodológico que se estende a autores e obras cujos textos foram mais citados em trabalhos científicos neste recorte de tempo/espaço existe a possibilidade de geração de varias categorias de conhecimento para todas as áreas que delas fizer uso. Temos aqui, então, um exemplo de útilidade do processo técnico/metodológico.
Palavras-chave: Docência no ensino superior, webometria, Metodologia, formação, pesquisa educacional.
Este trabalho se estrutura em torno do que FOUCAULT chama de formação discursiva e aplicação deste entendimento à disciplina “Docência no Ensino Superior”. Quais são os conhecimentos disciplinares necessários à Docência no Ensino Superior? Ainda que não seja esse o nosso problema de pesquisa, para o autor não existe área do saber disciplinar e sim, a formação discursiva desse campo, composta não somente pelas publicações da área, mas pelas personalidades representativas e pelas convenções políticas, econômicas e sociais.
Por este raciocínio, buscamos um direcionamento objetivo centrado em publicações on line, crendo que se amplia o conhecimento epistemologicamente na medida em que os procedimentos aqui esboçados possibilitam conhecer um pouco mais qualquer subdisciplina, disciplina ou área de conhecimento através das publicações de seus maiores expoentes.
Sempre nos perguntamos como se descobre os experts de uma determinada área de conhecimento, ou pelo menos, aqueles que mais publicam e/ou são citados em trabalhos científicos. Para tanto é necessário conhecer as obras mais citadas e seus autores dentro deste campo de conhecimento, não tacitamente, mas através de um processo de contagem e uma análise qualitativa mínima de conteúdo.
Por outro lado, nem sempre quem muito produz é aquele mais citado. Há aqui uma limitação do alcance quantitativo da metodologia e da técnica, o que nos obriga a considerar as obras mais citadas e pensar qualitativamente naquelas mais pertinentes ao tema, ao invés dos autores apenas, para melhor adequação à possibilidade de geração de varias categorias de conhecimento inclusive para outras áreas.
O objetivo central deste trabalho é, pois, apontar quais são os autores e obras mais citados na disciplina “Docência no ensino superior” investigando em que bases, e tangencialmente de que forma, está se dando a leitura e, podemos cogitar, o preparo teórico do profissional da educação superior pela via de acesso eletrônico.
Para isso torna-se necessário pesquisar quais são as obras e autores que versam sobre a preparação para a docência do ensino superior em documentos disponíveis na web mais utilizados. Escolhemos 36 trabalhos científicos de reconhecida relevância existentes em bases de dados on line sobre a temática em um montante de centenas de outros menos relevantes utilizando o processo Webométrico para tratar as informações adquiridas e analisar minimamente a pertinência e adequação das obras e seu conteúdo.
Para ALVARENGA, 2009, conhecer os autores e obras mais influentes em uma determinada área de estudo e formação discursiva desse campo, composta pelas publicações da área, é o modo mais eficiente de conhecer seus limites e alcances teóricos. Enumerando e analisando a pertinência das obras mais proeminentes neste campo, poderemos conhecer as personalidades representativas e convenções políticas, econômicas e sociais influentes neste campo do saber contribuindo assim, para a epistemologia da área que aprendem sobre si mesmas.
Esta forma de trabalho se justifica ainda por que tais procedimentos podem ser usados para atestar e comprovar a produtividade de autores, citações constantes de um documento ou conjunto de documentos físicos ou eletrônicos, obsolescência da literatura científica (vida média de trabalhos), ocorrência de palavras em um texto, a produtividade de periódicos, uso de periódicos ou outras fontes em determinado recorte de tempo e espaço, frentes de pesquisa em um campo científico, “Gate-keepers” (Nomes de líderes em um campo científico ou tecnológico) e uma infinidade de resultados analíticos para a epistemologia de variados campos do conhecimento. Permite principalmente identificação, quantificação e qualificação destas obras quanto a datas de publicação e valor para a área em que se inserem.
A pesquisa foi feita apenas em ambiente on line no mês de janeiro de 2013. Recortando assim o procedimento que se estende a autores de livros e periódicos que foram mais citados em trabalhos científicos nos últimos tempos, seguindo os passos abaixo:
São também chamadas de leis epidêmicas fazendo analogia entre o desenvolvimento de epidemias em uma população e a distribuição de dados e informações entre pesquisadores, contribuindo para gerar conhecimentos. A comunicação é então analisada como uma combinação de processos sociais de contágio e processos sociais de propagação.
Existem também princípios em que se baseia a lei de dispersão da literatura. O fenômeno da dispersão da literatura pode ser enunciado de acordo com princípios amplamente conhecidos, tais como o “Matthew Effect” (Efeito Mateus), ratificado pela frase “Success breeds success” – (sucesso gera sucesso, “a quem tem muito, muito será dado”) - para explicar que água corre realmente é em direção ao mar. Um autor muito citado em determinada época tende ser muito mais citado ainda pela influencia contagiosa dos pares.
Poderíamos também listar optando pelas obras mais citadas, mas acima de tudo o que vimos, e para além da qualificação de estar entre os autores e obras mais citados ou não, trata-se de um procedimento de considerável importância para profissionais que atuam como docentes no ensino superior, preocupados com a formação de outros futuros profissionais.
ALVARENGA, L. Aula na Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte: Material de estudo da disciplina “Fundamentos epistemológicos da informação”, 2009
BROOKS, B.C. Bradford´s law Nature. New York: 2 ed. 224:953-56, Dec. 1969.
FOUCAULT, M. "Soberania e disciplina". In: Microfísica do poder. Rio de Janeiro:
Graal, 1979
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1986.
FRANÇA, Junia Lessa. Manual para normalização de publicações trabalhos técnico-científicas. Belo Horizonte: UFMG, 8 ed., 2008.
LE COADIC, Yves F. Mathématique et statistique en science de l'information et en science de la communication: Infométrie mathématique et infométrie statistique des revues scientifiques. Ciência da Informação. Brasília, DF. v. 34, n. 3, p.15-22, set./dez. 2005. Disponível em: <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/818/0 >. Acesso em: 18 jan 2013.
OLTRA, Guillermo Yáber, ALFONZO, Carmen. Competencias profesionales de los acadêmicos em La educación superior. Florianópolis: Rev. GUAL., v.4, n. 1, p.129-139, jan/abr. 2011.
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Belo Horizonte, Fev de 2013 - Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) – DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR: Webometria e leituras que orientam a formação teórica dos profissionais / Vilmar Luiz de Sousa. Palavras-chave: Docência no ensino superior, webometria, Metodologia, formação, pesquisa educacional. CDU 378.124sionais.
============================================================
DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR
Webometria e leituras que orientam a formação teórica dos profissionais.*Por Vilmar Luiz de Sousa.
*VILMAR LUIZ DE SOUSA é Mestrando em Ciências da Educação pelo Instituto Erasmo de Rotterdam em parceria com a Faculdade Humanística de Lisboa na linha de pesquisa Sujeitos, Formação e Aprendizagem, sublinha Formação de professores. Formado em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Minas Gerais, atualmente atua na educação fundamental e formação de professores para a educação infantil.
Resumo:
A webometria é o procedimento aqui empregado para conhecer os autores e obras mais influentes na área de estudo e formação discursiva relativa à “Docência no ensino superior” e podemos dizer que esse campo é composto estruturalmente pelas publicações da área, assim queremos conhecer também seus limites e alcances teóricos visando apontar quais são os autores e obras mais citados na disciplina investigando em que bases, e tangencialmente de que forma, está se dando a leitura e o preparo teórico do professor da educação superior num trabalho feito apenas em ambiente on line no mês de janeiro de 2013 experimentando um sistema procedimental e metodológico que se estende a autores e obras cujos textos foram mais citados em trabalhos científicos neste recorte de tempo/espaço existe a possibilidade de geração de varias categorias de conhecimento para todas as áreas que delas fizer uso. Temos aqui, então, um exemplo de útilidade do processo técnico/metodológico.
Palavras-chave: Docência no ensino superior, webometria, Metodologia, formação, pesquisa educacional.
Introdução
Este trabalho se estrutura em torno do que FOUCAULT chama de formação discursiva e aplicação deste entendimento à disciplina “Docência no Ensino Superior”. Quais são os conhecimentos disciplinares necessários à Docência no Ensino Superior? Ainda que não seja esse o nosso problema de pesquisa, para o autor não existe área do saber disciplinar e sim, a formação discursiva desse campo, composta não somente pelas publicações da área, mas pelas personalidades representativas e pelas convenções políticas, econômicas e sociais.
Por este raciocínio, buscamos um direcionamento objetivo centrado em publicações on line, crendo que se amplia o conhecimento epistemologicamente na medida em que os procedimentos aqui esboçados possibilitam conhecer um pouco mais qualquer subdisciplina, disciplina ou área de conhecimento através das publicações de seus maiores expoentes.
Sempre nos perguntamos como se descobre os experts de uma determinada área de conhecimento, ou pelo menos, aqueles que mais publicam e/ou são citados em trabalhos científicos. Para tanto é necessário conhecer as obras mais citadas e seus autores dentro deste campo de conhecimento, não tacitamente, mas através de um processo de contagem e uma análise qualitativa mínima de conteúdo.
Por outro lado, nem sempre quem muito produz é aquele mais citado. Há aqui uma limitação do alcance quantitativo da metodologia e da técnica, o que nos obriga a considerar as obras mais citadas e pensar qualitativamente naquelas mais pertinentes ao tema, ao invés dos autores apenas, para melhor adequação à possibilidade de geração de varias categorias de conhecimento inclusive para outras áreas.
O objetivo central deste trabalho é, pois, apontar quais são os autores e obras mais citados na disciplina “Docência no ensino superior” investigando em que bases, e tangencialmente de que forma, está se dando a leitura e, podemos cogitar, o preparo teórico do profissional da educação superior pela via de acesso eletrônico.
Para isso torna-se necessário pesquisar quais são as obras e autores que versam sobre a preparação para a docência do ensino superior em documentos disponíveis na web mais utilizados. Escolhemos 36 trabalhos científicos de reconhecida relevância existentes em bases de dados on line sobre a temática em um montante de centenas de outros menos relevantes utilizando o processo Webométrico para tratar as informações adquiridas e analisar minimamente a pertinência e adequação das obras e seu conteúdo.
Para ALVARENGA, 2009, conhecer os autores e obras mais influentes em uma determinada área de estudo e formação discursiva desse campo, composta pelas publicações da área, é o modo mais eficiente de conhecer seus limites e alcances teóricos. Enumerando e analisando a pertinência das obras mais proeminentes neste campo, poderemos conhecer as personalidades representativas e convenções políticas, econômicas e sociais influentes neste campo do saber contribuindo assim, para a epistemologia da área que aprendem sobre si mesmas.
Esta forma de trabalho se justifica ainda por que tais procedimentos podem ser usados para atestar e comprovar a produtividade de autores, citações constantes de um documento ou conjunto de documentos físicos ou eletrônicos, obsolescência da literatura científica (vida média de trabalhos), ocorrência de palavras em um texto, a produtividade de periódicos, uso de periódicos ou outras fontes em determinado recorte de tempo e espaço, frentes de pesquisa em um campo científico, “Gate-keepers” (Nomes de líderes em um campo científico ou tecnológico) e uma infinidade de resultados analíticos para a epistemologia de variados campos do conhecimento. Permite principalmente identificação, quantificação e qualificação destas obras quanto a datas de publicação e valor para a área em que se inserem.
A pesquisa foi feita apenas em ambiente on line no mês de janeiro de 2013. Recortando assim o procedimento que se estende a autores de livros e periódicos que foram mais citados em trabalhos científicos nos últimos tempos, seguindo os passos abaixo:
- 1) Pesquisa em bases de dados de trabalhos que contem o tema escolhido: “Preparação para a docência no ensino superior” e outros termos de equivalente significação como “Metodologia do ensino superior” e “didática do ensino superior” nas bases de dados: Google Acadêmico, Scielo, Peri, IBICT, Brapci, SIBI-USP, Unicamp, Portal CAPES, etc.
- 2) Procura de toda a bibliografia disponível em sites e em bases de dados referentes a livros, periódicos e ajuntamento das referências separadas por base de dados.
- 3) Ordenar essa bibliografia segundo aparição usando as ferramentas do programa WORD da Microsoft Office do Windows para colocá-la em ordem
alfabética, numerá-la e quantificá-la para a extração de informações variadas. Há que se verificar ainda, nesta etapa, a integridade das referências para que contenham, pelo menos, autor e título. Trabalhos, cuja autoria esteja difícil de identificar, são eliminados.
- 4) Analise das obras mais pertinentes ao tema dentre todas as repetições. Aqui entra a necessidade da ação crítico/qualitativa do pesquisador que deve separar o joio do trigo, contribuindo para o formato final de sua busca. Vale lembrar que a obra que mais repetições têm, pelo parâmetro aqui empregado, se torna a mais relevante. Existem obras que aparecem em grande quantidade, mas diz respeito a outras instâncias de conhecimento e devem ser eliminadas.
- 5) Montagem da bibliografia final por ordem crescente do número de aparições. Esta é a fase em que o programa WORD nos auxilia grandemente, pois basta selecionar a bibliografia em CLASSIFICAR no menu inicio que se obtém a ordem alfabética ou numérica do conteúdo por parágrafo.
- 6) Tabulação e análise dos resultados conforme o objetivo perseguido. Basta-nos o trabalho de contagem da bibliografia para termos os valores numéricos que tantas categorias de informações nos dão.
Segundo LeCOADIC, 2005, p. 76, a primeira teoria de que nos utilizamos é a das Distribuições hiperbólicas, onde as descrições empíricas mais freqüentes tem como foco objetos e fenômenos em suas relações de quantidade e uso, quantidade e produção. De modo geral, são leis Quantitativas e Epidêmicas. São formuladas a partir de observações empíricas, que por si só não permitem compreender o comportamento social responsável pelas observações registradas. Para FOUCAULT, e de modo diverso, requerem uma interpretação que procure evidências além do dado; que possam ir além do dado quantitativo. É, pois a qualidade que conta, afinal.
São também chamadas de leis epidêmicas fazendo analogia entre o desenvolvimento de epidemias em uma população e a distribuição de dados e informações entre pesquisadores, contribuindo para gerar conhecimentos. A comunicação é então analisada como uma combinação de processos sociais de contágio e processos sociais de propagação.
“Se periódicos científicos são ordenados em ordem de produtividade decrescente de artigos em um assunto determinado eles (os periódicos) podem ser divididos em um núcleo de periódicos mais estreitamente devotado ao assunto e em vários grupos ou zonas, [...]” (Brooks, B.C. Bradford´s law. Nature, 224:953-56, Dec. 1969.)
Existem também princípios em que se baseia a lei de dispersão da literatura. O fenômeno da dispersão da literatura pode ser enunciado de acordo com princípios amplamente conhecidos, tais como o “Matthew Effect” (Efeito Mateus), ratificado pela frase “Success breeds success” – (sucesso gera sucesso, “a quem tem muito, muito será dado”) - para explicar que água corre realmente é em direção ao mar. Um autor muito citado em determinada época tende ser muito mais citado ainda pela influencia contagiosa dos pares.
Por esse raciocínio, há que se considerar o Fator Impacto (Impact factor) e/ou Índice de Imediatismo. O Fator Impacto é a média de citações de determinados artigos recebidas por outros artigos de periódicos em determinado período. Considera-se a média das citações recebidas, havendo desconto (ajuste), considerando-se o tamanho do periódico (periódicos maiores conseqüentemente recebem mais citações). Já o Índice de Imediatismo conta a média de vezes que cada artigo de um ano foi citado no mesmo ano. (Ver ISI- Institute of Scientific Information - Web of science -Impact factors).
Embasados por essa bagagem teórica, nossa busca, a documentação e a ordenação das bibliografias mais citadas conforme a metodologia adotada culminou em 779 referências brutas, ou seja, sem a devida peneirada para identificar aquelas mais completas (Conforme ABNT), com tolerância para as que apresentaram autor e título, no mínimo. Não houve rigor absoluto para a forma de apresentação das referências nos trabalhos encontrados.
Após a seleção chegamos a 773 referências. Estas foram tratadas no programa Word, ferramenta bastante popular, e devidamente agrupadas por sobrenome do autor. Agindo assim, e para facilitarmos a contagem de modo geral, a tabulação pôde perseguir o objetivo que desejávamos com o trabalho.
Como utilização tabular deste trabalho metodológico, há possibilidade de identificação de variadas informações como, por exemplo, uma listagem dos títulos mais citados, leia-se, utilizados pela comunidade científica. Se essas referências apontam conhecimentos produzidos no Brasil ou no exterior. Em quais países, se o conhecimento tratado é recente ou clássico (analisando este quesito pelas datas de publicação). Quais as línguas desses documentos e quais os tipos de documentos: livros, artigos, legislação, trabalhos de congressos e quantidade de cada tipo. Etc.
Exemplo de informação fornecida por este trabalho. Neste caso, autores mais citados que obtiveram 8 ou mais citações:
A Webometria foi o procedimento aqui empregado para conhecer os autores e obras mais influentes na área de estudo e formação discursiva relativa à “Docência no ensino superior” ou “Metodologia do ensino superior” e podemos concluir que esse campo é composto estruturalmente pelas publicações da área, assim queremos conhecer também seus limites e alcances teóricos visando apontar quais são os lideres na disciplina investigando em que bases, e tangencialmente de que forma, está se dando a leitura e consequentemente o preparo teórico do professor da educação superior.
É claro que neste trabalho discutimos o modus operandi de uma imersão mínima, mas com muitas possibilidades acadêmicas de estudo sobre as áreas de conhecimento e suas epistemologias, por tanto não se esgota, nem pretende que seja regra, nessa incursão. É sim, apenas um caminho e mais um elemento, dentre outros, rumo ao aprofundamento de conhecimentos acadêmicos.
Há que se considerar a possibilidade existente, neste recorte de tempo/espaço, a possibilidade de geração de varias categorias de conhecimento para muitas áreas que se utilizarem da metodologia aqui empregada.
Referência
Referência
ALVARENGA, L. Aula na Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte: Material de estudo da disciplina “Fundamentos epistemológicos da informação”, 2009
BROOKS, B.C. Bradford´s law Nature. New York: 2 ed. 224:953-56, Dec. 1969.
FOUCAULT, M. "Soberania e disciplina". In: Microfísica do poder. Rio de Janeiro:
Graal, 1979
FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1986.
FRANÇA, Junia Lessa. Manual para normalização de publicações trabalhos técnico-científicas. Belo Horizonte: UFMG, 8 ed., 2008.
LE COADIC, Yves F. Mathématique et statistique en science de l'information et en science de la communication: Infométrie mathématique et infométrie statistique des revues scientifiques. Ciência da Informação. Brasília, DF. v. 34, n. 3, p.15-22, set./dez. 2005. Disponível em: <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/818/0 >. Acesso em: 18 jan 2013.
OLTRA, Guillermo Yáber, ALFONZO, Carmen. Competencias profesionales de los acadêmicos em La educación superior. Florianópolis: Rev. GUAL., v.4, n. 1, p.129-139, jan/abr. 2011.
Veditorial2005@yahoo.com.br
===============================================================
*O Professor VILMAR LUIZ DE SOUSA é colaborador da Revista Científica Digital de Educação. Mestrando em Ciências da Educação pelo Instituto Erasmo de Rotterdam em parceria com a Faculdade Humanística de Lisboa. Linha de pesquisa Sujeitos, Formação e Aprendizagem, sublinha Formação de professores. Formado em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Atualmente atua na educação fundamental e formação de professores para a educação infantil.
================================================================
?xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
Quando pensamos nos conteúdos curriculares na escola, algo nos chama a atenção:
-Afinal, são os currículos ou as estratégias ou falta delas que decidem se um aluno terá fracasso ou sucesso escolar?
É notória a insatisfação dos alunos perante o ambiente escolar e principalmente em sala de aula, pois "
A Escola é um ambiente praticamente morto, semelhante a um telefone fixo, existe,mas todos preferem o celular por deter mais funções, interação, desafios, jogos e comunicação"
Há uma falta tremenda de comunicação entre professor e aluno.
É lamentável percebermos que a falta de diálogo entre estes dois atores sociais levam os mesmos a conflitos, desarmonia e principalmente um estresse emocional muito forte,capaz até mesmo de chegar as últimas conseqüências " Toda escola deveria ter uma sala igual a do coordenador universitário ou seja, para poder expressar suas dificuldades na aprendizagem e dialogar diretamente com seus professores em particular, talvez assim professor e alunos dariam-se a oportunidade de se reconhecerem melhor e evitariam assim o bullying, o descontentamento,a impressão negativa de um para com o outro e as tragédias como as acontecidas recentemente em Realengo-RJ e São Caetano do Sul"A violência que as crianças e os adolescentes exercem, é antes de tudo, a que seu meio exerce sobre eles COLOMBIER et al.(1989).
A criança reflete na escola as frustrações do seu dia-a-dia.
É neste contexto que destacamos os tipos de violência praticados dentro da escola. A escola se esquece de que lidam com humanos e focam apenas em resultados. O aluno que já vem de uma família desestruturada, depara-se com um professor cada vez mais estressado, angustiado e com baixa estima devido a suas condições de trabalho e valorização profissional.Ambos são agora uma bomba relógio e qualquer descuido pode ser fatal.
A agressão é certa, seja verbal moral ou física ela está presente. A não comunicação favorece estes fatos e acima de tudo nos obriga a assistirmos de camarote o show da incompreensão, do respeito e da já desvalorizada escola pública.
Creio que só há um modo de remediar tal situação.
É revendo as estratégias de aplicação dos conteúdos curriculares, ou seja, como trabalhar as tarefas diárias de modo prazeroso harmonioso e que professor e alunos possam viver num ambiente de paz.
Foi pensando neste ambiente, que resolvi dar minha colaboração a esses professores e a estes alunos, afim de que os mesmos tornem-se mais amigos, que se ouçam mais, que se compreendam mais e acima de tudo que haja harmonia entre ambos.
Essa é a verdadeira pedagogia, a pedagogia que foge ao passado decorador e do livro didático e que une professores e alunos na atualidade, nos temas que ambos possam discutir,opinar e argumentar em sala de aula.Temas cujo conteúdos curriculares tendem a ser melhor interpretados e a sala de aula finalmente se torna um ambiente de aprendizagem! Essa é a Pedagogia da Vivência!
Parece incrível, mas a escola ainda reluta em não aceitar que os tempos são outros, que os alunos não são mais os de 20 ou 30 anos atrás e que até a estrutura familiar mudou e a medida que a escola não acompanha essa mudança,fica para trás e desatualizada, fazendo assim com que seus professores e alunos vivam momentos terríveis em sala de aula,pois não se sentem ou não são convidados a vivenciar momentos prazerosos neste ambiente, no qual em vez de se ensinar o chato português metódico, poderia-se fazer um círculo de cadeiras,fazer um comentário sobre a cena de um filme ou novela e propor situações desafiadoras tais como:
-Quem saberia me dizer como se escreve a palavra (ou se soletra) a palavra
Insensato, (Insensato Coração) Caribe (Piratas do Caribe) Nintendo (Jogo) Como se vê,são situações simples que por vezes passam despercebidas pelo professor e as quais está provado o porque do desinteresse do aluno em sala de aula,pois quando eles chegam na escola para nos contar algo que acabaram de assistir, de ler, ou de jogar, não estamos dispostos ou mesmo sem paciência de ouví-los e se quisermos saber como é essa sensação, basta que cheguemos a nossa diretora entusiasmados prontos a lhe dizer algo novo e de bom que acabara de ocorrer em nossa vida e ela simplesmente dizer:
-Desculpa querido (a), Estou um pouco ocupada agora você pode me falar daqui a pouco?
E é assim que muitos de nossos alunos se sentem quando querem demonstrar sua vivência sobre determinado tema e por vezes devido a postura de seus professores, acabam por ficar em silêncio como se atrapalhassem a aula pelo seu pensar e expressar!
À partir dessa concepção grandes educadores como Cecília Faro e Vicente Martins entendem que, o conhecimento prévio, fruto das vivências de cada um, faz parte do processo interno desse sujeito. Ele é acrescido de novas informações e transformado, para que possa ser vivenciado e incorporado.
O ensinar e o aprender caminham juntos. Mais do que ensinar conteúdos, ser ensinante está atrelado a abrir caminhos. Não se transmite conhecimento, mas, sim, sinais deste, para que o outro possa fazer uso dele e transformá-lo de forma subjetiva.
O desejo e a vontade atuam como diferenciais no processo, autorizando e fazendo uso de diferentes ferramentas oferecidas para que se tornem instrumentos na construção do conhecimento e se alcance o objetivo final.
O orientador sensível instiga, preserva a autonomia e a liberdade responsável e propicia, assim, o diferencial no processo, isto é, a alegria da descoberta e a autoria do próprio conhecimento, trazendo as garantias para o verdadeiro aprender.
Ser um educador é um trabalho nada fácil, com um grande objetivo a ser alcançado.
Segundo Paulo Freire (1993), se o educador tem uma opção democrática, com autocrítica e procura diminuir a distância entre o discurso e a prática, ele "vive uma difícil, mas possível e prazerosa experiência de falar AOS educandos e COM eles".
Cecília Faro
Fonte: www.educacional.com.br
"Quem tem a liberdade de aprender, de ensinar e pesquisar acaba desenvolvendo estratégias e atividades originais no ambiente escolar, de tal modo significativo que deve a liberdade de divulgar seu pensamento, sua arte e seu saber. Quem tem liberdade de aprender descobre que a verdadeira liberdade reside em ter um pensamento próprio e que nada no meio escolar justifica enclausuramento de idéias ou de sua memória crítica.
Quem tem liberdade de ensinar transforma suas aulas em muito mais do que lições, mas em artes de ensinar, de tal modo que a liberdade de ensinar revela-se, em muitos professores, como a liberdade de pôr em prática uma idéia, valendo-se, para tanto, de sua competência técnica".
Vicente Martins-O princípio da liberdade de Ensinar: www.direitonet.com.br.
Como se vê,a aprendizagem vivenciada pelo aluno ajuda e muito no processo de ressocialização da escola, principalmente na relação professor e aluno, que há tempos tem se desgastado, tornando-se conflituosa e por vezes culminando na violência gratuita entre ambos. A Pedagogia da Vivência harmoniza o ambiente escolar, torna a sala de aula renovada,interessante e viva, uma sala de aula que até então era distante da realidade e vontade dos alunos de permanecer dentro dela."Era preferível matar aula a ter que dicas na minha escola - comenta uma aluna da 9ª ano de uma escola estadual da grande São Paulo". Outro foi além:
-"Meus professores mais faltam do que vem dar aula e quando vem, estão sempre de mau-humor e só passam cópia, se for para passar só cópia fico em casa copiando o livro todo!”
ALEXANDRE SOARES (Mestrando-Professor colaborador da Revista Científica digital de Educação)
http://lattes.cnpq.br/1752524894789856 professoralexandresoares@ig.com.br
Mestrando em Educação-Instituto Erasmo Rotterdan-Portugal
Pós-Graduado em Educação Empreendedora-UFSJ;
Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional-UNIESP;
Graduado em Letras-UNIESP
Autor de obras literárias e Educação www.clubedeautores.com.br
Professor Titular -UNIESP São Roque;
Professor Responsável pelo Curso de Nivelamento em Língua Portuguesa-Grupo UNIESP
Professor Tutor IFSP-São Roque;
Professor Vinculado-Graduação e Pós-Graduação-Grupo INFINITUS/FALC;
Orientador Educacional-Prefeitura Municipal de Mairinque
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
===============================================================
*O Professor VILMAR LUIZ DE SOUSA é colaborador da Revista Científica Digital de Educação. Mestrando em Ciências da Educação pelo Instituto Erasmo de Rotterdam em parceria com a Faculdade Humanística de Lisboa. Linha de pesquisa Sujeitos, Formação e Aprendizagem, sublinha Formação de professores. Formado em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Atualmente atua na educação fundamental e formação de professores para a educação infantil.
================================================================
?xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/
AULAS QUE AGRADAM ALUNOS E PROFESSORES*(Por Alexandre Soares)
Quando pensamos nos conteúdos curriculares na escola, algo nos chama a atenção:
-Afinal, são os currículos ou as estratégias ou falta delas que decidem se um aluno terá fracasso ou sucesso escolar?
É notória a insatisfação dos alunos perante o ambiente escolar e principalmente em sala de aula, pois "
A Escola é um ambiente praticamente morto, semelhante a um telefone fixo, existe,mas todos preferem o celular por deter mais funções, interação, desafios, jogos e comunicação"
Há uma falta tremenda de comunicação entre professor e aluno.
É lamentável percebermos que a falta de diálogo entre estes dois atores sociais levam os mesmos a conflitos, desarmonia e principalmente um estresse emocional muito forte,capaz até mesmo de chegar as últimas conseqüências " Toda escola deveria ter uma sala igual a do coordenador universitário ou seja, para poder expressar suas dificuldades na aprendizagem e dialogar diretamente com seus professores em particular, talvez assim professor e alunos dariam-se a oportunidade de se reconhecerem melhor e evitariam assim o bullying, o descontentamento,a impressão negativa de um para com o outro e as tragédias como as acontecidas recentemente em Realengo-RJ e São Caetano do Sul"A violência que as crianças e os adolescentes exercem, é antes de tudo, a que seu meio exerce sobre eles COLOMBIER et al.(1989).
A criança reflete na escola as frustrações do seu dia-a-dia.
É neste contexto que destacamos os tipos de violência praticados dentro da escola. A escola se esquece de que lidam com humanos e focam apenas em resultados. O aluno que já vem de uma família desestruturada, depara-se com um professor cada vez mais estressado, angustiado e com baixa estima devido a suas condições de trabalho e valorização profissional.Ambos são agora uma bomba relógio e qualquer descuido pode ser fatal.
A agressão é certa, seja verbal moral ou física ela está presente. A não comunicação favorece estes fatos e acima de tudo nos obriga a assistirmos de camarote o show da incompreensão, do respeito e da já desvalorizada escola pública.
Creio que só há um modo de remediar tal situação.
É revendo as estratégias de aplicação dos conteúdos curriculares, ou seja, como trabalhar as tarefas diárias de modo prazeroso harmonioso e que professor e alunos possam viver num ambiente de paz.
Foi pensando neste ambiente, que resolvi dar minha colaboração a esses professores e a estes alunos, afim de que os mesmos tornem-se mais amigos, que se ouçam mais, que se compreendam mais e acima de tudo que haja harmonia entre ambos.
Essa é a verdadeira pedagogia, a pedagogia que foge ao passado decorador e do livro didático e que une professores e alunos na atualidade, nos temas que ambos possam discutir,opinar e argumentar em sala de aula.Temas cujo conteúdos curriculares tendem a ser melhor interpretados e a sala de aula finalmente se torna um ambiente de aprendizagem! Essa é a Pedagogia da Vivência!
Parece incrível, mas a escola ainda reluta em não aceitar que os tempos são outros, que os alunos não são mais os de 20 ou 30 anos atrás e que até a estrutura familiar mudou e a medida que a escola não acompanha essa mudança,fica para trás e desatualizada, fazendo assim com que seus professores e alunos vivam momentos terríveis em sala de aula,pois não se sentem ou não são convidados a vivenciar momentos prazerosos neste ambiente, no qual em vez de se ensinar o chato português metódico, poderia-se fazer um círculo de cadeiras,fazer um comentário sobre a cena de um filme ou novela e propor situações desafiadoras tais como:
-Quem saberia me dizer como se escreve a palavra (ou se soletra) a palavra
Insensato, (Insensato Coração) Caribe (Piratas do Caribe) Nintendo (Jogo) Como se vê,são situações simples que por vezes passam despercebidas pelo professor e as quais está provado o porque do desinteresse do aluno em sala de aula,pois quando eles chegam na escola para nos contar algo que acabaram de assistir, de ler, ou de jogar, não estamos dispostos ou mesmo sem paciência de ouví-los e se quisermos saber como é essa sensação, basta que cheguemos a nossa diretora entusiasmados prontos a lhe dizer algo novo e de bom que acabara de ocorrer em nossa vida e ela simplesmente dizer:
-Desculpa querido (a), Estou um pouco ocupada agora você pode me falar daqui a pouco?
E é assim que muitos de nossos alunos se sentem quando querem demonstrar sua vivência sobre determinado tema e por vezes devido a postura de seus professores, acabam por ficar em silêncio como se atrapalhassem a aula pelo seu pensar e expressar!
À partir dessa concepção grandes educadores como Cecília Faro e Vicente Martins entendem que, o conhecimento prévio, fruto das vivências de cada um, faz parte do processo interno desse sujeito. Ele é acrescido de novas informações e transformado, para que possa ser vivenciado e incorporado.
Ensinar Aprendendo, Essa é a Grande Estratégia!
O ensinar e o aprender caminham juntos. Mais do que ensinar conteúdos, ser ensinante está atrelado a abrir caminhos. Não se transmite conhecimento, mas, sim, sinais deste, para que o outro possa fazer uso dele e transformá-lo de forma subjetiva.
O desejo e a vontade atuam como diferenciais no processo, autorizando e fazendo uso de diferentes ferramentas oferecidas para que se tornem instrumentos na construção do conhecimento e se alcance o objetivo final.
O orientador sensível instiga, preserva a autonomia e a liberdade responsável e propicia, assim, o diferencial no processo, isto é, a alegria da descoberta e a autoria do próprio conhecimento, trazendo as garantias para o verdadeiro aprender.
Ser um educador é um trabalho nada fácil, com um grande objetivo a ser alcançado.
Segundo Paulo Freire (1993), se o educador tem uma opção democrática, com autocrítica e procura diminuir a distância entre o discurso e a prática, ele "vive uma difícil, mas possível e prazerosa experiência de falar AOS educandos e COM eles".
Cecília Faro
Fonte: www.educacional.com.br
"Quem tem a liberdade de aprender, de ensinar e pesquisar acaba desenvolvendo estratégias e atividades originais no ambiente escolar, de tal modo significativo que deve a liberdade de divulgar seu pensamento, sua arte e seu saber. Quem tem liberdade de aprender descobre que a verdadeira liberdade reside em ter um pensamento próprio e que nada no meio escolar justifica enclausuramento de idéias ou de sua memória crítica.
Quem tem liberdade de ensinar transforma suas aulas em muito mais do que lições, mas em artes de ensinar, de tal modo que a liberdade de ensinar revela-se, em muitos professores, como a liberdade de pôr em prática uma idéia, valendo-se, para tanto, de sua competência técnica".
Vicente Martins-O princípio da liberdade de Ensinar: www.direitonet.com.br.
Como se vê,a aprendizagem vivenciada pelo aluno ajuda e muito no processo de ressocialização da escola, principalmente na relação professor e aluno, que há tempos tem se desgastado, tornando-se conflituosa e por vezes culminando na violência gratuita entre ambos. A Pedagogia da Vivência harmoniza o ambiente escolar, torna a sala de aula renovada,interessante e viva, uma sala de aula que até então era distante da realidade e vontade dos alunos de permanecer dentro dela."Era preferível matar aula a ter que dicas na minha escola - comenta uma aluna da 9ª ano de uma escola estadual da grande São Paulo". Outro foi além:
-"Meus professores mais faltam do que vem dar aula e quando vem, estão sempre de mau-humor e só passam cópia, se for para passar só cópia fico em casa copiando o livro todo!”
ALEXANDRE SOARES (Mestrando-Professor colaborador da Revista Científica digital de Educação)
http://lattes.cnpq.br/1752524894789856 professoralexandresoares@ig.com.br
Mestrando em Educação-Instituto Erasmo Rotterdan-Portugal
Pós-Graduado em Educação Empreendedora-UFSJ;
Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional-UNIESP;
Graduado em Letras-UNIESP
Autor de obras literárias e Educação www.clubedeautores.com.br
Professor Titular -UNIESP São Roque;
Professor Responsável pelo Curso de Nivelamento em Língua Portuguesa-Grupo UNIESP
Professor Tutor IFSP-São Roque;
Professor Vinculado-Graduação e Pós-Graduação-Grupo INFINITUS/FALC;
Orientador Educacional-Prefeitura Municipal de Mairinque
/xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx/











Sem comentários:
Enviar um comentário