IER. 2013/10/19
Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.
Muito se fala sobre inteligência emocional nos tempos de hoje, porém, pouco é feito nas escolas para desenvolver este tipo de inteligência em nossas crianças e jovens.
A inteligência emocional está ligada a habilidades tais como a resiliência, que é a capacidade de superar adversidades; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; o papel do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns, que é essencial para o trabalho em grupo e o desenvolvimento da liderança.
É possível aumentar estes talentos em alunos através de atividades em sala, com professores preparados, e também, através de atividades informatizadas, utilizando jogos, vídeos, redes sociais, blogs e criando trabalhos em grupo, sempre focando as características do público alvo. Sem esquecer que atividades físicas e brincadeiras ao ar livre, também são muito importantes para o desenvolvimento emocional e cognitivo do ser humano, e primordiais na primeira infância.
Um trabalho dirigido nessa área irá fortalecer os alunos, deixando-os mais equilibrados, autônomos e capazes para enfrentar o mundo, aumentando também a sua capacidade de desenvolver a inteligência cognitiva de forma eficiente.
Inteligência Emocional: o que é? Mais que um conceito operacionalmente definido, nos moldes científicos tradicionais, a
expressão “inteligência emocional” foi desenvolvida e chega até nós por meio do livro do
mesmo nome, de Daniel Goleman3, como uma redefinição do que é “ser inteligente”, que engloba o conhecimento e o uso apropriado de sentimentos e emoções em nossas relações
com o mundo.
O conceito de Inteligência Emocional propõe uma redefinição do que é “ser inteligente”,
como modo de conhecer e usar os sentimentos além de compreender o mundo racionalmente.
A inteligência humana, por sua exuberante complexidade, vem sendo sistematicamente alvo de estudos, nos quais os pesquisadores reconhecem a magnitude de seu objeto de
estudo, assumindo a impossibilidade de dar conta de um fenômeno em si multifacetado.
Muitos deles, que não seria oportuno enumerar nem discutir nesse contexto, já apontaram
aspectos que, para eles, seriam componentes da inteligência, e que poderíamos associar aos
fatores emocionais reunidos hoje como “inteligência emocional”.
O primeiro a considerar explicitamente como componentes de uma mesma manifestação humana a inteligência e os aspectos afetivos foi Howard Gardner4, ao fazer a separação da
inteligência humana, anteriormente considerada uma só, no que ele denomina de “múltiplas
inteligências”, inicialmente identificadas como sete, num processo que vem passando por
reformulações no sentido de identificar e descrever mais algumas.
expressão “inteligência emocional” foi desenvolvida e chega até nós por meio do livro do
mesmo nome, de Daniel Goleman3, como uma redefinição do que é “ser inteligente”, que engloba o conhecimento e o uso apropriado de sentimentos e emoções em nossas relações
com o mundo.
O conceito de Inteligência Emocional propõe uma redefinição do que é “ser inteligente”,
como modo de conhecer e usar os sentimentos além de compreender o mundo racionalmente.
A inteligência humana, por sua exuberante complexidade, vem sendo sistematicamente alvo de estudos, nos quais os pesquisadores reconhecem a magnitude de seu objeto de
estudo, assumindo a impossibilidade de dar conta de um fenômeno em si multifacetado.
Muitos deles, que não seria oportuno enumerar nem discutir nesse contexto, já apontaram
aspectos que, para eles, seriam componentes da inteligência, e que poderíamos associar aos
fatores emocionais reunidos hoje como “inteligência emocional”.
O primeiro a considerar explicitamente como componentes de uma mesma manifestação humana a inteligência e os aspectos afetivos foi Howard Gardner4, ao fazer a separação da
inteligência humana, anteriormente considerada uma só, no que ele denomina de “múltiplas
inteligências”, inicialmente identificadas como sete, num processo que vem passando por
reformulações no sentido de identificar e descrever mais algumas.
O que permite que falemos de uma inteligência emocional? Ou, colocado de outra forma:
como chegamos ao ponto de unir dois conceitos - inteligência e emoção - até então hoje
considerados praticamente opostos?
Porque, afinal, o que a expressão “inteligência emocional” tem de novidade é a junção de
duas coisas com as quais a Psicologia lida, separadamente, desde seu estabelecimento como
uma ciência independente, funcionando dentro de modelos pré-estabelecidos. Através de
um fazer científico calcado na necessidade de precisão na definição de conceitos, aplicados
a fenômenos isolados, sobre os quais se devia operar de modo a proporcionar previsões
seguras e condições de réplica, nos laboratórios de pesquisa psicológica emoção e
inteligência sempre foram tratadas de forma exclusiva, como fenômenos que podiam até
exercer influência um sobre o outro, mas que eram estudados, por exigências
metodológicas, separadamente.
Dessa separação redutiva e racionalista, ou mais amplamente, do apoio na racionalidade
quase que como veículo exclusivo de conhecimento do mundo, derivaram algumas noções
que permeiam nossas vidas sem que sequer possamos nos dar conta delas, originando
acontecimentos que demandam revisão radical diante dos sérios conflitos que
experimentamos nas sociedades urbanas contemporâneas, como a violência, o preconceito,
o sectarismo, para citar apenas alguns.
Uma dessas noções nos diz que em indivíduos bem sucedidos o aspecto intelectual,
racional, é preferível e deve sobrepujar o afetivo, emocional. Pessoas que não se deixam
levar pelas emoções, que conseguem manter a “cabeça fria” ao avaliarem situações são,
implícita ou explicitamente, consideradas mais confiáveis. “Ter a cabeça no lugar” significa
que somos maduros e que não nos deixamos levar pelas emoções, consideradas sinal de
descontrole.
Envolver-se emocionalmente é uma condição pessoal freqüentemente
considerada como algo a ser evitado, por enevoar nossa capacidade de julgamento. A
abordagem racional, nós sabemos, é considerada a preferível na maior parte das situações.
Uma outra idéia é a de que as emoções são imutáveis condições inerentes que carregamos
desde o berço, e que constituem nosso “temperamento”, com o qual nascemos e que
teremos que carregar para o resto de nossas vidas. Desse ponto de vista, elas não
necessitam nossa atenção, a não ser que se transformem em algo indesejável, que interfira
em nosso equilíbrio de julgamento e decisão (lógico-racional, claro), quando então têm que
ser submetidas a processo curativo, químico ou psicoterapêutico.
leva ao desconhecimento daquilo que sentimos, de nossas próprias emoções e das de nossos
semelhantes vem, sem dúvida, ocasionando fenômeno semelhante ao que vivemos há muito
pouco tempo com relação ao desejo de dominação da natureza, com a conseqüente
possibilidade de destruição do planeta. Diante daquela crise, surgiram alternativas que hoje
se constituem em embriões de soluções consensuais baseadas no respeito ético à natureza e
à saúde.A crise relativa ao desconhecimento emocional, para a qual a noção de inteligência
emocional se apresenta como saída possível, caracteriza-se por dificuldades de
relacionamento, hoje facilmente observáveis em todos os níveis, na maior parte dos
agrupamentos humanos, e principalmente nas sociedades ocidentais. Elas nos atingem indiscriminadamente, sejam provenientes de lugares estranhos ou
de nossa proximidade mais próxima.
Vão das relações do indivíduo com ele mesmo (frente à solidão da vida
urbana) ao confronto entre países vizinhos; da incompreensão no seio das famílias - seja
nos casais ou nas relações entre pais e filhos - ao genocídio; das relações extremamente
competitivas no trabalho às guerras de gangues comuns entre as tribos urbanas.
Essas situações evidenciam a incompreensão de parte significativa dos processos de
funcionamento dos indivíduos, nós mesmos ou outros, assim como a ameaça que aquilo
que é diferente constitui para nós, uma vez que estamos habituados a pensar e acolher
apenas o similar por meio de séculos de treinamento numa lógica binária, que favorece o
agrupamento da semelhança e o afastamento da diferença. Tornamos assim premente a necessidade de desenvolvimento e expressão adequada do
calor afetivo nos relacionamentos, da compreensão humana acrescentada à frieza da
aproximação racional dos fenômenos, da qual um outro exemplo é bastante eloqüente para
nós, brasileiros: a aplicação fria e meramente técnica dos cálculos numéricos de sucessivos
planos econômicos, sem que fossem levadas em consideração as vidas humanas que seriam
afetadas, algumas de forma drástica e por vezes fatal. “Manter a cabeça fria”, reconhecemos agora, não é mais a única condição possível para a
realização pessoal, e a integração entre afeto e intelecto mostra-se como uma das
possibilidades de encaminhamento desta questão.
Essa união, possibilitada pela visão atual
das ciências humanas, mais integradora e interdisciplinar do que há alguns anos, favorece o
manejo conjunto destas duas instâncias, aproximando-as numa única expressão, que nos diz
que temos que repensar o que entendemos por inteligência incluindo nela o aspecto
emocional, pois ao contrário do que imaginávamos ter concluído anteriormente, apenas a
inteligência e a realização não andam obrigatoriamente juntas. Em outras palavras, não basta ser inteligente para ser feliz. Reconhecemos agora que as
emoções têm papel fundamental na existência e nas relações humanas, e que pelo afeto
podemos resolver uma série de situações em nossas vidas.
Inteligência emocional: como desenvolver?
Concordamos todos que hoje em dia é necessário procurar os meios para o
desenvolvimento de um mundo mais humano. Duas formas de aproximação deste problema
se apresentam: a educação e a reeducação. A primeira trata de cuidarmos do
desenvolvimento afetivo das gerações futuras assim como cuidamos de sua saúde física, de
seu desenvolvimento cognitivo e de sua inserção no mercado de trabalho, uma vez que
parece tomar corpo a evidência de que as emoções podem e devem ser ensinadas ao longo
da vida das pessoas. Duas formas de aproximação deste problema se apresentam: a educação e a reeducação. A
primeira trata de cuidarmos do desenvolvimento afetivo das gerações futuras assim como cuidamos de sua saúde física, de seu desenvolvimento cognitivo e de sua inserção no
mercado de trabalho, uma vez que parece tomar corpo a evidência de que as emoções
podem e devem ser ensinadas ao longo da vida das pessoas. A segunda trata de sua recuperação em diferentes contextos, através de treinamentos de
habilidades pessoais específicas como auto-percepção, criatividade e liderança, por
exemplo. Ambas as possibilidades baseiam-se no que vem sendo demonstrado nos
processos de intervenção psicológica, como as psicoterapias, aconselhamentos individuais e
em grupo, psicodiagnósticos de tipo interventivo6
, grupos operativos, etc., que podem ser
considerados cenários para o reaprendizado emocional. Assim, se do ponto de vista afetivo
podemos considerar tais processos como reeducação, podemos também pensar em recursos
para a educação das emoções. Inicialmente tomada como tarefa a ser realizada no seio das famílias, a educação das
emoções parece demandar cada vez mais agentes que a levem adiante. Anteriormente
voltada prioritariamente à transmissão do conhecimento acumulado, a escola pode assumir
papel importante nesse trabalho, oferecendo aos alunos a possibilidade de desenvolvimento
emocional compatível com a oferecida no âmbito do intelecto, focalizando-o na mesma
medida em que favorece o desenvolvimento intelectual e a aquisição de informações.
das ciências humanas, mais integradora e interdisciplinar do que há alguns anos, favorece o
manejo conjunto destas duas instâncias, aproximando-as numa única expressão, que nos diz
que temos que repensar o que entendemos por inteligência incluindo nela o aspecto
emocional, pois ao contrário do que imaginávamos ter concluído anteriormente, apenas a
inteligência e a realização não andam obrigatoriamente juntas. Em outras palavras, não basta ser inteligente para ser feliz. Reconhecemos agora que as
emoções têm papel fundamental na existência e nas relações humanas, e que pelo afeto
podemos resolver uma série de situações em nossas vidas.
Inteligência emocional: como desenvolver?
Concordamos todos que hoje em dia é necessário procurar os meios para o
desenvolvimento de um mundo mais humano. Duas formas de aproximação deste problema
se apresentam: a educação e a reeducação. A primeira trata de cuidarmos do
desenvolvimento afetivo das gerações futuras assim como cuidamos de sua saúde física, de
seu desenvolvimento cognitivo e de sua inserção no mercado de trabalho, uma vez que
parece tomar corpo a evidência de que as emoções podem e devem ser ensinadas ao longo
da vida das pessoas. Duas formas de aproximação deste problema se apresentam: a educação e a reeducação. A
primeira trata de cuidarmos do desenvolvimento afetivo das gerações futuras assim como cuidamos de sua saúde física, de seu desenvolvimento cognitivo e de sua inserção no
mercado de trabalho, uma vez que parece tomar corpo a evidência de que as emoções
podem e devem ser ensinadas ao longo da vida das pessoas. A segunda trata de sua recuperação em diferentes contextos, através de treinamentos de
habilidades pessoais específicas como auto-percepção, criatividade e liderança, por
exemplo. Ambas as possibilidades baseiam-se no que vem sendo demonstrado nos
processos de intervenção psicológica, como as psicoterapias, aconselhamentos individuais e
em grupo, psicodiagnósticos de tipo interventivo6
, grupos operativos, etc., que podem ser
considerados cenários para o reaprendizado emocional. Assim, se do ponto de vista afetivo
podemos considerar tais processos como reeducação, podemos também pensar em recursos
para a educação das emoções. Inicialmente tomada como tarefa a ser realizada no seio das famílias, a educação das
emoções parece demandar cada vez mais agentes que a levem adiante. Anteriormente
voltada prioritariamente à transmissão do conhecimento acumulado, a escola pode assumir
papel importante nesse trabalho, oferecendo aos alunos a possibilidade de desenvolvimento
emocional compatível com a oferecida no âmbito do intelecto, focalizando-o na mesma
medida em que favorece o desenvolvimento intelectual e a aquisição de informações.
Se podemos pensar na escola como campo para a educação emocional, o contexto das
organizações, dentro do qual sempre se acreditou que a competência e o sucesso implicam
na dedicação quase que integral ao trabalho e na conseqüente atrofia da vida emocional,
parece ser, além das áreas curativas já mencionadas, um excelente cenário para a
reeducação emocional. Nos ambientes de trabalho, o indivíduo que deseje ser considerado como indivíduo
propriamente dito, e não apenas como mais um numa massa indefinida de trabalhadores,
tem que travar uma batalha solitária em direção à competência máxima, desconsiderando
aquilo que sente assim como aquilo que sentem os outros indivíduos de que essa massa é
composta. Nessa área, massacrante do ponto de vista afetivo, conhecemos bem a valoração
positiva acoplada aos empresários e executivos considerados bem sucedidos, imersos em
agendas carregadíssimas, afastados de amigos verdadeiros e de relacionamentos afetivos
significativos, precocemente estressados e conduzidos aos consultórios psiquiátricos, em
busca de anti-depressivos, estimulantes e, acima de tudo, de um sentido para a vida. O reverso dessa situação está na ênfase ao reconhecimento de si e do outro, no que
diz respeito aos sentimentos e que, como dissemos, pode ser reaprendido. É normal
que não saibamos fazer uso adequado daquilo que desconhecemos, o que de certa
forma torna-nos ignorantes emocionais. Há centenas de anos viemos aprendendo a
ignorar e reprimir nossas emoções com nossos pais, na escola, no trabalho. Por outro lado, impressionamo-nos com exceções de autodidatas afetivos que
aprendemos a reconhecer através da História, como Ghandi, por exemplo, ou outros
mais próximos, como um avô, um colega de trabalho, uma professora em especial,
aos quais admiramos como jóias raras.
organizações, dentro do qual sempre se acreditou que a competência e o sucesso implicam
na dedicação quase que integral ao trabalho e na conseqüente atrofia da vida emocional,
parece ser, além das áreas curativas já mencionadas, um excelente cenário para a
reeducação emocional. Nos ambientes de trabalho, o indivíduo que deseje ser considerado como indivíduo
propriamente dito, e não apenas como mais um numa massa indefinida de trabalhadores,
tem que travar uma batalha solitária em direção à competência máxima, desconsiderando
aquilo que sente assim como aquilo que sentem os outros indivíduos de que essa massa é
composta. Nessa área, massacrante do ponto de vista afetivo, conhecemos bem a valoração
positiva acoplada aos empresários e executivos considerados bem sucedidos, imersos em
agendas carregadíssimas, afastados de amigos verdadeiros e de relacionamentos afetivos
significativos, precocemente estressados e conduzidos aos consultórios psiquiátricos, em
busca de anti-depressivos, estimulantes e, acima de tudo, de um sentido para a vida. O reverso dessa situação está na ênfase ao reconhecimento de si e do outro, no que
diz respeito aos sentimentos e que, como dissemos, pode ser reaprendido. É normal
que não saibamos fazer uso adequado daquilo que desconhecemos, o que de certa
forma torna-nos ignorantes emocionais. Há centenas de anos viemos aprendendo a
ignorar e reprimir nossas emoções com nossos pais, na escola, no trabalho. Por outro lado, impressionamo-nos com exceções de autodidatas afetivos que
aprendemos a reconhecer através da História, como Ghandi, por exemplo, ou outros
mais próximos, como um avô, um colega de trabalho, uma professora em especial,
aos quais admiramos como jóias raras.
Assim como vislumbramos, na vivência junto a estas pessoas, a possibilidade de
integração harmoniosa entre afeto e intelecto, na direção de uma vida mais plena e
criativa, podemos nós mesmos nos transformar, a partir de um trabalho de
reeducação emocional ou não, em modelos que possam ser seguidos por nossos
filhos, alunos e colegas.
Desse modo, o trabalho com sentimentos e emoções - dentro das escolas, das
famílias e das organizações -, concomitante aos desafios do aprimoramento
intelectual, pode ampliar os recursos pessoais necessários em situações de conflito e
de solução de problemas. Uma gama maior de recursos auxilia a reduzir a pressão
que as pessoas impõem a si mesmas em seu movimento em direção à realização, por
aumentar o auto-conhecimento e auto-estima que, diminuídos, fazem com que os
indivíduos percam a confiança em suas habilidades e a motivação.
Por meio deste trabalho educativo é possível também desenvolver a ética e a
consideração pelos outros, na medida em que quando aprendemos a conhecer, levar
em conta e expressar adequadamente nossos próprios sentimentos - positivos e
negativos - somos intimados a conhecer, levar em conta e aceitar a expressão dos
sentimentos alheios.
Ao darmos espaço para nossas particularidades e
idiossincrasias, identificáveis apenas quando conhecemos bem a nós mesmos de uma
forma não cindida, é inevitável reconhecermos o espaço para que os outros tenham
suas próprias particularidades e idiossincrasias, aceitando-as quando nos agradam ou
repeitosamente assinalando nossa discordância, quando existir.
Experiências calcadas nessas trocas, ao invés de em mera avaliação objetiva,
solidificam capacidades e relacionamentos significativos, assim como o
investimento pessoal naquilo que é importante para aquele indivíduo em especial.
Inteligência emocional: o que ela não é?
Acompanhamos toda uma argumentação relativa ao fato de que o surgimento da expressão
“inteligência emocional” é fruto de uma mudança global de perspectiva, quanto à visão de
ser humano e quanto às alterações na maneira de entender as pessoas pela via da ciência.
A inteligência emocional, vimos, é o reconhecimento de que somos, ao mesmo tempo,
razão e emoção, e de que ambas se mesclam, em nossa experiência, de modos particulares,
individuais, conforme as diferentes situações.
idiossincrasias, identificáveis apenas quando conhecemos bem a nós mesmos de uma
forma não cindida, é inevitável reconhecermos o espaço para que os outros tenham
suas próprias particularidades e idiossincrasias, aceitando-as quando nos agradam ou
repeitosamente assinalando nossa discordância, quando existir.
Experiências calcadas nessas trocas, ao invés de em mera avaliação objetiva,
solidificam capacidades e relacionamentos significativos, assim como o
investimento pessoal naquilo que é importante para aquele indivíduo em especial.
Inteligência emocional: o que ela não é?
Acompanhamos toda uma argumentação relativa ao fato de que o surgimento da expressão
“inteligência emocional” é fruto de uma mudança global de perspectiva, quanto à visão de
ser humano e quanto às alterações na maneira de entender as pessoas pela via da ciência.
A inteligência emocional, vimos, é o reconhecimento de que somos, ao mesmo tempo,
razão e emoção, e de que ambas se mesclam, em nossa experiência, de modos particulares,
individuais, conforme as diferentes situações.
Dessa forma, gostaria de concluir essa exposição exercitando o mais rigoroso direito à
crítica quanto à possibilidade de que a inteligência emocional seja quantificada, isto é,
medida por meio dos já - infelizmente - tão divulgados testes de “quociente emocional”.
Essa denominação, se concordamos com o que foi exposto acima, é uma aberração, é uma
expressão vazia, que não diz respeito a nada, uma vez que emoções não são passíveis de
serem medidas.
Já mergulhamos na mesma ilusão quanto aos testes de inteligência, criados e usados a
maior parte das vezes de modo a auxiliar na tomada de decisões educacionais, em situações
que, se por um lado trouxeram benefícios, favoreceram processos de discriminação especial.
Inteligência emocional: o que ela não é?
Acompanhamos toda uma argumentação relativa ao fato de que o surgimento da expressão
“inteligência emocional” é fruto de uma mudança global de perspectiva, quanto à visão de
ser humano e quanto às alterações na maneira de entender as pessoas pela via da ciência.
A inteligência emocional, vimos, é o reconhecimento de que somos, ao mesmo tempo,
razão e emoção, e de que ambas se mesclam, em nossa experiência, de modos particulares,
individuais, conforme as diferentes situações.
Dessa forma, gostaria de concluir essa exposição exercitando o mais rigoroso direito à
crítica quanto à possibilidade de que a inteligência emocional seja quantificada, isto é,
medida por meio dos já - infelizmente - tão divulgados testes de “quociente emocional”.
Essa denominação, se concordamos com o que foi exposto acima, é uma aberração, é uma
expressão vazia, que não diz respeito a nada, uma vez que emoções não são passíveis de
serem medidas.
Já mergulhamos na mesma ilusão quanto aos testes de inteligência, criados e usados a
maior parte das vezes de modo a auxiliar na tomada de decisões educacionais, em situações
que, se por um lado trouxeram benefícios, favoreceram processos de discriminação especial.
Inteligência emocional: o que ela não é?
Acompanhamos toda uma argumentação relativa ao fato de que o surgimento da expressão
“inteligência emocional” é fruto de uma mudança global de perspectiva, quanto à visão de
ser humano e quanto às alterações na maneira de entender as pessoas pela via da ciência.
A inteligência emocional, vimos, é o reconhecimento de que somos, ao mesmo tempo,
razão e emoção, e de que ambas se mesclam, em nossa experiência, de modos particulares,
individuais, conforme as diferentes situações.
Dessa forma, gostaria de concluir essa exposição exercitando o mais rigoroso direito à
crítica quanto à possibilidade de que a inteligência emocional seja quantificada, isto é,
medida por meio dos já - infelizmente - tão divulgados testes de “quociente emocional”.
Essa denominação, se concordamos com o que foi exposto acima, é uma aberração, é uma
expressão vazia, que não diz respeito a nada, uma vez que emoções não são passíveis de
serem medidas.
Já mergulhamos na mesma ilusão quanto aos testes de inteligência, criados e usados a
maior parte das vezes de modo a auxiliar na tomada de decisões educacionais, em situações
que, se por um lado trouxeram benefícios, favoreceram processos de discriminação
inaceitáveis. Corremos o risco de fazermos o mesmo com relação a essa mais recente
descoberta, aniquilando-a.
Inteligência, emoções, afetos, são definições científicas, convenções acadêmicas, e como
tais, não dizem respeito a coisas concretas, que podem ser localizadas, medidas, pesadas.
As experiências humanas são fenômenos complexos, idiossincráticos, que assumem
configurações diferentes conforme as situações vividas. É apenas como metáforas dessas
situações que os instrumentos de avaliação psicológica fazem algum sentido, na descrição
cuidadosa de existências particulares. A pretensão de quantificar as emoções é, portanto, um retrocesso dentro de toda uma
trajetória que fez desabrochar a necessidade de seu reconhecimento e expressão, levando nos a lugar nenhum. Risco que, nesse momento, não podemos nos dar ao luxo de correr.
ANCONA-LOPEZ, M. (org.) Psicodiagnóstico interventivo. S. Paulo: Cortez, 1995.
GARDNER, H. Uma nova ciência da mente, S. Paulo: EDUSP, 1985.
_____________ Frames of Mind. Nova Iorque, Basic Books, 1983. Traduzido para o Português
como As estruturas da mente.
GOLEMAN, D. Inteligência Emocional, Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 1996
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