A GESTÃO DA SALA DE AULA
Mestranda Sinara Andréa Ferreira
No
mundo contemporâneo é urgente a busca de estratégias diversificadas para o
professor exercer a sua profissão com êxito, aja vista, o avanço acelerado do
mundo midiático e a evolução rápida do ser humano.
Não existem mais alunos “robôs”
e manipuláveis de acordo com o que o professor quer, existe uma juventude
ativa, atualizada na tecnologia, com opiniões próprias e conhecimento de mundo,
desde muito cedo.
Esse novo tipo de aluno, não cabe
mais ser um professor que simplesmente transmite conhecimento, como uma
educação bancária. O professor necessita ter uma interação com o aluno, tendo
que conhecê-lo antes de ensiná-lo, mediando o conhecimento a partir dos
conhecimentos prévios, buscando desafios e estímulos, com conteúdos significativos
a fim de mantê-lo com interesse em aprender. Hoje o aluno é diferente, sendo capaz de criação intelectual, em a escola
precisa ser capaz de alimentar sua imaginação, desafiar sua inteligência, proporcionando um encontro com um horizonte cultural que perpassa os muros
das instituições escolares.
Para que este educador se aflore, é
fundamental a valorização do professor, o enfoque na importância de seu
trabalho, oferta de condições de trabalho, diminuição de números de alunos por
sala, entre outras ações essenciais para uma gestão de aula de qualidade e,
principalmente que seja de ganhos positivos para o processo de ensino
aprendizagem do educando.
Na gestão da sala de aula, o
professor necessita antes de qualquer ação ou planejamento, saber:
·
Quem é este meu aluno?
·
O que ele quer e precisar
aprender?
·
Quais as estratégias que
irei utilizar para ensiná-lo?
·
Como e quando avaliá-lo?
·
Como agir diante da
indisciplina?
·
O que o PPP pode me auxiliar
na minha gestão da sala de aula?
Este contexto me remete a por em prática os
quatro pilares da educação: aprender a conhecer /aprender (saber selecionar, acessar, integrar
elementos de cultura geral), aprender a
fazer (resolver problemas), aprender
a conviver (interdependência), aprender
a ser (personalidade, atitudes).
São fazeres pedagógicos importantíssimos para o sucesso
da aprendizagem do aluno, que passa segundo o vídeo de Vasconcellos por três
dimensões:
·
Relacionamento interpessoal.
·
Organização da coletividade.
·
Trabalho com conhecimento.
A educação escolar é um encontro de pessoas, neste
processo o professor é a pessoa mais próxima do aluno, tendo um contato humano
que vai além da coletividade, e mesmo sendo um grupo grande de alunos, o
professor conhece cada um de seus alunos, e desta forma pode ajudá-lo melhor na
aprendizagem e no desenvolvimento humano, compreendendo suas principais
características e forma de agir no cotidiano escolar.
Em sala, há um alto nível de interação
coletiva, não só professor-alunos, mas também aluno-aluno. Além disto,
normalmente, os educandos estão sob a orientação de um conjunto de educadores.
Esta marca de encontro de gerações é
muito característica, devendo ser preservada e bem gerenciada, exercitando e
fortalecendo cotidianamente uma relação dialógica.
Segundo Vasconcellos a organização da
coletividade é uma dimensão também decisiva, porque se não há um clima de
participação, de interação, de respeito, de comunicação em sala de aula, não há
como propiciar a apropriação do conhecimento e nem enriquecimento da
experiência pedagógica.
Em relação à indisciplina, sendo uma das
maiores queixas dos professores, o contrato didático surge como uma ação que
vale a pena ser trabalhada, buscando um clima de disciplina já acordado com o
aluno e a consequência da quebra do contrato. Esta ação deverá ser pautada no
diálogo e entendimento de ambas as partes de maneira que todos possam ter voz
no surgimento dos conflitos.
A disciplina é uma condição para o
crescimento, e não se opõe à liberdade. Se a disciplina é construída
coletivamente, é um elemento que favorece o exercício da liberdade, porque
garante as condições para a aprendizagem e para o desenvolvimento do aluno,
principalmente enquanto pessoa.
Quanto ao trabalho com o conhecimento, trata-se
do processo de apropriação da herança cultural e construção crítica, criativa,
significativa e duradoura do conhecimento. É um dos aspectos centrais da
educação escolar (e também de maior visibilidade) visto que a escola é uma
instituição que permite, entre outras coisas, a interação dos novos sujeitos
com o conhecimento acumulado da humanidade, de forma organizada, sistematizada
(Saviani).
O professor, como mediador, tem um papel
muito importante nesse processo, tais como: acolher (o primeiro movimento do professor em relação ao estudante
é sempre o de acolhimento, de engendramento, de reconhecimento de seu valor
como pessoa, de sua cultura e de sua capacidade de aprender);
provocar (criar situações a fim
de colocar o pensamento do educando em movimento, na direção do objeto de
estudo, desafiando, estigando e provocando o aluno); subsidiar (dar condições para que o educando
tenha acesso a elementos novos, a fim de possibilitar a elaboração de respostas
aos problemas, propondo ações que favoreçam a elaboração crítica, criativa,
significativa e duradoura do conhecimento); interagir (com a representação do educando:
solicitar a expressão, através dos mais diversos meios; acompanhar o percurso
de aprendizagem).
Neste contexto, destaco a importância e a participação
da família neste cenário, uma vez que a escola precisa orientá-la quanto ao seu
papel, tanto em relação à educação básica quanto à aprendizagem escolar. Essa
família precisa se apropriar da tarefa de valorizar o estudo, a escola, o
professor, cuidar do compromisso do seu filho em relação a tudo de sua vida
escolar. A família é referência básica na formação da criança e, portanto, deve
trabalhar em parceria com a escola.
A função social da escola é fazer com que
todos aprendam, e não ficar justificando a não aprendizagem em função da
situação da família. Porque, se assim for, o aluno estará sendo punindo duas
vezes: já é vítima de uma situação social (ou psicológica) familiar que o
prejudica, e vai ser mais uma vez prejudicado porque a escola não está criando
condições adequadas para que.
venham
aprender, numa perspectiva democrática.
O
papel da escola é propiciar a aprendizagem de todos, promovendo a equidade e
oportunidade igualitária. De acordo com o vídeo de Vasconcellos, a escola tem
um grau de governabilidade, e deve usar essa zona de autonomia a favor da
aprendizagem de todos.
Diante desse processo, o professor é
um profissional aprendente, sendo necessário ir ao encontro de práticas
pedagógicas significativas e contextualizadas, estando sempre num processo de:
AÇÃO >>> REFLEXÃO >>> AÇÃO
Essas ações têm como objetivo o
enriquecimento da prática pedagógica, consequentemente contribuir para uma
aprendizagem de qualidade e transformação social do aluno, indo ao encontro de
construir possibilidades emancipatórias para todos.
Entendo que a nova abordagem no processo
ensino aprendizagem tem como uma das funções melhorar a relação dos alunos com
o conhecimento proporcionando novos
desenhos para a convivência em sala de aula. No decorrer no processo ocorrerão
mudanças importantes, tanto no perfil dos alunos, no fazer pedagógico
do professor, quanto no universo da escola, sendo precioso um diálogo permanente e contínuo pautado num
ensino de significados.
Isso significa que as escolas precisam não somente de um currículo inovador, mas de novas formas de conquistar, de
ensinar, de desafiar e de estimular a atenção desses alunos com múltiplas
facetas deste mundo contemporâneo.
Vale ressaltar que a o aluno é o protagonista deste processo, portanto o
educando é da escola e não somente do professor, todos tem a função de educador
no interior da instituição escolar, sendo preciso que cada um cumpra o seu
papel com excelência, com a finalidade de construir uma escola que atenda a
diversidade e a especificidade de cada educando.
IER_ Mestranda Sinara Andréa 28/08/2015

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