quarta-feira, 22 de julho de 2015

O QUE É O HOMEM NA TERRA? UMA ABORDAGEM SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Mestranda Pascale Silva Souza.

A PRÁXIS NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL.   Mestranda Pascale Silva Souza.                                       
2015/07/22

 O que é o homem na terra?

 O ser humano podendo ser considerado um ser social e natural, integrante de todo processo da natureza na terra dela necessita para a sua própria existência. O meio ambiente lhe propicia as condições de sobrevivência.  No entanto esses recursos naturais não são inesgotáveis. O fim dos mesmos representa ameaça de extinção das espécies. Desnecessário dizer sobre a importância da água, das plantas e de nós mesmos para a conservação da vida e até do próprio planeta.
O sentimento de onipotência humana levara á desvalorização da natureza. Há uma quase certeza de que conseguiremos reverter cientificamente o processo de destruição. Mas se estivermos errados? Enviamos naves para sondar outros mundos e não cuidamos do nosso! Estranho fato!
 Não entendemos que uma abelha faz falta ao meio ambiente. Parece mesmo que há um detrimento da vida em valor ao soberano capital.
Diante de um assunto de tanta importância, surge a pergunta: qual tem sido o papel da educação com relação ao meio ambiente? Sem políticas claras de preservação ambiental não podemos crer que somente a escola poderá solucionar o problema. O professor sozinho não conseguirá. Será necessário toda uma estrutura nuclear e circular em torno do assunto.
A práxis na educação ambiental precisa de bases curriculares objetivas. Precisa de diretrizes de ensino que objetivem a formação do aluno consciente do seu mundo e da natureza que este possui. Dessa forma a práxis educativa deverá pautar se em todo um contexto globalizado dos aspectos políticos, econômicos, sociais e individuais que reportem a valorização do meio ambiente e dos motivos que levam á destruição do mesmo. Não haverá educação ambiental consciente sem a observação de valores como sustentabilidade, ética, cidadania e formação de consciências críticas e reflexivas, responsáveis e coadjuvantes na preservação ambiental.
A formação de uma cultura de preservação poderá ter como ponto de partida a própria escola que através da inclusão da comunidade interna e externa efetuará programas educativos de forma esclarecedora e pratica através de ensinamentos básicos de economia dos recursos hídricos, reciclagem e cuidados com o meio ambiente. No entanto a educação ambiental não poderá ser reducionista objetivando apenas um foco. Por exemplo, apenas o efeito estufa ou a falta de água. Tem que haver uma práxis educacional global de todo esse assunto.
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O entendimento do problema ambiental devera ser de conhecimento particular de cada realidade local, regional, continental e planetária. Não há como efetuar uma práxis educativa em termos de meio ambiente sem uma visão de futuro. Trata se de uma            educação de transformação social com novos paradigmas de valores como fraternidade. Todos nós sabemos que os pobres sofrem mais com as variações climáticas e com a escassez dos recursos naturais.   Estamos diante de questões humanitárias de respeito ao ser humano e de direito á vida humana no planeta.
Sabemos que o desrespeito ao meio ambiente é proveniente de interesses escusos de enriquecimento. Não se leva em conta o esgotamento dos recursos e as alterações dos biomas e conseqüente destruição do meio necessário á sobrevivência dos seres.
Contra essa onda de pensamento e ação predatória, somente a educação na base poderá favorecer a formação de consciências criticas que poderão auxiliar o cidadão no processo de resistência e luta contra as ideologias dominantes contrarias á preservação da natureza. Tal resistência poderá certamente alem de ser individual formar se coletivamente. Esse será o papel fundamental da práxis educativa ambiental.
A destruição do eco sistema caracteriza se como doença social e econômica cujas conseqüências serão imprevisíveis. A práxis educacional terá de ser aquela proposta da qual se espera uma educação para a vida e para a sobrevivência da nossa espécie e das demais. Não apenas pautada no mero existir. Mas sim aquela vida de riquezas e belezas que a natureza nos dá e que a boa educação ensina a apreciar, preservar e a amar.
A prática educacional para a educação ecológica e ambiental começa com a formação escorreita do Docente. Não poderá exigir se que apenas o currículo de licenciados em Ciências biológicas possua disciplinas de preservação do meio em que vivemos. Todos os envolvidos na educação devem se apoderar dos conhecimentos inerentes a tal proposta. Os alunos precisam de grades curriculares que contenham disciplinas sobre tais assuntos. Independente do curso a ser seguido. A práxis educativa que propõe formar cidadãos conscientes e responsáveis deve começar na infância, passar pela juventude e prosseguir vida a fora até a senectude. Tudo isso de forma integral, ética, humanista e bem estruturada. Certamente a educação não detém o capital. Mas possui o direito de educar quem o possui.
                                                   
Pascale Silva Souza. 
Aluna do Mestrado em Educação. IER- Lisboa.
Orientador: Prof.Dr. Jairo Clênia.   
22/07/20115                                                                               

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