Ensino e educação de qualidade (!?)
Especialista
em mudanças na educação presencial e a distância
Há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com a educação de
qualidade. Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino se organizam
uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a que compreendam áreas
específicas do conhecimento (ciências, história, matemáticas).
Na educação o foco, além de
ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e
ação, a ter uma visão de totalidade. Fala-se muito de ensino de qualidade.
Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de
qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns
cursos, faculdades, universidades com áreas de relativa excelência. Mas o
conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de
qualidade.
O ensino de qualidade envolve muitas variáveis:
- Organização inovadora, aberta, dinâmica.
Projeto pedagógico participativo.
- Docentes bem preparados intelectual,
emocional, comunicacional e eticamente. Bem remunerados, motivados e com
boas condições profissionais.
- Relação efetiva entre professores e alunos que
permita conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los.
- Infra-estrutura adequada, atualizada,
confortável. Tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.
- Alunos motivados, preparados intelectual e
emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.
O
ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que
ser amplamente subsidiado e patrocinado.
Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência.
Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte e o que é fruto as vezes de alguns grupos, lideranças de pesquisa, como se fosse generalizado em todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades.
Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência.
Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte e o que é fruto as vezes de alguns grupos, lideranças de pesquisa, como se fosse generalizado em todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades.
Temos
um ensino em que predomina a fala massiva e massificante, um número excessivo
de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e
evoluídos como pessoas.
Temos bastantes alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar.
A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.
Temos bastantes alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar.
A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.
O
ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande
demanda existe, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na
prática.. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do
que real processo de mudança.
É importante procurar o ensino de qualidade, mas conscientes de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas.
É importante procurar o ensino de qualidade, mas conscientes de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas.
Nosso
desafio maior é caminhar para uma educação de qualidade, que integre todas as
dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa
integração em si mesmas do sensorial, intelectual, emocional, ético e
tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social. E até
agora encontramos poucas pessoas que estejam prontas para a educação com
qualidade.
Sem comentários:
Enviar um comentário