segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

TÓPICOS ESPECIAIS EM EDUCAÇÃO Profissão: professor

TÓPICOS ESPECIAIS EM        EDUCAÇÃO.
 Profissão: professor.
Por Leila Maria Feitosa Pinheiro







Introdução
Comecemos pela reflexão acerca da história e da pedagogia, como teorias que tem por objeto a ação humana. A história é a interpretação da ação transformadora do homem no tempo.
Não estamos diante de uma encruzilhada, a educação só pode ser compreendida em determinado contexto histórico, torna-se evidente a atenção aos novos rumos a serem perseguidos daqui em diante, considerada a especificidade.Nóvoa nos diz que uma das primeiras preocupações dos reformadores do século XVIII consiste na definição de regras uniformes de seleção e de nomeação dos professores. A diversidade de situações educativas do Antigo Regime não serve os novos desígnios sociais e políticos: é necessário retirar os professores da alçada das comunidades locais, organizando-os como um corpo do Estado. Neste sentido, a estratégia de recrutamento não privilegiará os candidatos que tencionam fixar-se nas suas terras de origem, visando, pelo contrário, a constituição de um corpo de profissionais isolados, submetidos à disciplina do Estado. Os professores aderem a este projeto, que lhes assegura um estatuto de autonomia e de independência em relação aos párocos, aos notáveis locais e às populações: a funcionarização deve ser encarada como uma vontade partilhada do Estado e do corpo docente. E, no entanto, o modelo ideal dos professores situa-se a meio caminho entre o funcionalismo e a profissão liberal: ao longo da sua história sempre procuraram conjugar os privilégios de ambos os estatutos.
Os professores são funcionários, mas de um tipo particular, pois a sua ação está impregnada de uma forte intencionalidade política, devido aos projetos e às finalidades sociais de que são portadores. No momento em que a escola se impõe como instrumento privilegiado da estratificação social, os professores
passam a ocupar um lugar-chameira nos percursos de ascensão social, personificando as esperanças de mobilidade de diversas camadas da população: agentes culturais, os professores são também, inevitavelmente, agentes políticos.
Nóvoa também nos diz que a profissão docente exerce-se a partir da adesão coletiva (implícita ou explícita) a um conjunto de normas e de valores. No princípio do século XX, este "fundo comum" é alimentado pela crença generalizada nas potencialidades da escola e na sua expansão ao conjunto da sociedade. Os protagonistas deste desígnio são os professores, que vão ser investidos de um importante poder simbólico. A escola e a instrução incarnam o progresso:os professores são os seus agentes. A época de glória do modelo escolar é também o período de ouro da profissão docente. Ser professor nunca foi fácil. Durante séculos exigiu-se que o professor fosse um modelo de virtudes, e mais recentemente que desempenhasse as funções de um técnico, capaz de mudar os comportamentos e atitudes de todo o tipo de alunos. Uma profissão impossível. Numa perspectiva sociológica o conceito de Profissão constitui o que podemos designar por um constructo, dada a dificuldade em detalhar os seus atributos. Na língua portuguesa, o termo adquiriu um sentido muito amplo de ocupação ou emprego. Nos países anglo-saxónicos, pelo contrário, o termo é aplicado para as designar profissões liberais como médico, advogado ou engenheiro. Os atributos destas profissões, transformaram-se em requisitos para todas as atividades profissionais que tenham como objetivo constituírem-se numa profissão, tendo para o efeito que possuir: Um saber especializado, aliado a práticas específicas que o profissional necessita de dominar, adquiridas através de uma formação profissional estruturada; Uma orientação de serviço. O profissional afirma-se perante outros que exerce a sua atividade por motivos altruísticos, não se pautando por interesses particulares.Um código deontológico que determina e regula o conjunto de deveres, obrigações, práticas e responsabilidades que surgem no exercício da profissão. Uma associação profissional, cujo objetivo seria, entre outros, o de manter e velar pela ocupação dos padrões estabelecidos entre os seus membros. Muitos autores tem reagido contra esta tipificação, tomada de empréstimo às profissões liberais, por a mesma ser demasiado estática,
esquecendo-se as transformações que nas mesmas ocorreram, nomeadamente a sua integração em organizações burocráticas, nas quais os profissionais perderam grande parte da sua autonomia. Podemos classificar a profissão de professor como uma profissão complexa, onde a incerteza, a ambiguidade das funções são o seu melhor traço definidor.
Para fazer face a esta dura realidade, o professor conta acima de tudo consigo próprio, ele é, não apenas observador, como o ator insubstituível da relação pedagógica. Contra a incerteza e as suas próprias carências, o conhecimento das boas práticas é neste aspecto importante como referência teórica, mas é preciso dizê-lo que estas raramente são transferíveis para outros contextos e outros atores. É neste panorama complexo que hoje emerge o modelo dos "professores como práticos reflexivos", os quais envolvidos num processo de construção e desconstrução de saberes vão elaborando a sua própria concepção de profissão e das boas práticas.
Professor ou docente é uma pessoa que ensina uma ciência, arte, técnica ou outro conhecimento. Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações acadêmicas e pedagógicas , para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno.É uma das profissões mais antigas e mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela.
Já, os fatores que influenciaram na minha trajetória como professor foi de uma melhoria na educação, o bem estar de todos para um ensino de qualidade, Por que mesmo com a desvalorização salarial que o magistério está vivenciando existe um número bem considerado de professores, sendo possível elucidar muitos argumentos e até mesmo ampliar o conhecimento do espaço sociocultural que envolve a mulher professora e sua relação com a educação.






Leila Maria Feitosa Pinheiro, e Mestranda em Ciências da Educação e colaboradora desta Revista.

REFERÊNCIAS
NÓVOA, Antônio, org. (1992). Os professores e a sua formaçlío. Lisboa: D. Quixotef lnstituto de Inovação Educacional.

NÓVOA, Antônio, org. Profissão: professor. Porto: Porto Editora,1991.

ARANHA, Maria Lúcia Arruda. História da Educação e da pedagogia. São

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

PESQUISA EM EDUCAÇÃO. Mestranda Hermenegilda Moraes Correia



PESQUISA EM EDUCAÇÃO



Mestranda Hermenegilda Moraes Correia.
2013/12/20

Entendo que a Pesquisa é a base para todas as descobertas. Através das mesmas o ser humano tem obtido avanços significativos em todos os campos, a saúde é uma das maiores beneficiada com os avanços das pesquisas.
Na educação não podemos afirma a mesma coisa, há muito a ser feito.
O texto da Marli André faz uma abordagem significativa sobre o tema, a questão da busca constante para o aprimoramento da utilização dos resultados de estudos realizados. A comparação entre do que produzimos e os Americanos na questão educacional nos leva a uma reflexão, que deverá ser aprofundada, considerando que no Brasil se pesquisa e grande parte delas servem apenas para o cumprimento das normas de conclusão de cursos, que vão desde a graduação às teses de Doutorados. Porém boa parte destas pesquisas não chegam ao conhecimento do público.
A autora faz observações quanto a evolução do que é estudado, ou seja, pesquisado e comprova que os avanços estão ocorrendo, de forma lenta e sem grandes impacto na melhoria, friso novamente, em específico da educação.
Estamos acostumados com a pesquisa no Brasil, cuja orientação está contida em manual que define normas, quantidade de tudo o que deve ser feito e nem sempre reflete o desejo ou pré projeto inicialmente proposto, estou me referindo aos famosos TCCs (Trabalho de Conclusão de Curso). Segue-se a risca o que está definido nos manuais e os orientadores dizem o que deve e o que não deve ser feito. Enquanto que o acadêmico deixa de expressar sua verdadeira vocação para a realização de um bom trabalho. Devido as dificuldades imposta ou apresentadas no decorrer das aulas de Metodologia, que são tão poucos, ocorrem apenas em um Semestre dos cursos, muitos concluintes
preferem pagar para alguém com experiência apresentar um trabalho já pronto a fim de que seja cumprida a parte final das atividades, nas graduação ou na pós. Se este individuo chega ao mestrado ele não dispões de nenhuma prática de pesquisador.
O material que dispomos, em termos de livros na área trazem como título: Como elaborar Projetos de Pesquisa; Como Fazer uma Monografia; Guia para Elaboração e Projetos de Dissertação. Húbener ( 2004 pág. 15) inicia o livros sobre projeto e dissertação de Mestrado e Doutorado da seguinte forma:

No conteúdo que segue serão abordados regras (ou sugestões) para elaboração de Monografias e Projetos de Dissertação e Tese de Doutorado. Entretanto, as linhas mestras de raciocínio e de elaboração para as dissertações e teses propriamente ditas já estarão aqui explicitadas, em função dos "denominadores comuns" nas normas de publicação de todo texto cientifico.

O citado livro é apenas um manual de orientação e normas para se escrever ou elaborar uma Monografia ou Tese. A autora do texto, cujo trabalho estamos elaborando, aborda pontos que são sumamente importantes relacionado a Metodologia de pesquisa, Marli, com apud em Miranda (página 56-57), faz a seguinte referência: ... do professor reflexivo/pesquisador trata também das relações entre o conhecimento acadêmico dos profissionais práticos, fazendo crítica pesada ao elitismo da universidade.
No verdade o Brasil mantém o elitismo advindo da origem da Educação superior no Brasil, e que se estende a todos os níveis de educação, o fator de termos passado pelo período da escravidão no século dezoito que deixou suas consequências e no século passado duas décadas em meia de domínio dos militares, tudo isso juntado a falta de Projetos sérios e consistentes fazem das Universidades Brasileira, lugar de pessoas que estão além da capacidade mediana de nosso povo, assim, ainda é considerada a nossa população, em que são criadas "cotas" para negros e tratamento diferenciados para os Ameríndios, no tocante aos cursos de Mestrados e Doutorados o elitismo chega ao limite do ridículo, em que ser mestre ou doutor por aqui é ter o poder de participar de um processo seletivo, controlado e dominado por poucos.
Outra questão, abordada pela autora, que é crucial no desenvolvimento e continuidade dos projetos em nosso país é a continuidade das pesquisas, de modo geral elas estão a serviço dos grandes centros, ou seja, das grandes instituições de ensino superior. No interior elas não são conhecidas, ou quando chegam em forma de publicações já estão esquecidas na sua origem. Não há uma valorização dos trabalhos científicos, nas Faculdades interioranas elas servem apenas para o acadêmicos cumprir a última etapa da formação, deposita-se as mesmas na Biblioteca e lá são esquecidas, relegadas as traças, sem nem um valor devido. Temos outro porém, de modo geral os trabalhos monográficos não reflete, como eu penso que deveria ser, um apanhado geral ou pelo menos de parte do que foi visto nos conteúdos ministrados no decorrer do curso. Como não há uma preparação ao longo dos anos de faculdade, e o trabalho monográfico ocorre a partir do penúltimo semestre, é o maior pesadelo para os estudantes, eles não a menor noção de elaboração e como escolher o tema, ficam a mercê da indicação de professores que dirão o que é melhor, não para eles, mas para quem irá orientá-los.
Concluímos que o texto nos expõem a uma reflexão e questionamento, sobre as propostas apresentada são oportunas nos leva a pensar porque não se dá o devido valor a tantos projetos importantes ou nem tanto, mas que poderiam ou poderão contribuir na
melhoria da qualidade do Ensino, em todos os níveis. Levar-se-á em consideração as possibilidades de produção, não somente daqueles que estão a serviço das pesquisas, mas de todos os que se propõe a faze lá. Lembrando que a capacidade intelectual é ampla e não podemos determinar apenas algumas pessoas tal competência.
O questionamento é seguinte a quem interessa elitizar a Educação Superior no Brasil, em especial monopolizar os cursos de Mestrado e consequentemente os Doutorados, se sabemos que os professores estão se aposentando e cada vez mais a faculdades sobrecarregam os profissionais que estão em atividades.
Esta é uma discussão que muito me interessa, e pretendo delinear minhas dissertação voltada para a Formação dos Profissionais que irão atuar na Educação, de que forma ocorre tal formação em nível nacional.


Hermenegilda Moraes Correia, e Mestranda em Ciências da Educação e colaboradora desta Revista.


ANDRÉ, Marli - Apostila - PESQUISA EM EDUCAÇÃO: BUSCANDO RIGOR E QUALIDADE - Cadernos de pesquisas, n. 113, p. 51-64, junho/2001.

HUBNER, Maria Marta. GUIA PARA ELABORAÇÃO DE MONOGRAFIAS E PROJETOS DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO E DOUTORADO. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, Mackenzie 2004.