*A função do professor vai muito além de ensinar, o professor deve incentivar o aluno, elevar sua auto-estima, motivá-lo sempre algumas poucas palavras bastam para plantar uma semente de esperança no coração de uma criança.
Um professor, melhor do que ninguém conhece a realidade de sua classe, de seus alunos, alguns destes são brilhantes mesmo com as dificuldades do dia-a-dia e com as limitações que a sociedade ou a família impõe, no entanto, cabe ao professor levar a esses alunos a esperança através de incentivos de palavras e gestos. O carinho não precisa ser físico, as palavras tem a capacidade de acalentar a alma.*
"Pensar é dialogar com a incerteza."
Sim.Dialogamos tanto com certezas como incertezas.No pensamento podemos querer algo, que na prática, seria controverso aos nossos princípios. Pensar é a etapa que antecede a suposta prática de algo, e evidentemente nem sempre temos garantias e sim incertezas de tal...
"A CONTRIBUIÇÃO DAS CIÊNCIAS HUMANAS..."
Quanto à contribuição da História para o conhecimento da condição humana, ela deve incluir o destino, a um só tempo, determinado e aleatório da humanidade. Todas as conseqüências sairiam da conscientização de que a História não obedece a processos deterministas, não está sujeita a uma inevitável lógica técnico-econômica, ou orientada para um progresso imprescindível. A História está sujeita a acidentes, perturbações e, às vezes, terríveis destruições de populações ou civilizações em massa. Não existem “leis” da História, mas um diálogo caótico, aleatório e incerto, entre determinações e forças de desordem, e um movimento, às vezes rotativo, entre o econômico, o sociológico, o técnico, o mitológico, o imaginário. Não há mais progresso permitido; em contrapartida, podem advir progressos, mas devem ser incessantemente reconstruídos. Nenhum progresso é conquistado para todo o sempre...
"Os Sete Saberes para a Educação do Futuro..."
Por solicitação da UNESCO, Edgar Morin interrogou-se sobre a educação de hoje. Apresentou os problemas centrais e enunciou sete saberes necessários às gerações que inauguram o século XXI. Contra as cegueiras do conhecimento (a ilusão e o erro), Morin preconiza o ensino do conhecimento
dos conhecimentos e enuncia os princípios de um conhecimento pertinente, onde as partes são solidárias do todo. Exalta em seguida a condição humana, cuja complexidade está desintegrada no ensino e cuja unidade deve ser encontrada na diversidade dos conhecimentos e dos humanos, assim como a identidade terrestre, que deve estar à medida do destino planetário do género humano, fundada sobre a história das comunicações e da comunidade de destino dos humanos: a morte. Para isso, convém ensinar a arte de enfrentar as incertezas (ensino das incertezas) surgidas nas ciências, a estratégia dos acasos, o exame dos acontecimentos e acidentes do século, o carácter inesperado da aventura humana, e a compreensão, penhor de paz, à qual estamos vinculados por fundação e vocação necessária para sair da barbárie (estudo da incompreensão). O objectivo é então o de definir uma ética do género humano, que deve completar a humanidade como comunidade planetária: uma Terra-Pátria e uma cidadania terrestre, reconciliação social do indivíduo e da espécie.
Educação: mudando pessoas para transformar o mundo
A responsabilidade de quem aprende é enorme. Tão importante quanto aprender é compartilhar seus ensinamentos: agindo assim é possível criar identidade e as demais pessoas passam a enxergar em você algo a mais: alguém comprometido com a sociedade. A admiração que receberá será um incentivo para continuar sempre aprendendo. Insisto mais uma vez que o conhecimento está à disposição de todos.
"Educação como prática para liberdade...
“A metodologia não é apenas um caminho traçado e meramente reproduzido de maneira espontânea e mecanicista, mas sim, exige apropriação e responsabilidade frente à capacidade de propor, produzir e criar. Para isto, se faz necessário recordar sempre a disposição de inovar, pensar no não-realizado, não-previsto; inaugurar uma prática inovadora, capaz de dar significância e intenção aos envolvidos é objetivo de todos aqueles que são e estão comprometidos com uma nova forma de ser e fazer educação...”
"Um ser consciente de seu inacabamento não buscar o futuro com esperança, não sonhar com a transformação, enfim, não buscar a construção de um mundo onde todos possam realizar-se com autonomia. Cabe à educação problematizar o futuro para que a utopia56 de um mundo melhor não se perca. Dizer que a educação vai suprimir todas as injustiças, opressões, e assim mudar completamente a sociedade suprimindo todas heteronomias, é ingenuidade, da mesma forma que dizer que a educação não pode realizar mudança alguma..."
"O poder de se autodeterminar é necessário para que o sujeito fuja do determinismo, esteja
aberto ao inédito viável e, assim, possa ser autônomo..."
“O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir. Cria situações-problemas...”
Jean Piaget
Jean Piaget


















Sem comentários:
Enviar um comentário